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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dia Interessante

O pacote de estímulos do governo chinês de 157 bilhões parece ter dado uma injeção de ânimo ao mercado. Embora ainda esteja no campo especulativo, pois, ninguém sabe ao certo de onde virá o dinheiro, o fato é que, diversos papéis, principalmente VALE subiram fortemente nesta segunda-feira.



China: importações caem, mas aumenta a compra de minério

Saíram dados importantes hoje sobre a China que, recentemente, anunciou um pacote de investimentos em infraestrutura de US$ 157 bilhões para estimular a economia. Em agosto, as importações caíram, o que não era esperado, enquanto as exportações cresceram menos do que estava previsto. 
Por causa da crise internacional, a China cresce num ritmo um pouco menor - a previsão para o PIB deste ano é de alta entre 7% e 7,5%, depois de ter avançado mais de 9% no ano passado. Como a economia desacelerou, o governo vem baixando juros e, agora, lançou esse superpacote de investimentos para tentar estimulá-la.
O gráfico abaixo mostra a evolução das importações chinesas ao longo dos últimos anos e a queda registrada em agosto. Esperava-se alta de 3,5%, mas as importações acabaram recuando 2,6% na comparação com o mesmo período do ano passado - a útima queda tinha ocorrido em janeiro de 2012 e a penúltima em outubro de 2009, segundo o economista André Perfeito.
A boa notícia é que houve alta de 7,9% nas importações de minério de ferro em agosto em relação ao mês anterior. O Brasil, como se sabe, vende muitas commodities para a China, principalmente minério de ferro.
Já as exportações cresceram 2,7% em agosto, um pouco abaixo do esperado (3%). Mas por conta da queda das importações, o superávit comercial da China foi de US$ 26,7 bilhões em agosto, acima do previsto - um número abaixo de US$ 20 bi. 
- O dado de importações foi frustrante. A China está indo bem, mas demandando menos do mundo. Mostra uma situação menos positiva para a atividade global - diz André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

sábado, 1 de setembro de 2012

Economia desafiadora


O PIB cresceu pouco no segundo trimestre: 0,4%. O que cresceu foi puxado pela agropecuária, que subiu 4,9%, mas tem baixo peso na fórmula de cálculo do IBGE. Pesou mais o encolhimento da indústria, de 2,5%. O investimento diminuiu, e o consumo aumentou, tanto das famílias quanto do governo. Apesar de todos os estímulos, o país cresceu apenas 1,2% nos últimos 12 meses.

Durante um ano o Banco Central derrubou os juros. O primeiro corte foi em primeiro de setembro de 2011. Em 12 meses, a Selic caiu de 12,5% para 7,5%, numa redução de cinco pontos que levou o país aos juros mais baixos da história. Ainda assim, a economia esfriou. No acumulado de 4 trimestres, há uma desaceleração contínua: no terceiro trimestre de 2010 o país estava crescendo a 7,6%; no dado de ontem, foi para 1,2%.

Os 7,6% foram um ponto fora da curva, pelos excessivos estímulos na eleição presidencial de 2010. O 1,2% atual também se espera que seja um ponto fora da curva. A desaceleração foi maior do que se imaginava. O que intriga é a resistência da economia, que permanece fria apesar de tantos estímulos monetários e fiscais.

A desaceleração foi em parte resultado da piora da crise internacional. Mas isso não explica tudo. A inflação caiu fortemente pelo desaquecimento interno, pela queda do preço de algumas commodities, como resultado da crise externa. A inflação foi de 7,3% em setembro passado para 4,9%. Depois voltou a subir para 5,2%. O cenário econômico está se complicando: a economia está fria, apesar dos estímulos, e a inflação já está subindo.

A alta da inflação é em grande parte efeito do choque agrícola que o mundo está vivendo pela seca nos Estados Unidos. Outra parte é impacto do dólar. O ritmo de crescimento deve melhorar até o fim do ano. O risco é a indústria aproveitar o bom momento e repassar aos preços o impacto do câmbio. Os IGPs já estão subindo. O acumulado em 12 meses do IGP-M estava em 8% em agosto passado, caiu para 3,3% e agora está em 7,7%. Só no mês passado, o preço agrícola no atacado subiu 6%. Não é trivial a tarefa que o BC tem pela frente. Precisará, como avisou, ter “a máxima parcimônia” nos estímulos monetários daqui para diante.

O empréstimos e os calotes permanecem em alta. O estoque de crédito na economia subiu novamente em julho e atingiu 50,7% do PIB, num ritmo de crescimento de 17,7% em 12 meses. Em julho do ano passado, estava em 46,1%. A inadimplência das pessoas físicas voltou a 7,9%, mesmo com a queda dos juros e o aumento dos prazos para pagamento.

Difícil achar que esse ritmo de alta do crédito seja sustentável, mesmo que caia para um nível de 15%, que o Banco Central considera como “moderado”. O estoque das dívidas em atraso é de R$ 83 bilhões, com uma alta de 28% nos últimos 12 meses. O crédito podre subiu 20% em um ano e já soma R$ 68 bilhões.

A presidente Dilma Rousseff chegará à metade do seu mandato, no fim do ano, com dois números anuais magros de crescimento econômico e sem pousar a inflação no centro da meta. O desafio dos condutores da economia não é fácil. O nível de atividade vai responder mais positivamente no segundo semestre aos estímulos, mas isso tem que acontecer sem aumentar a inflação. Num quadro de aceleração, será mais fácil manter o que tem sido a boa notícia que é o mercado de trabalho aquecido. Apesar da alta do dólar, as exportações caíram no PIB do segundo trimestre. O incentivo via crédito está claramente se esgotando. O segredo tem que ser aumentar o investimento. Com mais investimento o país pode ter em 2013 um ritmo mais forte de crescimento.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Perfeita Inversa Correlação

Desde o começo do ano o Ibovespa já perdeu 4,21%, enquanto o Dow Jones ganhou 4,25% e o Dólar avançou 8,40%



A força do Dólar é inquestionável, entretanto, alguns aspectos precisam ser questionados, por exemplo, é negócio para os EUA que os demais países avancem de forma sólida suas economias, a ponto de igualar a confiabilidade que os grandes players tem na moeda norte-americana? A atual economia conseguiria ter um ano próspero e sustentável, ou de tempos em tempos é preciso uma crise para "equilibrar" as coisas? O estímulo à demanda interna será o futuro? 

Imaginem um mundo onde as taxas de juros fossem praticamente zero, mais ou menos igual a dos EUA, para onde o capital especulativo migraria? A resposta é muito simples, não migraria. Elevaríamos a um nível extremamente avançado o conceito de investimento e retorno, coisas do século XXII quem sabe...






quinta-feira, 14 de junho de 2012

Porque o varejo vai numa direção e a indústria na outra




Os números divulgados hoje pelo IBGE mostram, mais uma vez, que o varejo caminha numa direção e a indústria, que coleciona números negativos, na outra. Em abril, as vendas do comércio cresceram 0,8% em relação a março, no mesmo período, a produção industrial teve queda de 0,2%, como o instituto já tinha divulgado.

No ano, as vendas do varejo já subiram 9,2% e, em 12 meses, 7,2%; enquanto a indústria amargou queda de 2,8% e de 1,1%, respectivamente.

A economista Mariana Oliveira, da consultoria Tendências, atribui o bom desempenho do varejo a fatores que impulsionam o consumo doméstico. O emprego e a renda vão bem. Já a indústria é afetada, segundo ela, pela perda de competitividade dos produtos nacionais nos últimos anos.

- Um contexto de câmbio valorizado com demanda fraca em outros países acaba por favorecer as importações em detrimento da fabricação nacional, além de enfraquecer a demanda externa, reduzindo também as exportações de manufaturas brasileiras, o que explica o fraco desempenho da indústria - diz a economista.

Os destaques do varejo

José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, também comentou os dados de abril do varejo. Na comparação ano a ano (abril contra o mesmo mês de 2011), ele destaca as altas nas vendas de material de escritório (33,2%); material de construção (12,9%); e móveis e eletrodomésticos (12,1%).

Entre março e abril, o desempenho desse último setor também foi positivo. Olhando os dados do IBGE, Mariana Oliveira aponta como destaque o crescimento de 1,5% nas vendas de móveis e eletrodomésticos.

- Contribuem para esse resultado o incentivo via redução de IPI associado a um desempenho positivo no mercado de trabalho e no mercado de crédito para financiamentos desses bens - diz.

Já as vendas do setor de supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram a terceira queda seguida, agora, de 0,8%. Apesar disso, acumulam alta de 5,6% em 12 meses e de 9,3% no ano.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Como está a Grécia, às vesperas das eleições



O setor bancário grego divulgou hoje mais um dado que chama a atenção: entre 500 milhões e 800 milhões de euros estão sendo sacados por dia. As agências de notícias internacionais dizem ainda que as pessoas estão comprando alimentos enlatados e massas, por medo da volta do dracma, após as eleições de domingo.

Em artigo publicado no Financial Times, Alexis Tsipras, do Syriza, coalizão de esquerda que tem chance de ganhar a disputa, comprometeu-se a manter a Grécia na zona do euro. Mas ele quer trocar o "falido" memorando (resgate) por um "plano nacional para a reconstrução e crescimento", como diz a matéria do "El País".

A UE relacionava a vitória do Syriza à saída do país da união monetária, porque Tsipras prometeu renegociar as condições do resgate.

Mas a Europa pode estar mudando de opinião. Segundo o diário Financial Times Deutschland, como a região quer que a Grécia continue na zona do euro, estaria disposta a renegociar essas condições, seja qual for o resultado das urnas.

- A zona do euro quer negociar com a Grécia o relaxamento do plano de austeridade. Seja qual for o resultado das eleições de domingo, será necessário negociar - diz o diário, citado pela Europa Press.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Confiança é a palavra-chave

O dia merecia mais. Sabe aquela sensação de que ficou faltando algo, aquele sentimento de, "poxa, podia ter sido melhor"... assim foi o mercado hoje. O dia que tinha tudo pra subir, mas caiu.


Ibovespa caiu 0,79% a 54.001 pontos. Que decepção. Enquanto os investidores estrangeiros não adquirirem confiança novamente, nossa bolsa ficará estagnada nesse canal curto de oscilação entre 52.500 e 56.000 pontos. Tendo em vista que as pessoas físicas, residentes em geral, possuem enormes concentrações das famosas Petro e Vale, que estão travadas, enquanto não houverem novas variáveis, ficará difícil enxergar até mesmo um fechamento de 60.000 pontos para o fim do ano.

A novela grega continua, adiada pelo menos até a próxima segunda-feira, quando haverá novas eleições no país, podendo de uma vez por todas por um fim ou um novo começo na crise europeia. E por falar em crise, a Espanha recebe socorro no coração de sua economia, o sistema bancário. Continuo dizendo que a recuperação dos bancos é a forma menos onerosa de se recuperar um país.

O problema é que estamos tentando enxergar péssimas notícias com bons olhos, a ajuda que a Espanha receberá de mais de 100 bilhões de euros à seus bancos, nem de longe chega a ser algo bom, o investidor deveria se sentir seguro porque seu banco pediu ajuda?

Fora que, é um "empréstimo", uma hora a conta tem que ser paga, e 100 bilhões de euros é aproximadamente 10% do PIB Espanhol, coisa pouca. Sem contar o primeiro pacote bilionário de ajuda a Grécia, ou os títulos governamentais emitidos semana após semana numa tentativa meramente pontual de colocar um band-aid numa hemorragia.



Pensando bem, o dia foi como deveria ter sido.



sábado, 2 de junho de 2012

Perto do zero

Enviado por Míriam Leitão -



COLUNA NO GLOBO


O país parou. 

O primeiro trimestre de 2012 teve um crescimento um pouquinho acima de zero: 0,2%. A novidade maior do PIB trimestral divulgado pelo IBGE foi que a indústria cresceu e a agropecuária despencou. O tempo castigou a soja no Sul do país, e a soja é um quinto do PIB agrícola. O pior dado foi a queda do investimento, que reduz as chances de forte recuperação a curto prazo.


Olhando as séries e separando cada componente do Produto, fica claro que o Brasil não tem conseguido manter o crescimento e as desacelerações são tão fortes quanto as altas. Depois de bater em 7,6% no terceiro trimestre de 2010, no acumulado de 12 meses, o crescimento perdeu impulso nos seis trimestres seguidos até chegar a 1,9%. E essa desaceleração é generalizada. A indústria caiu de 10,5%, na taxa em 12 meses, para 0,7%. A agricultura saiu de 6,3% para 0,8%. Serviços, de 5,7% para 2,1%.


Esse é o filme, ele mostra claramente que todos os componentes perdem força e o que tem sustentado algum crescimento é o consumo do governo e das famílias, apesar de estarem também desacelerando. A taxa de investimento da economia, em relação ao PIB, caiu de 19,5% no quarto trimestre para 18,7% no primeiro trimestre de 2012. E a taxa de poupança caiu de 18,7% para 15,7%.


Mas o grande mistério do dado foi o que aconteceu com a indústria, que cresceu 1,7% no primeiro trimestre comparado ao último do ano passado. Como é possível? Todos os dados antecedentes, como produção industrial, são fracos ou negativos. No acumulado de quatro meses, disse o IBGE na quinta-feira, a indústria teve queda de 2,8%. As indústrias reclamaram tanto que o governo deu ajuda, transfusão de dinheiro subsidiado, barreiras protecionistas, abatimento de impostos para setores.


Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE, disse que a produção industrial tem uma medida diferente da que é usada para avaliar a indústria no PIB. A diferença seria que na produção industrial entra só a indústria de transformação e mineração. E foi a construção civil — incluída no dado da indústria do PIB — que cresceu mais. De qualquer maneira, os dados da indústria continuam não conversando com outros dados da indústria do próprio IBGE, da mesma forma que a produção agrícola destoa da forte queda do PIB agrícola. O número positivo da indústria não é resultado do pacote de medidas favoráveis às montadoras porque ele foi adotado após o primeiro trimestre.


Até o mês de maio as informações setoriais ou parciais mostram que vários segmentos industriais continuam fracos, portanto, o segundo trimestre será também de um número acanhado. A boa notícia é que nos meses seguintes a economia deve aquecer, mas para fechar o ano abaixo de 3%. Um dos problemas é a demanda mundial mais fraca por commodities.


— No 1º tri, a contribuição do comércio exterior foi negativa e continuará assim em todo o ano de 2012 — disse José Augusto de Castro, da AEB.


Ontem, bancos e consultores voltaram para seus modelos para reduzir a previsão de crescimento do ano. A Rosenberg Associados revisou de 2,7% para 2,3%. De acordo com Rafael Bistafa, a estratégia do governo de estimular o crescimento via demanda deve encontrar um obstáculo difícil: o nível de endividamento das famílias. O crescimento deveria ser puxado pelos investimentos do governo, mas eles caíram, como divulgou a Receita. O investimento privado está fraco porque ainda há capacidade ociosa na indústria. A RC Consultores revisou de 2,5% para 2,3% a projeção para o PIB.


Sérgio Vale, da MB Associados, acha que é “praticamente impossível” o país crescer mais do que 2,5%:


— Não depende de pacotes do governo, que são irrelevantes, mas de uma melhora do cenário internacional, que não virá neste momento.


Luis Otávio Leal, do ABC Brasil, acha difícil crescer mais do que 2,7%. O Bank of America disse que vai rever para baixo a previsão de 2,8%. O HSBC previa 3,2%, mas vai reduzir. O Itaú, que estava com uma previsão otimista para este primeiro trimestre, de 0,6% de crescimento — em vez do 0,2% que de fato ocorreu —, também vai rever sua projeção, hoje em 3,1%.


O Brasil cresceu menos do que o previsto porque o mundo está em crise? De certa forma. O primeiro trimestre foi mais tranquilo, tudo piorou em maio após as eleições gregas. Alguns países centrais, deste mundo que nos causa problemas, cresceram mais do que nós, como a Alemanha, 0,5%; Estados Unidos, 0,5%; Japão, 1%. Isso sem falar na Coreia do Sul, com 0,9%; México, 1,3%; e Chile, 1,4%. Esse vai ser um ano de baixo crescimento, mas pode melhorar no segundo semestre.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

No Chão

Até onde nossa bolsa poderá cair?


Encontramos um forte suporte na casa dos 55.000 pontos, se bem que tínhamos suporte nos 58.000, nos 60.000, nos 62.000, que foram praticamente ignorados nos últimos dias. Alguns analistas adotaram a seguinte opinião, de que os mercados já estariam precificando uma provável saída da Grécia da zona do euro, bem, tal hipótese não pode ser totalmente descartada, entretanto, não podemos nos esquecer que outros países também estão em situação delicadíssima.

Portugal tende a ser a nova Grécia, Espanha e Itália estão altamente endividados, França apresenta um quadro apenas um pouco melhor, e a bem da verdade, a Alemanha (principal país da zona do euro)  está tentando carregar o piano sozinha no momento.

E não pense que apenas a Grécia se encontra numa "sinuca de bico", a própria União Europeia e o FMI ficam sem saber muito o que fazer, eles sabem que as medidas de austeridade fiscal beiram a humilhação e que algumas concessões seriam perfeitamente possíveis, por outro lado, temem que se abrirem exceções unicamente para a Grécia permanecer no bloco, poderão criar precedentes fatais no futuro.

Nessa salada, o Dow Jones e o Dólar que não tem nada haver(ou tem?) pedem passagem. Até quando seremos reféns do capital estrangeiro? A diminuição da Selic é um caminho, mas com a alteração das regras da poupança, o contribuinte pagará a conta?

A poupança não me atrai mais, a bolsa de valores muito menos, e o colchão Castor?

sábado, 12 de maio de 2012

Implicações Gregas

Até onde vai a crise?


Recentemente fui indagado sobre até onde irá a crise e até que ponto nosso mercado e nossa bolsa são afetados.Me perguntaram também: o que está realmente acontecendo?

O que está realmente acontecendo foi fácil de responder em algumas poucas palavras, "Medo em escala".
Irlanda até pouco tempo atrás, Espanha (terceira maior economia da "zona do euro", Itália, Portugal e por fim Grécia, todos quebrados, uns mais outros menos, daí é questão de ajustar opiniões à fatos.

A cada dia que passa vemos a Alemanha cada vez mais sozinha, tentando tocar o barco, impondo, debaixo do aval do FMI e da UE (que ela própria "preside") humilhantes exigências para que os países quebrados, nesse caso a Grécia, consigam ajuda. Tudo caminhava relativamente "bem", o antigo governo grego, já prevendo uma inevitável derrota nas eleições, demorou, mas aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo cedeu às exigências feitas pela UE, medida que o condenou, eles estavam entre a cruz e a espada, e o objetivo aqui não é dizer a ação tomada foi acertada ou não, o fato é que, a Grécia conseguiu a primeira parte da prometida ajuda, rolou sua dívida, repito, ROLOU sua dívida, em paralelo, os EUA mostravam a cada semana fortes dados econômicos, mostrando ao mercado que estavam se recuperando do nocaute de 2008.

Tanto que, nossa bolsa chegou aos 68.000 pontos em fevereiro, gingantes como Petrobrás, OGX, Vale do Rio Doce, Itaú, Bradesco, Gerdau, tiveram ganhos de até 20% em suas ações. O problema estava disfarçado, foi jogado para debaixo do tapete, mas...


A população grega, humilhada pela União Europeia e pelo FMI, manifestou sua indignação nas urnas e nas ruas... Pena que aqui nem na rua mais nós saímos mais, por muito menos Color foi crucificado e estamos prestes a ver vinte anos de PT no poder, bem mas não foco também.

Voltando ao assunto, o novo governo grego, num misto de coragem com marketing, está dizendo NÃO aos cortes orçamentários que o antigo governo deixou acontecer. Angela Merkel (Alemanha), já disse que, ou você está conosco ou contra nós, deixando bem claro que, ou a Grécia acata novamente ou pega suas trouxas e sai fora da "zona do euro". E aí é que está o problema, já me perguntaram, que tamanha importância pode ter a Grécia no cenário econômico global que afete tanto assim os mercados?

As vezes não é o conteúdo da mensagem em si, mas o que ele significa. Nesse caso, significará que a União Europeia (Euro), não é tão unida assim, está mais para anarquia do que democracia, aquela sensação de que tudo podemos em nós mesmos, cairá, ou melhor, já está caindo por terra, e novamente o fantasma do fim do euro assola os pesadelos dos até mais otimistas, hoje é a Grécia, depois quem sabe Portugal ou Itália... Atualmente, ninguém está montando grandes posições, nossa bolsa por exemplo, quando sobe, é meio porcento com baixo volume e cai dois com dez bilhões de volume.

Basta vermos o tamanho da valorização do dólar nas últimas semanas, saindo totalmente daquele range de oscilação "definido" pelo Banco Central. A recessão europeia tem imenso impacto em nossos mercados, não temos mais aquele colchão de segurança, basta vermos também como nosso índice Ibovespa está descolado do Dow Jones, nosso maior cliente, a China está desacelerando fortemente, impactada pela falta de demanda na Europa, ou seja, Petrobrás e Vale está num mato sem coelho, aliás, está ficando até mato.

Para esse ano não acredito mais nos setenta mil pontos do índice, aliás, está começando a ficar difícil de acreditar até nos sessenta e cinco mil, e enquanto não houver luz no fim do chique túnel europeu, as coisas por aqui não irão melhorar, vimos nas últimas semanas bons dados da economia norte-americana que não têm sido suficientes para animar nossa bolsa, ou seja, nosso foco é Europa / Ásia.


Deus salve a rainha, ops, eles não estão na "zona", e agora?...

domingo, 6 de maio de 2012

Dados Europeus:

Assim fica difícil acreditar:

Alemanha, desemprego ficou estável em 6,8%.

Espanha, manufatura caiu para 43,5 pontos.

França. Manufatura revisada para baixo, 46,9 pontos.

Grécia, S&P elevou o rating para CCC, perspectiva estável.

Portugal, vendeu 500 milhões para 6 meses, com yield médio de 2,935% e 1 bilhão para 12 meses com yield médio de 3,908%.

Reino Unido, manufatura caiu para 50,5 pontos, PMI construção caiu para 55,8 pontos.

Zona do Euro: PMI Manufatura revisada para baixo, 45,9 pontos; taxa de desemprego subiu para 10,9%.


A tragédia grega – não concluída – será seguida por outras. Descobriu-se que políticas fiscais contracionistas tem o condão de piorar as condições econômicas e apontar para mais problemas fiscais adiante. Descobriu-se, adicionalmente, que a crise europeia talvez não seja uma crise fiscal, senão que uma crise de balanço de pagamentos. O banco central alemão está acumulando créditos contra os BCs dos países deficitários, ou seja, contra praticamente todos os países da zona do euro. Estamos diante dos primeiros sinais de uma mudança drástica na estrutura governamental da União Europeia. 


De União Europeia à Submissão Europeia?

Brasil: BC vai cortar juros, mas com parcimônia. Afinal, qual é a deles?

Ata do Copom sinaliza tendência de queda e mercado aposta em redução de 0,25 a 0,5 pontos percentuais na taxa básica, hoje de 9%.

No texto, o BC afirma que, mesmo considerando uma recuperação da atividade econômica em um ritmo menor do que o esperado, “qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia”. Engraçado que na ata da reunião anterior, o BC havia indicado o contrário, atribuindo a probabilidade de que a Selic ficasse em “patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos”, de 8,75% ao ano.

Maio, para os especialistas, promete nova rodada de volatilidade. Podemos esperar mais lateralidade para as próximas semanas devido à divergência entre os resultados corporativos americanos e os dados macroeconômicos europeus.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Retratos comparados

Enviado por Míriam Leitão (comentado)


A crise custou ao mundo 50 milhões de empregos, o Brasil aumentou o nível de emprego, de formalização, e retirou pessoas da pobreza durante esse período difícil. É o que fez a OIT dizer que a “resiliência do Brasil tem sido impressionante”. O país sabe bem o que falta fazer: quase 40% dos trabalhadores estão fora do mercado formal; há ainda trabalho infantil e trabalho degradante.

Quando um país não está em crise é que se pode melhorar mais, por isso, este é o momento para avaliar as condições de trabalho, em geral, ver o que tem mantido percentual tão alto de informalidade, e entender a persistência, por exemplo, no rico agronegócio brasileiro, de empresas na lista suja do trabalho escravo. No primeiro de maio em que o nosso retrato do mercado de trabalho aparece bem nas análises da OIT — quando comparado aos outros — é que temos que nos esforçar para avançar mais.

Em época de crise é mais difícil, como bem sabe a Europa, onde as taxas de desemprego aumentaram em dois terços dos países, e, em alguns, de forma alarmante. Depois de quatro anos de crise (desde o subprime de 2008) , começa a crescer o desemprego estrutural. Países como a Espanha, onde de cada dois jovens um está desempregado, estão em séria encrenca.

Os países e as famílias investiram na formação de jovens, que agora, na hora de serem colhidos pelo mercado de trabalho, são barrados. Isso leva a desalento, conflitos, migração para outros países e reduz o dinamismo da economia. O cálculo é que só com os 375 mil espanhóis que já perderam o emprego este ano o país deixará de arrecadar 1 bilhão de euros.

A OIT disse que os países que estão em crise, especialmente os da Europa, estão prisioneiros da armadilha da austeridade: os governos cortam gastos e constroem, com novos cortes, uma trajetória de queda dos déficits e das dívidas. Ao fazerem isso, reduzem o ritmo de crescimento da economia ou produzem recessões. Isso diminui mais ainda a arrecadação e eleva o déficit, em vez de reduzir.(Não tem muito o que fazer para o curto prazo, já disse isso antes, o caminho menos oneroso seria fortalecer a recuperação dos bancos).

A armadilha é esta, todos sabem. O problema é como sair dela. Elevar o gasto público simplesmente fará a economia cair em outra armadilha. O governo aumenta o gasto e isso eleva o risco de o país ter dívida e déficit crescentes. Isso afasta os financiadores ou obriga o governo a pagar mais nas rolagens dos seus títulos (basta lembrarmos as yields da Espanha, Grécia, Portugal e Itália). Quanto maior o déficit, maior a percepção de risco, maiores os juros cobrados, e maior o déficit.

Então alguns dos países da Europa estão entre a armadilha da austeridade e a armadilha da elevação do risco. O final é sempre o aprofundamento da crise. Não é trivial sair desse verdadeiro dilema do prisioneiro: expressão usada para definir situações quando só há opções difíceis.

A conjuntura exige mais dos governos na busca de soluções. Não bastará escolher entre o corte indiscriminado de gastos, que deprime a economia, ou a elevação insensata de gastos, que eleva a percepção de risco.

É dentro desse contexto que os governos europeus começam a costurar, para a reunião de cúpula de junho, o pacto pelo crescimento. A ideia é criar um fundo, gerido pelo Banco Europeu de Desenvolvimento, que invista para destravar os investimentos privados. A ideia por trás do plano é que há trilhões de potencial de investimento privado que não são feitos por causa do ambiente de falta de confiança produzido pela crise. O fundo se destinaria a estimular esses investimentos.

A conjuntura é complexa, e a crise, de longa duração. Diante disso, o Brasil precisa fortalecer os fatores que o levaram a ter “resiliência”. A arrecadação está subindo, é possível reduzir o déficit ainda mais para fortalecer a confiança na solidez da economia brasileira. O mercado de trabalho está demandando mais e mais trabalhadores e por isso é preciso encontrar formas de reduzir o desemprego de jovens, que tem oscilado entre 13% e 14% nos últimos anos para a faixa dos 18 a 24 anos.

Só para ficar claro o conceito: quando se fala de desemprego nesta faixa etária não está se contando os que estão dedicados ao estudo e deixaram para mais tarde o ato de procurar emprego. Entra na estatística como desempregado apenas quem procura e não consegue vaga.

Esta é a hora de se fazer um esforço pelo trabalho decente, que combata todas as formas de trabalho degradante ou análogo à escravidão, o trabalho infantil, a informalidade e as desigualdades no emprego como as que sofrem mulheres e negros. Nas crises, todas essas perversidades pioram. Nos bons momentos é que é preciso combatê-las porque assim cria-se o círculo virtuoso: a melhoria de renda, o trabalhador mais protegido, a redução das desigualdades, o aproveitamento de todos os talentos levarão a uma economia ainda mais robusta.

Por enquanto, as iniciativas para reduzir o custo que pesa sobre a empresa que cria empregos são restritas a alguns setores industriais. Não há estímulo a que a empresa empregue mais jovens que não têm experiência. Não há qualificação suficiente. Há muito o que pode ser feito.

Seria um erro ler os relatórios nos quais estamos muito melhores que outros países e achar que não há nada mais a fazer. O mercado de trabalho do Brasil melhorou, mesmo durante a crise, mas o que torna a comparação mais favorável a nós é que eles pioraram muito.

sábado, 28 de abril de 2012

De volta ao normal?

É impressionante o desempenho do DOW JONES nas últimas semanas! 

A Europa em recessão pesada e sem a menor perspectiva de melhora, a China retrocedendo seu crescimento,  gigantes como Vale do Rio Doce e Petrobrás sentindo muito a falta de demanda do mercado externo e o que o Dow Jones faz? A estabilidade da economia norte-americana em tempos de crise (dos outros) é de se tirar o chapéu. Época é perfeita para nosso Banco Central tirar férias, o Dólar sobe quase que por osmose, fica na casa dos 1,8 e todos ficam felizes.

A diminuição da Selic embora necessária, preocupa, pois o tiro pode sair pela culatra. Um dos objetivos é incentivar capital estrangeiro tão especulativo a migrar para setores primários e secundários da nossa economia, seriam investimentos de médio e longo prazo menos voláteis ao humor da economia global, nos tornaríamos um pouco menos reféns, o PIB aumentaria, juntamente com o aumento das frentes de trabalho, a inflação tenderia a crescer também, mas estaríamos em linha com o resto do mundo, "Selic abaixa, inflação aumenta", não os dois subindo juntos como temos visto hoje. Entretanto, temos que esse capital terá fatalmente outro destino, ou a POUPANÇA, ou até mesmo algum outro país emergente mais atrativo, temendo o inevitável o que o governo Dilma faz? Estuda a possibilidade de tarifar a poupança acima dos 50 mil. É brincadeira!

Isso que dá o BC tirar férias...







terça-feira, 24 de abril de 2012

As incertezas do velho continente

Espanha admite estar em “momento delicado” ... ah vá !!!

No último final de semana assiste “A Dama de Ferro”, um bom filme que conta bem por alto a história de Margareth Thatcher, a primeira mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido.

Ao liderar o governo do Reino Unido, Thatcher estava determinada a reverter o que via como o declínio nacional de seu país. Suas políticas econômicas foram centradas na desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das ineficientes empresas estatais.
Durante o seu governo conseguiu reduzir a inflação e melhorar a cotação da libra esterlina. No entanto, diminuiu a produção industrial, com o consequente incremento do desemprego, triplicado desde a sua subida ao poder. Proliferaram também as quebras de empresas e bancos.
Tudo isso deveu-se à austeridade que acompanhou a sua administração, dado que o objetivo de reduzir a inflação era prioritário.

Resguardadas as devidas proporções, o que acontece hoje com alguns países da “zona” do euro é estranhamente parecido.

A ordem é diminuir os gastos! Não importa a que preço! Muitos dirão, mas e as greves dos sindicatos e as manifestações do povo? Não importa! Mas e o índice de desemprego? Faz parte! Mas e a recessão? Será temporária! Mas e os suicídios que temos acompanhado? Para se fazer um bom omelete é necessário quebrar alguns ovos. Até exclamarão MEU DEUS!!! E a vergonha de abrirmos as pernsas para a União Europeia (Alemanha)? Já foi...

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Todos os mercados, sem excessão, estão voltando para a realidade, os ganhos exorbitantes de janeiro e fevereiro foram infundados, março ficamos de lado, em abril devolvermos tudo!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Bolsas Asiáticas

Que eu faço, vou ou não vou?

As Bolsas asiáticas caíram nesta segunda-feira, mas as perdas foram contidas depois da divulgação de um relatório que mostrou que a atividade industrial chinesa se estabilizou em abril, aliviando preocupações sobre uma forte desaceleração na segunda maior economia do mundo.

Muitas vezes o sentimento do mercado asiático é o de pura incerteza; acompanho a tendência global ou olho para a China, Índia e Japão? A segunda maior economia do mundo é a segunda maior autonomia também? Ou está com o rabo mais preso que a Grécia?

domingo, 22 de abril de 2012

Resumo comentado das notícias da semana


NA CBN


Argentina expropria YPF e abre crise diplomática - De forma arbitrária e sem negociações, o governo de Cristina Kirchner decidiu esta semana expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, da espanhola Repsol. A Espanha, que passa por problemas econômicos sérios, reagiu, prometendo retaliações. A UE também deve fazer alguma coisa. Esse tipo de medida quebra a confiança dos investidores. As ações da empresa despencaram.
Nada foi feito contra a Petrobras, que também está lá, mas hoje o ministro argentino de Planejamento, Julio de Vido, que passou a ser interventor na YPF, o ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, e a presidente da Petrobras, Graça Foster, se reuniram.
De Vido disse que não quer que a Petrobras substitua ninguém, mas quer que ela cresça na Argentina para ter 15% do mercado. Afirmou ainda que está negociando uma solução para o cancelamento da concessão de exploração do poço na província de Neuquén. Já Lobão disse que a Petrobras quer crescer e que a fatia de 15% do mercado argentino pode ser atingida com o tempo. Segundo ele, não há risco para a Petrobras lá.
BC corta Selic e bancos reduzem juros - Como era esperado, o Copom fez um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, agora em 9%. O comunicado indica que novos cortes podem ser feitos. O importante agora é a ata do Copom, que sairá na semana que vem, que deve trazer pistas dos próximos passos da autoridade monetária.
Os principais bancos, Bradesco e Itaú Unibanco, anunciaram esta semana redução nas taxas de juros, o que é bom para o consumidor, que pode comparar e ficar com o financiamento mais barato. Após a decisão do Copom de cortar a Selic, BB e Caixa voltaram a reduzir as taxas cobradas de empréstimos a consumidores e empresas.
Economia em queda pelo 2º mês - O BC divulgou essa semana seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, calculado pelo IBGE. Segundo esse indicador, a economia encolheu 0,23% em fevereiro em relação a janeiro, o que representa a segunda queda seguida.
CPI do Cachoeira - Na quinta-feira, foi criada uma CPI mista no Congresso para investigar as ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários.
Cúpula das Américas - No fim de semana passado, chefes de Estado de países americanos se reuniram em Cartagena, na Colômbia, mas o encontro foi considerado um fracasso. Perdeu-se a oportunidade de fazer algo mais sólido para a integração da região, porque os países ficaram brigando por coisas ultrapassadas (Cuba e Malvinas).
China começa a mudar, bem lentamente, política cambial - Entrou em vigor na segunda-feira uma nova medida, permitindo que o yuan, a moeda chinesa, flutue 1% diariamente para cima ou para baixo em relação ao dólar, o dobro do que estava previsto antes. Como já falamos aqui, o yuan está artificialmente desvalorizado, o que torna os produtos chineses ainda mais competitivos no mercado internacional. Vários países estavam pressionando a China. O país deu o primeiro passo, mas ainda estabelece parâmetros para a flutuação do yuan.
Dólar sobe - A moeda americana está valendo quase R$ 1,90. BC vem comprando dólar e há aumento da aversão a risco nos mercados financeiros internacionais.
FMI divulga novas previsões - O Fundo estima que a economia mundial crescerá 3,5% este ano - a projeção anterior era de 3,3%, com os EUA avançando 2,1%, a China 8,2%, e o Brasil, 3%. A economia da zona do euro deve recuar 0,3%, segundo o FMI.
Banco Mundial tem novo presidente - O médico Jim Yong Kim, que tinha o apoio dos EUA, será o novo presidente do Banco Mundial. Ele é sul-coreano naturalizado americano. O candidato do Brasil era a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala. Desde que foi criado, na década de 40, o banco é presidido por um americano, enquanto um europeu fica à frente do FMI. Mas os países emergentes querem mudar isso.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

BCE e os Títulos

O BCE colocou seu programa de compra de títulos de novo em hibernação na semana passada
O uso do programa tem sido cada vez mais esporádico desde o início do ano


O uso do programa tem sido cada vez mais esporádico desde o início do ano, superado em importância como ferramenta de combate à crise no BCE por suas enormes injeções de financiamentos ultrabaratos, de três anos, que colocaram mais de 1 trilhão de euros no sistema bancário da zona do euro.

Injetar dinheiro na economia por si só não é a solução, essa liquidez barata que é transformada em inflação acompanhada de altos níveis de desemprego, joga o país na mais profunda recessão, pois ela não vem acompanhada de demanda agregada, ela vem acompanhada de suicídios!

Se nem o BCE está comprando mais títulos, imagina os investidores!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Movimentação do Ibovespa

09-04 Ibovespa Histórico do Dia:

Nosso índice abriu em forte queda de 1,73%, em linha com os mercados externos. A preocupação da desaceleração da China e os fracos dados de empregos dos EUA contaminaram os ânimos dos investidores. Meio dia a bolsa atenuou um pouco, 1,60% de baixa, com 1,2 bi de volume (muito baixo). Próximo das 14h00min o volume continuava baixo, apenas 2 bi e a cotação do índice estava próxima da abertura, 1,76% de baixa.

10-04 Ibovespa Histórico do Dia: 

Mais um dia de queda por aqui também e parece que não tem fundo. Nosso índice abriu em baixa e próximo do meio dia já registrava 1,13% de prejuízo com 1,8 bi de volume, o que não é ruim, marcando 62.225 pontos (analistas afirmam que esse é um bom suporte). Bem, 12h10min perdeu o suporte no 62.000. Às 13h00min registrava queda de 2,05% com volume muito forte, 3,6 bi, analistas falaram que estava indo buscar os 60.000. Mercado fechou em queda de 1,88% a 61.738,28 pontos, com 7,4 bi de volume. O volume foi forte, acima da média, teve muita gente fechando posição e investindo em ativos de segurança.

11-04 Ibovespa Histórico do Dia: 

Começou em boa alta, sinalizando que haveria um respiro hoje, depois de tantos dias devolvendo todos os ganhos de janeiro e fevereiro Entretanto, ao longo do pregão o mercado foi perdendo força até chegar aos -0,03% na parte da tarde. Fechamos realmente em queda, enquanto muitas bolsas conseguiram respirar um pouco, o Ibovespa reverteu forte sua posição e encerrou o dia em baixa de 0,72%, com 7,1 bi de volume (muito forte novamente na ponta vendedora).

Europa: Mais do mesmo

Resumo dos três últimos dias:


09-04 Europa: Espanha anuncia corte de 10 bi em saúde e educação. Ok, a meta é reduzir o déficit público, mas a que preço? Será iremos presenciar mais suicídios? A missão de reduzir o déficit público em 12 meses, de 8,51% para 5,3% do PIB é muito agressiva e vai deixar muitas viúvas ainda. Uma das estratégias, se é que pode se chamar assim é aumentar também a arrecadação com impostos, mas com o atual nível de desemprego fica difícil, como é que vai ser?

10-04 Europa: outro dia amargo para o mercado europeu. Como sempre o vilão tem nome na zona do Euro, o desses dias pode se chamar Espanha! As emissões de bônus (de qualquer país) para financiamento da dívida é uma arma muito sensível, uma captação ruim com yields elevadas pode fazer um belo estrago no mercado. Na Espanha, 5,97% de yield para dez anos é um absurdo!

11-04 Europa: Não bastasse a péssima captação no leilão de títulos da Espanha, a Itália resolveu fazer o mesmo, os custos duplicaram para o curto prazo. Temos observado uma mudança no humor dos investidores, há alguns meses, as yields curtas estavam menores do que as longas, ou seja, o mercado acreditava que pontualmente a zona do euro não sentiria muito, mas estavam muito pessimistas quanto ao futuro do bloco, até mesmo quanto ao futuro do Euro. 

Parece que agora estão pessimistas em relação a TUDO! Mesmo assim, hoje foi um dia de respiro para as principais bolsas internacionais, uma “pequena correção técnica”.

"Trata-se apenas de um ajuste técnico de curto prazo depois de uma queda brutal. O fato é que tudo foi mostrado em gráficos: linhas de tendência, canais, média de movimento em 200 dias", disse o chefe de operações de vendas quantitativas na Global Equities, em Paris, David Thebault.

Ásia - Fundo do poço?

Resumo dos três últimos dias:


09-04 Bolsas asiáticas caem por fraco crescimento de emprego nos EUA. O alerta sobre a possibilidade de desaceleração de crescimento nos EUA fez investidores reduzirem sua exposição ao risco. Os dados de sexta-feira mostraram a criação de 120 mil postos de trabalho nos EUA em março, o esperado era de 203 mil postos. Mais sinal de perigo: empresas de petróleo chinesas deverão cortar volume de processamento de óleo bruto nas principais refinarias em abril.


10-04 Mais um dia de queda na Ásia. Dados comerciais da China apontam que a segunda maior economia do mundo pode apurar ligeira desaceleração. Claro que precisamos levar muito em consideração o fato de que a demanda diminuiu consideravelmente, então a China está só acompanhando o cenário externo, tirando um pouco o pé do acelerador, tanto que sinalizou aumento do superávit em março.


11-04 Que semana na Ásia! Está virando uma bola de neve isso, os investidores continuam reduzindo sua exposição ao risco devido às incertezas quanto as perspectivas de crescimento global e o ressurgimento de preocupações com a reestruturação da dívida nas economias da zona do euro. O que temos presenciado na verdade é uma verdadeira correção, ajustando os índices e os colocando nos seus devidos lugares. Os ganhos de janeiro e fevereiro estavam fora da curva, a Europa a bons meses está em recessão, não é de hoje que alguns países da zona do euro emitem títulos com yields absurdas, então por que só agora esse pessimismo?

Será?

INTERESSANTE: VAI DAR MERDA!!! “As exportações de petróleo à Espanha foram suspensas, afirmou Al-Alam poucas horas depois de Teerã, sob um embargo “gradual” da União Européia, ter anunciado que havia deixado de exportar petróleo também à Grécia. A Espanha é um grande consumidor de petróleo iraniano, com 160.000 barris diários, o que representou 12% de suas importações de petróleo no ano passado. O Irã cogita também um corte à Alemanha e Itália.

Ahmadinejad

INTERESSANTE: ''Garantindo'' que seu programa nuclear é pacifico, Ahmadinejad, o ditador do Irã, ''avisou'' que, mesmo após o assassinato de cientistas nucleares iranianos, vai dar continuidade ao seu programa nuclear inclusive se o mundo inteiro se opor à República Islâmica.INTERESSANTE: ''Garantindo'' que seu programa nuclear é pacifico, Ahmadinejad, o ditador do Irã, ''avisou'' que, mesmo após o assassinato de cientistas nucleares iranianos, vai dar continuidade ao seu programa nuclear inclusive se o mundo inteiro se opor à República Islâmica.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mercados Internacionais


Ásia fecha em QUEDA novamente! 
O péssimo leilão efetuado pela Espanha continua dando o que falar

A confiança do investidor está em baixa, ainda mais depois deles (Espanha) dizerem que seria muito difícil cumprir as metas orçamentárias. Os países estarem endividados não é lá muita novidade, se isso vier acompanhado de demanda com crescimento, acaba amenizando um pouco, o problema aumenta à medida que outras fortes economias enfrentam o mesmo problema, logo as exportações tendem a cair, a inflação em tese também, o problema é o nível de desemprego que vai parar nas nuvens.


Europa: Ações européias se recuperam e fecham em alta com mineradoras (obrigado EUA). As mineradoras foram favorecidas na medida em que os investidores recompraram ações do setor que haviam sido vendidas em grande volume nas duas sessões anteriores. O feriado de amanhã potencializou as ações dos players, o que poderia acontecer em dois dias, está acontecendo em um. As fortes quedas dos dois dias anteriores também forneceram bons pontos de compra hoje.

Resumo Ibovespa


Ibovespa: os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA têm menor nível desde 2008, ótimo sinal de recuperação econômica; o dia pode corrigir as duas fortes quedas de terça-feira e quarta-feira. Brasil, as vendas de auto-veículos no mercado interno somaram 305.897 unidades, número de 20,4% acima do visto no mês anterior na série sem ajuste sazonal. Bom indicador também.

Histórico do Dia: Nossa bolsa abriu em alta de 0,21%. Às 11h30min já registrava 1% de alta com 1,5 bi de volume. À tarde o volume caiu consideravelmente, já antecipando um pouco do feriado. Próximo das 16h00min a bolsa virou e passou a operar com baixa de 0,07%, 4,3 bi de volume. Mercado fechou em alta de 0,26% com 6 bi de volume.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Resumo do Dia - Ibovespa

Mais do mesmo:
Ata do Fed e pacote Dilma ainda dão o que falar, mercado foi novamente amassado, e com o feriado de amanhã o volume será baixíssimo:


Ibovespa abre em queda de 0,84%, em linha com os mercados internacionais. Próximo ao meio dia o mercado já recuava 1,20%, com um volume de 1,1 bi. Às 13h00min nosso índice esboçava uma retomada, saindo daqueles -1,20% para -0,70% com volume de 2,7 bi.
Ameaçou ao longo da tarde uma reação, entretanto a força vendedora foi mais forte, apesar da queda o volume foi bom. Ibovespa fechou a 63.528 pontos, -1,18%, volume de 6,6 bi.

Dólar fecha praticamente estável, vai ser difícil um bom rali nos atuais níveis, a moeda encontrou forte suporte na casa dos 1,8. Moeda norte-americana teve alta de 0,05%, vendida a R$ 1, 8281.

Yields Europeias


Alemanha vendeu 3,367 bi em títulos de 5 anos, com yield médio de 0,800%, após 0,790% no leilão de 7 de março.
Espanha vendeu 1,127 bi em bônus de três anos, com yield médio de 2,890%, 973 mi em bônus de 4 anos com yield médio de 4,319% e 489 mi em bônus de oito anos com yield médio de 5,338%.
Portugal vendeu 500 mi em títulos de 6 meses com yield de 2,900% e 1 bi para 18 meses com yield médio de 4,537%.
Bônus de 10 anos:
Grécia (22,01% contra 21,29%), Portugal (11,98% contra 11,84%), Espanha (5,67% contra 5,45%), Itália (5,32% contra 5,16%), Bélgica (3,39% contra 3,36%) e França (2,94% contra 2,92%) em alta.
Irlanda (8,21%) estável.
Alemanha (1,79% contra 1,8%) em queda.

As yields de 10 anos estão absurdas, principalmente para Grécia, Portugal e Irlanda, demonstrando o receio dos investidores quanto ao futuro dessas economias. Mas na verdade mesmo, só a Alemanha mantém yields baixas, Espanha, Itália, Bélgica e França estão na marca do pênalti.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Resumo Geral

Ásia havia fechado em alta, o que era um bom sinal, principalmente pelos seus motivos, China e EUA (fortes dados manufatureiros dos EUA e sinalização de recuperação da economia chinesa em alguns setores). Entretanto o lateralismo de algumas blue chips aliada ao pacote, vulgo "embrulho" da Dilma, reverteu o ânimo dos investidores, fato que o Ibovespa operou praticamente o dia inteira em queda.

Europa fecha em queda, com o aumento da dívida da Espanha pesando sobre o setor bancário. Os temores com a economia da Espanha se reacenderam depois que o país anunciou que seus níveis de dívida estão prestes a saltar neste ano para o maior nível desde pelo menos 1990.

EUA, formuladores de políticas do Federal Reserve parecem menos propensos a lançar uma nova rodada de estímulo monetário diante da melhora da economia dos EUA. (O mercado como um todo vai sentir isso). Ata do FOMC, a avaliação constata que a recuperação do emprego que ocorreu depende, para ser mantida ou ampliada, da recuperação do gasto, que não é o que vem sendo visto. Influenciadas pela ata, os contratos futuros de petróleo terminaram em queda nesta terça-feira, influenciadas pela apreciação do dólar, que foi apreciado após ata do FOMC.

Resumo do Dia - Bovespa

Bovespa, mercado abriu em alta, movido pelos fechamentos da Ásia, que refletiram os bons dados manufatureiros da economia norte-americana e na expectativa do pacote de medidas que seria anunciado às 10:00 pela Dilma. Infelizmente o pacote veio aquém do esperado, derrubando instantaneamente nosso índice.

Até as 15h00min a bolsa operava com baixíssimo volume, apenas 3,5 bi. Por volta das 16h00min o índice já caía 1,54%, com apenas 4,6 bi. Na última hora o volume deu uma melhorada mas não foi suficiente para ao menos minimizar as perdas, Ibovespa fechou com 1,32% de desvalorização, com 64.354,75 pontos, volume de 6,1 bi.

O Dólar tinha bons motivos para subir hoje, entretanto os investidores seguraram os trades após o BC sinalizar que a moeda a 1,8 era boa para a economia.

A queda foi feia hoje, o mercado devolveu praticamente tudo que conquistou ontem e a onda deve permanecer um pouco amanhã também.

sábado, 31 de março de 2012

Na Meta este Ano

Míriam Leitão


A inflação ficará na meta este ano em qualquer cenário. Se os juros não caírem, o IPCA fica em 4,4%. Se caírem, fica no centro da meta: 4,5%. Essa é a aposta do Banco Central. Uma parte disso se confirma porque está havendo uma queda dos preços das commodities no mundo. Mas se o petróleo continuar subindo, e o dólar também, vai ficar mais difícil para a Petrobras não elevar o preço da gasolina. E se o combustível subir esse quadro se altera.

O Banco Central está moderadamente otimista em relação ao país: na sua visão, o nível de atividade melhora ao longo do ano e o Brasil crescerá 3,5% em 2012, mas com uma taxa de inflação na meta, o que torna esse ritmo mais sustentável. Mas o BC aumentou em 0,5 ponto sua previsão de inflação para 2013, de 4,7% para 5,2%, e isso significa que a pequena melhoria no ritmo de crescimento da economia já vai deixar a taxa mais distante do centro da meta.

De qualquer maneira, o quadro está bem melhor agora do que estava no ano passado, neste mesmo momento, em que a taxa de inflação ameaçava ficar acima do teto da meta. E, de fato, a ameaça se concretizou. Durante meses o IPCA ficou acima do limite e chegou a 7,31% em setembro. Mas o quadro agora é de “desinflação global”, segundo o Banco Central, e a inflação acumulada em 12 meses já recuou para 5,85% em fevereiro.

Os preços das commodities, em qualquer índice internacional, estão em queda. Tanto os alimentos medidos pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), quanto pelo CRB (Commodity Ressearch Bureau), um índice que mede também outras commodities que não apenas alimentos, mostram isso. De acordo com o Relatório de Inflação do Banco Central, o índice CRB acumulado em 12 meses saiu de 30,4% de alta, em abril de 2011, para uma retração de 11%, em fevereiro de 2012. Ou seja, passou a ter viés deflacionário. A mesma coisa aconteceu com o índice da FAO, que foi de 38,1% para -9,5%.

Inflação menor é excelente notícia, mas, por outro lado, esses alimentos e matérias-primas com preços menores podem significar menos receita de exportação para o Brasil, altamente dependente de commodities no seu comércio exterior. Mesmo assim, a balança comercial está na verdade melhor do que estava há um ano. O saldo em 12 meses até fevereiro foi de US$ 28,6 bilhões; no ano passado, em abril, era de US$ 21,6 bilhões.

O Banco Central avalia que a economia mundial continuará com baixo crescimento, a crise da Zona do Euro está longe do fim, a economia americana começa a se recuperar, mas o preço do petróleo está instável. Se o petróleo continuar com preço alto, a recuperação dos EUA, que é a melhor notícia no cenário internacional, correrá risco. No ano passado, a alta da gasolina afetou o consumo dos americanos e anulou o início da recuperação.

Além disso, a alta do combustível tem impacto inflacionário independentemente do contexto recessivo em tantos países. É por isso que o primeiro-ministro francês, François Fillon, está tentando mobilizar os países a usarem suas reservas de petróleo para derrubar o preço, que ontem estava em US$ 123 o barril do tipo brent. Mantido esse patamar por mais algum tempo, ficará mais difícil para o governo e para a Petrobras segurarem os preços da gasolina congelados.

O preço do petróleo está volátil por temor de crise nos países produtores. Por isso, a única forma de baixá-lo é o aumento da produção pela Arábia Saudita. A venda das reservas de petróleo dos países pode ajudar por um tempo, mas o mercado precisa de certeza de fornecimento estável.

O mercado tem uma visão de inflação diferente da que o BC mostrou ontem no Relatório Trimestral. A pesquisa Focus feita pelo Banco Central junto às instituições financeiras e consultorias mostrou na última segunda-feira que a previsão para 2012 é de 5,28%, acima, portanto, da prevista pelo governo. Mercado e Banco Central concordam que no ano que vem a inflação vai subir em relação a 2012. Segundo o Boletim Focus, ficará em 5,5%, já distante do centro da meta.

O cenário do Banco Central depende de que os preços internacionais de inúmeros produtos continuem caindo e que o preço do petróleo se estabilize e não haja qualquer novo susto nas economias em crise da Europa. Aqui, o governo está incentivando o consumo através de reduções fiscais e ampliação do crédito para sair do quadro de baixo crescimento. Para evitar que isso produza inflação, o Banco Central tem que estar atento a todos os riscos no cenário. Do contrário, repete-se o mesmo enredo: os juros caem, a inflação sobe, e os juros precisam subir novamente. O mais importante seria ter juros mais baixos de forma permanente.

O risco do ano passado conseguiu ser superado e este ano a inflação está mais baixa, mas ainda não há garantia de que a taxa está mesmo convergindo para a meta em 12 meses como afirma o Relatório Trimestral de Inflação divulgado ontem pelo Banco Central.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Avaliação Trimestral - Ásia

Um quarto do ano já se passou, e nesse momento se faz necessária uma breve análise de tudo que aconteceu, de bom e de ruim, onde se pode melhorar, como se proteger contra futuros incidentes, as previsões para a inflação, ou para a taxa de crescimento, questões cambiais, industriais, nível de desemprego e etc, etc etc, a lista não termina tão cedo...

É bem verdade que esse tipo de reflexão não se aplica apenas ao mercado financeiro, mas para não perder o foco, vamos nos prender apenas à esse tema:


Bolsas asiáticas fecham trimestre em alta, com foco na Europa. Índice asiático caminha para acumular ganho trimestral de quase12%. As ações asiáticas firmaram-se e fecharam o melhor primeiro trimestre em mais de 20 anos nesta sexta-feira (30), regressando para um novo ano de rali antes de uma reunião que pode impulsionar os recursos para resgate na zona do euro.
"A Europa é o maior fator de risco no segundo trimestre, com as eleições na Grécia e na França potencialmente alimentando dúvidas sobre os compromissos com reformas fiscais, caso aqueles que se opõem às medidas de austeridade vençam", disse o economista do Mizuho Corporate Bank em Tóquio, Daisuke Karakama.
Os ministros das Finanças da zona do euro, que se reunirão em Copenhague nesta sexta-feira, devem concordar em quase dobrar os recursos financeiros temporariamente, em uma ação que deve ajudar Itália e Espanha, embora a Alemanha defenda um aumento menor.

O trimestre só não foi melhor por questões como a crise europeia e pressões políticas sob o Irã, influenciando o petróleo, mas de algum modo, parece que o mercado já equacionou essas "anormalidades" numa curva ascendente, onde caio 2, 3, para subir 7, 8 no geral.

A Ásia precisa firmar um mercado mais sustentável, menos dependente das exportações, alguns países como o Japão por exemplo, são escravos da PTAX. Entretanto, para que tais cenários ocorram, é necessário drásticas mudanças de cultura e de gestão, que vão desde governos imperialistas e ditatoriais até o "free float" da moeda.

Eles precisam entender que nós precisamos deles, não o contrário!

Agenda do Investidor para esta sexta-feira

No mercado nacional a FGV divulga a Sondagem da Indústria que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga o IPP (Índice de Preços ao Produtor) que mede a evolução dos preços de produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria brasileira de transformação. Nos EUA o Departamento do Comércio divulga a Renda e Gastos Pessoais. A Universidade de Michigan/Reuters apresenta a preliminar da Confiança do Consumidor, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A fila anda

Míriam Leitão


A Espanha trouxe novamente desconfiança à Europa ao anunciar que não cumprirá este ano a redução do déficit que havia prometido. Será 5,3% no vermelho, ao invés de 4,4%. A economia da Espanha é três vezes maior do que Irlanda e Portugal juntas, com um PIB de 1 trilhão. Não há dinheiro para socorrer os espanhóis, em caso de problemas. O fundo europeu dispõe de meio trilhão de euros e têm dois fregueses na fila que chegaram primeiro.
Mas alguém tinha dúvidas de que a Espanha não cumpriria a redução? Portugal, Irlanda, Grécia e Itália conseguirão realizar os ajustes necessários também? Muitos dizem que a situação só não está pior porque a Grécia não deu o calote, mas reduziram em 70% sua dívida, assim fica até eu!

Depois do calote grego, Portugal e Irlanda são os candidatos a receber ajuda. Ambos já foram socorridos, estão fora do mercado, mas ainda carregam déficits públicos elevados. O governo irlandês fechou 2010 com um rombo de 30% do PIB. Reduziu para 10% em 2011, mas ainda ficará no vermelho em 8,5% este ano. Tem a seu favor o currículo de já ter feito um forte ajuste nos anos 90 e sua economia tem perspectivas de crescimento. Para Portugal, a situação é mais crítica porque, além do déficit alto, tem um buraco nas transações correntes e o país está há quatro trimestres em recessão.
Não vamos esquecer as emissões de títulos à yields elevadíssimas que Portugal andou fazendo também.

— O desafio em ambos é muito grande: colocar as contas em ordem, de forma crível, e voltar a mercado no final de 2012. Portugal tem que fazer um ajuste maior, mas nos dois casos os programas são muito ambiciosos. O que vamos ver daqui a pouco é que o ajuste prometido é tão severo que os países não vão conseguir crescer. Por isso, houve esse anúncio do governo espanhol — explicou o economista-chefe do MSafra, Marcelo Fonseca.

Entre portugueses e irlandeses, há uma forte distinção: o mercado cobra 13,5% de juros para rolar a dívida do governo de Portugal e 5% da Irlanda. Os irlandeses têm a seu favor um passado de ajuste e se comprometeram a cortar gastos antes de receberem ajuda. Os portugueses passaram o período de bonança com déficits altos e usaram artifícios para melhorar as contas públicas recentes.

A chanceler alemã Angela Merkel admitiu esta semana que a Europa poderá manter em funcionamento os dois fundos de socorro, que juntos terão poder de fogo de cerca de 700 bilhões. Os líderes sabem que o calote ordenado grego não quer dizer que os problemas da Zona do Euro foram resolvidos. O governo português recebeu 78 bilhões em ajuda para ficar fora do mercado até o final do ano que vem. Mas isso significa que o país terá que voltar a ganhar confiança para ser financiado pelos bancos privados com juros mais baixos. O problema é que ninguém acredita ser possível reduzir essa taxa, dos atuais 13,5%, para padrões normais, em torno de 3%. Então só há duas saídas para Portugal, receber mais dinheiro ou dar um calote como fez a Grécia.

Outra diferença entre Portugal e Irlanda é o saldo em transações correntes, que mostra o fluxo de entrada e saída de moeda nos países. A Irlanda voltou a ter superávit em 2010, de 0,4%, e estima-se que tenha fechado 2011 no azul em 1,7%. Isso quer dizer que há mais euros entrando do que saindo do país, pelas mais diversas portas: balança comercial, remessa de lucros, captações de empresas e governo, gastos de turistas. Em 2011, por exemplo, as exportações irlandesas cresceram 3,4%. Já Portugal teve um rombo em conta corrente de 12% em 2008, que diminuiu para 9,8% em 2010, e ficará em 8,6% em 2011.

— O saldo em transações correntes reflete o grau de competitividade dos países. Tanto Irlanda quanto Portugal fazem parte da Zona do Euro e por isso não podem desvalorizar suas moedas para ganhar impulso via exportação. Se os irlandeses estão com superávit nas transações correntes é porque fizeram um ajuste muito forte, com corte de gastos do governo. Já os portugueses continuaram com o déficit no mesmo patamar — explicou a economista Monica de Bolle, da Galanto Consultoria.

Irlandeses e portugueses estão em recessão. Portugal acumula quatro trimestres seguidos de retração no PIB. Os irlandeses, dois, mas conseguiram terminar 2011 com alta de 0,7%, enquanto a economia portuguesa caiu 1,6%. O BC português estima queda de 3,3% este ano. O FMI prevê crescimento de 1,2% para a Irlanda.

Os dois também sofrem com o desemprego. A taxa chegou a 14,8% em janeiro, em ambos. O desemprego de jovens irlandeses, com menos de 25 anos, foi a 29,5%; entre os portugueses, subiu a 35,1%. Para se ter uma ideia, a média de desemprego de jovens na Zona do Euro é 21,6%. Na Alemanha, 7,8%. O número de casais portugueses em que ambos os cônjuges estão desempregados subiu 70% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2011.

Isso tudo está causando outro problema em Portugal, a emigração de jovens. O país está perdendo o talento de sua juventude, que tenta a vida em outros países diante da incapacidade de ingressar no mercado de trabalho. O número de emigrações chegou a 150 mil em 2011, admitiu o governo, para uma população de 10 milhões de pessoas. É o maior número de emigrantes desde o pico dos anos 60 e 70.

Uma boa notícia para a Europa, segundo Marcelo Fonseca e Monica de Bolle, foi o que houve com o CDS (credit default swap) grego. O CDS é um seguro que protege o comprador de dívida dos governos, em caso de calote. Havia um temor de que ele não fosse respeitado e o risco de que se fosse pago poderia quebrar as seguradoras. Eles foram respeitados e não houve quebra das instituições que venderam o seguro. Isso deu mais segurança ao mercado de dívida pública.

Agenda do Investidor para esta quinta-feira

A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M, índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal. O Departamento do Comércio divulga o PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2011.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Resumo

O Dólar não me decepcionou e fechou o dia em alta de 0,56%. Se bem que a Ásia e a Europa já haviam dado o tom ao encerrarem em queda. Alguns dados da economia norte-americana continuam frustrando os investidores e dão ainda mais gás à ativos de segurança (os dados não estão negativos, apenas aquém do esperado). Como nossa bolsa anda muito em linha principalmente com a Ásia, não foi difícil de prever o fechamento, recuo de 1,45%, aos 65.079 pontos. China e EUA ditam o ritmo por aqui.

Algumas correções podem ocorrer amanhã, outro dia igual a esse é improvável de acontecer, o mais "natural" será um mercado mais lateral.

Agenda do Investidor para esta quarta-feira

Agenda concentrada em indicadores do mercado norte-americano. Nos EUA os Pedidos de Bens Duráveis serão divulgados pelo Departamento do Comércio, indicando o nível de atividade da indústria norte-americana. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.

Bernanke na frente

Por enquanto estou acertando, a esperança de mais estímulos do Fed segue animando mercados. Índice MSCI caiu 0,3%, depois de subir mais de 1% na véspera.


Algumas pausas e correções são naturais à essa altura do campeonato, houve muita valorização nos últimos meses e é natural que os mercados andem um pouco de lado. O Ibovespa por exemplo, desde o começo do ano já subiu 14%, o Dow Jones 8% e o Dólar desvalorizou 2,77%. Nos atuais estados, o "andar de lado" não significa não saber aonde ir, é simplesmente um descanso, um respiro, ou até mesmo um tomar de fôlego para aguentar o que vem pela frente.

terça-feira, 27 de março de 2012

Bernanke ou Dudley?

Ben Bernanke, diz que ainda é muito cedo e tudo é possível, se referindo a uma possível nova rodada de quantitative easing, lembremos que boa parte dos ganhos asiáticos hoje se deveram à esses rumores, a enxurrada de dólares na economia norte-americana vai terminar em boa parte dos produtos chineses e japoneses, entretanto, o presidente do Fed de Nova York, William Dudley disse nesta terça-feira que a Europa parece estar combatendo sua crise de dívida e disse que o banco central dos Estados Unidos provavelmente não precisará tomar medidas adicionais para afastar potenciais repercussões perigosas.

Para amanhã quem leva a melhor? Acredito no Bernanke e no Dólar. Será mais um dia sem intervenção do Banco Central.

IOF?

A expectativa de medidas para elevar a cotação do Dólar fazem com que a moeda norte-americana feche o dia em alta.
Ás vezes os rumores tem tanta eficácia quanto as ações


Após a notícia de que o governo estaria avaliando elevar a alíquota do IOF sobre todas as transações que envolvam a conversão da moeda, o dólar encerrou com alta de 0,08% ante o real, cotada a R$ 1,8177 na venda.

Foi uma caça às bruxas, quem não tem dólar é louco!

Essa medida, se concretizada, elevaria ainda mais a moeda norte-americana, entretanto, ela já está chegando no teto da banda cambial aceitável pelo nosso Banco Central, uma vez que a meta era 1,7170, os investidores precisam ficar atentos, senão vai ter gente morrendo com dólar na mão!

Nova rodada será?

Bolsas asiáticas sobem com esperanças de mais estímulo do Fed
Será?


As bolsas de valores da Ásia se recuperaram nesta terça-feira (27), com o índice japonês Nikkei atingindo o maior nível em um ano após o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, dizer na véspera que o afrouxamento de políticas monetárias ainda é necessário para reduzir o desemprego nos Estados Unidos.

No quantitative easing todo mundo sai ganhando, é verdade que a inflação vai parar no céu, mas antes no céu do que no inferno, certo!


Enquanto isso na Europa nem Fed nem cheira ...

Mais um dia de queda, com exceção da Alemanha, que parece muitas vezes tentar levar o piano sozinha. Nem mesmo o Fed conseguiu animar os mercados, que parecem um pouco perdidos diante de tantas calamidades financeiras.

Agenda do Investidor para esta terça-feira

Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. O Banco Central publica a Nota de Política Monetária com os dados sobre a evolução dos agregados monetários (papel moeda, depósitos, câmbio entre outros) e operações de crédito do sistema financeiro. Nos EUA a S&P divulga o Índice de Preços de Moradias S&P/Case-Shiller referente ao mercado imobiliário residencial norte-americano. A Conference Board divulga a Confiança do Consumidor, índice que mede, por meio de entrevistas, a situação econômica atual e expectativa para o futuro próximo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Contágio Geral

A crise parece ter tomando finalmente dimensões globais, todos serão e/ou já estão sendo afetados, não há quem consiga escapar, pois nenhum país tem demanda interna suficiente para fazer girar sua economia. Há muita dependência de importação/exportação, seja de produtos ou serviços, a guerra cambial diária deixa isso ainda mais em evidência. A recessão que se instalou na Europa contamina o mundo inteiro, o medo de investir,

A mais cotada seria a China, suas dimensões geográficas davam esperanças de que sua população conseguiria absorver o excesso de oferta, mas incrivelmente o cerne da questão parece estar vindo de lá. É muita gente com pouco poder de compra, e em tempos de crise, essa disparidade toma proporções gigantescas!

"A capacidade do mercado de subir mais parece estar contida por incertezas que sondam a economia global e os operadores podem ter que enfrentar mercados andando de lado até a próxima temporada de balanços no mês que vem para ter um real catalisador", disse o operador do Capital Spreads em Londres Jonathan Sudaria. 

Agenda do Investidor para esta segunda-feira

No Brasil sai a Sondagem de Expectativas do Consumidor pela Fundação Getulio Vargas, índice que mede através de questionários a famílias as principais capitais do Brasil sobre situação econômica do país e da família, orçamento doméstico, grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor. O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio publica as Vendas Pendentes de Imóveis.

domingo, 25 de março de 2012

Desafio Americano

Míriam Leitão

Em 10 anos, de 1999 a 2009, os EUA tiveram perdas fortes de participação no mercado global de quase todos os setores industriais: -36% no mercado de veículos aeroespaciais e de defesa; -9% na tecnologia de informação; -8% em equipamento de telecomunicação; -3% no setor automotivo. A economia americana tem problemas de competitividade. O que dá a eles vantagem é o nível do debate.

A “Harvard Business Review” fez uma edição especial sobre o tema, conduzido pelo especialista em competitividade Michael Porter, o mais conhecido autor de livros, estudos e pesquisas sobre o tema. A primeira novidade é o avanço da definição do que é competitividade. Seria, segundo ele, a habilidade de as     empresas competirem com sucesso na economia global, ao mesmo tempo em que criam as condições para  um alto — e crescente — nível de vida para a média da população.

Não basta, portanto, ser capaz de vencer a competição, é preciso também garantir que os trabalhadores ganhem mais. Há um avanço em relação ao conceito dos anos 1990, época em que eram elogiadas as lean and mean: empresas magras e más. Segundo o texto da “Harvard Business Review”, a produtividade de um país não deve ser calculada com base na população empregada, mas na população empregável. O que significa que se os lucros das empresas subirem, mas aumentar o desemprego, ou se as exportações crescerem, mas com base na redução de salário, o país não está elevando sua competitividade de longo prazo.

“Salários baixos nos Estados Unidos não impulsionam a competitividade americana. Nem o dólar barato. Alguns passos que reduzem os custos de curto prazo das empresas podem na verdade trabalhar contra a verdadeira competitividade”, diz o texto de Porter, escrito com Jan Rivkin.

Algumas frases — como essa acima — parecem ter sido escritas para o mundo empresarial brasileiro. Há outra ainda mais eloquente, principalmente neste momento em que pela milionésima vez empresários vão a Brasília pedir ajuda ao governo, em que o cenário político do Congresso é de impasse e os estados esperam que soluções mágicas surjam em Brasília. “Para restaurar sua competitividade, os Estados Unidos precisam de uma estratégia de longo prazo. Isso vai exigir numerosas mudanças políticas por parte do governo, o que parece improvável com o impasse político de Washington. No entanto, muitos passos cruciais podem ser dados pelos estados e regiões onde estão muitos dos fatores-chave de competitividade. Mais importante, os líderes empresariais podem e devem ter um papel muito mais pró-ativo na                           transformação da competição e no investimento nas comunidades locais, em vez de serem vítimas passivas      das políticas públicas ou reféns de acionistas equivocados.”

Por outro lado, explica Porter, criar mais emprego com medidas de proteção a setores que empregam muita mão de obra, sem aumentar a produtividade, também não resolve o problema. Isso não cria as condições de aumento sustentado do nível do emprego nem elevação do nível de vida da população. As medidas de estímulo do governo como as que o Brasil adota frequentemente conseguem apenas ser um alívio temporário, não são aumento de competitividade.

Segundo os especialistas de Harvard, as empresas durante anos reduziram o número de funcionários e transferiram para o exterior parte de sua produção. Como resultado, os salários ficaram estagnados, e a renda das famílias da classe média reduziu-se. Isso foi compensado com a oferta de crédito barato que deu às pessoas a sensação de riqueza. O excesso de oferta de crédito e a renda estagnada estão na raiz da crise de 2008.

Porter critica também o sistema de remuneração dos executivos baseado em participações acionárias. Isso teria levado os administradores a terem interesse apenas em decisões que elevem o lucro trimestral e desestimulou as estratégias empresariais de longo prazo.

Uma pesquisa feita por Harvard ouviu dez mil ex-alunos da escola de negócios da universidade sobre as perspectivas da economia americana: 71% registraram que estão prevendo um declínio da competitividade dos Estados Unidos nos próximos anos. Disseram também que o país perde duas em cada três disputas com outros países pela localização de um investimento.

Michael Porter acha que, na competitividade, não vale o jogo de que um país só ganha se o outro perder. O aumento do nível de vida da Índia pode fazer com que os indianos comprem mais produtos e serviços do Vale do Silício. A prosperidade americana — sustenta a revista — é do interesse dos outros países do mundo, até pela dimensão da economia dos EUA.

A lista do que fazer é parecida com a nossa: reduzir a complexidade tributária, melhorar a educação, aperfeiçoar o ambiente de negócios, investir na infraestrutura de transportes e telecomunicações. Mas no principal quesito os americanos continuam na frente: a inovação. Nesse ponto, a proposta para os Estados Unidos é apenas continuar sendo inovadores. Um especialista chinês Xu Xiaonian admite, numa coluna escrita na mesma edição, que o modelo chinês de copiar e imitar funcionou até agora, mas criou problemas de longo prazo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Agenda do Investidor para esta sexta-feira

A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio, com indicadores que permitem acompanhar o comportamento do comércio varejista no país. O Banco Central divulga os números mensais sobre o balanço de pagamentos, reservas internacionais e dívida externa através da Nota de Setor Externo. Nos EUA o Departamento do Comércio divulga o número das Vendas de Imóveis Novos.

Negócio da China

A atividade industrial da China segue no foco dos investidores
A China vive num paradoxo, o que fazer com os estoques de produtos acabados?


A economia chinesa passa por momentos difíceis, sua retração industrial não vem para aumentar os já fatigados problemas econômicos mundiais, pelo contrário, em alguns níveis ela até se torna uma consequência, em parte pela baixa demanda global, potencializada pela crise européia, enquanto que o mercado interno simplesmente não consegue absorver tantos produtos acabados.

Aumentar o poder de compra da população ou não? Eis a questão.

Alguns cenários observados hoje, ainda são reflexos da crise de 2008. A China que crescia 12% ao ano, passou crescer a 7%, entretanto, de modo geográfico, isso demora para surtir efeito. Suas políticas cambiais estão vindo de encontro à possíveis soluções: se eu aumento o poder de compra da população, boa parte dos estoques é queimado, a economia gira um pouco, os dados melhoram, os investidores ficam mais animados, as exportações (EUA) aumentam e eu consigo fechar o excedente, porém o Yuan sai do canal, a inflação vai parar no céu e minhas importações ficariam mais caras, sem contar que eu limitaria o comércio apenas à países de moedas mais fortes, talvez boa parte dos emergentes ficariam de fora... O que fazer?


Nossa memória muitas vezes é curta, entretanto o ciclo de mercado para o bem ou para mal, geralmente é no médio/longo prazo. Por exemplo, as emissões desenfreadas de bônus europeus à yields absurdas, terão drásticas consequências se o bloco não levar a sério medidas de austeridade fiscal, retém a economia, politicamente não é interessante, principalmente para a população, mas ao invés de campanhas publicitárias fantasiosas, que tal dizer a verdade, só para variar um pouco?! As greves observadas não são pelas medidas tomadas, mas pela falta de transparência à real situação do país e aos gastos desenfreados.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Agenda do Investidor para esta quinta-feira

O IBGE divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA-15 e IPCA Especial (série trimestral do IPCA-15). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também divulga a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), conjunto de dados sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho. O Banco Central publica a Nota de Mercado Aberto com as informações sobre as operações com títulos públicos federais. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal. A Conference Board divulga o Índice dos Principais Indicadores, que busca traçar o rumo da economia norte-americana para os próximos seis meses.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Resumo do Dia

Mais um dia complicado, dados locais não tem ajudado e começam a ofuscar até mesmo o otimismo gerado pela economia norte-americana. Na Ásia por exemplo, as bolsas recuaram diante da possível desaceleração na China, alguns consideraram o recuo como um ajuste a uma tendência de alta iniciada em outubro, bem, é verdade que esses "ajustes" existem, mas nesse caso é um pouco mais que isso, o temor é mais real do que parece.

Na Europa,  as fracas vendas de moradia usadas nos EUA (dado divulgado ontem), ditaram o ritmo das principais bolsas hoje. Se bem que no caso da Europa, ela mesma é a maior culpada.

Por aqui, a queda do Ibovespa teve alguns culpados, como CSN, Usiminas e Gerdau. Petrobrás e papéis do setor bancário também tiveram desempenho ruim. Claro que as fracas vendas de moradias dos EUA ainda fez viúvas hoje, deverá continuar assim por algum tempo. Não preciso nem dizer o que aconteceu com o Dólar, BC pôde até tirar um day off.

Wall Street fecha sem direção, decepcionada com índice nos EUA. "O momento está ruim, mas olhando como um todo, há muita esperança para a economia norte-americana".

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Agenda concentrada em indicadores do mercado norte-americano hoje. Nos EUA o Departamento do Comércio divulga as Vendas de Imóveis Usados. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.

terça-feira, 20 de março de 2012

Evolução do Dólar

Gráfico acima mostra a evolução do Dólar x Real na última semana em relação ao Ibovespa e ao próprio Dow Jones. Pelo desempenho dos índices, o comportamento mais normal seria a moeda norte-americana andar de lado; esse breve histórico é um sinal claro da intervenção do Banco Central, queimando suas reservas para comprar Dólar e/ou mudando a torta e a direita as regras de IOF.

Agenda ditando o ritmo

A tendência era altista, era:

Os ganhos de ontem foram bastante sólidos, não haveria motivos para recuos acentuados hoje, entretanto, balanços corporativos pressionaram as bolsas na Ásia, e mesmo assim o euro permaneceu no maior nível em uma semana, sinal da redução dos temores quanto a "maiores" danos ao sistema financeiro decorrentes da crise de dívida grega. Embora minha preocupação seja com Portugal agora, a economia de Portugal tem previsão de queda de 3,3 por cento este ano, depois de recuar 1,6 por cento em 2011, e a taxa de desemprego no país está acima de 14 por cento. Sem contar suas yields elevadíssimas de médio e curto prazo.

Havia muita expectativa em relação aos dados de novas construções de moradias nos EUA, seria uma efetiva sinalização de recuperação estável da maior economia do planeta. Bem, nossa bolsa está refletindo exatamente isso, pois o índice de construção de moradias recuou. Obviamente o Dólar também está refletindo o momento "tenso" dos mercados internacionais e se nada mais mudar, deve fechar o dia em alta.


Quem sabe nossas blue chips consigam minimizar as perdas!