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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dólar

Já faz algum tempo que venho pensando sobre o Dólar, não como moeda, mas como um ativo de segurança, que tem se tornado o vírus e também o antídoto da globalização. Ele é a doença e cura ao mesmo tempo? Sim! A verdade não é outra senão essa: o Dólar se alimenta do medo! O próprio Dow Jones não consegue competir contra ele, assim como o Ibovespa e todos os demais índices de mercado, eles são inversamente proporcionais ao Dólar.
A ciência é sim exata, quando a economia global vai bem, a moeda norte-americana pula de bang jump, causando uma série de inconveniências. Por exemplo, no Brasil, há tempos que a política de câmbio atua sobre uma flutuação suja, ou seja, o BACEN atua diretamente e diariamente no mercado, comprando ou vendendo dólares, afim de tentar deixá-lo em patamares aceitáveis, a balança comercial agradece. Isso acontece no mundo inteiro. A China, só para citar mais um exemplo, mantém propositadamente fraca sua moeda, ganhando competitividade no cenário externo, aliás, o que eles fazem pode até ser considerado uma concorrência desleal.

A política econômica dos EUA o transformaram em reféns de sua própria moeda. Sua segurança econômica aliada às suas baixíssimas taxas de juros, cria um ambiente seguro, porém morno, para investidores do mundo inteiro. O Dólar é o porto seguro.

Por que justamente no momento da  recuperação econômica dos EUA, sua moeda cai?, teoricamente isso não faz muito sentido, pois um dos primeiros sinais de uma economia forte é uma moeda forte, mas hoje em dia não podemos confundir moeda forte com moeda competitiva!

 Agora, pense que, se o Dólar se valoriza quando há medo, insegurança e aversão ao risco, então não seria
negócio pra ninguém um ano perfeito, onde não houvesse nenhum tipo de desequilíbrio econômico, os BC's do mundo inteiro ficariam loucos, seriam de três a quatro leilões por dia comprando Dólar, apenas para tentar ajustar as contas. A guerra cambial que já existe, se tornaria facilmente numa guerra comercial, onde, países com demanda interna forte sairiam ganhando.


Ou seja,



Dê graças a Deus pelas turbulências do acaso!


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