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sábado, 31 de dezembro de 2011

Última de 2011

Por aqui não preciso nem dizer, feriado e folga para os brokers e traders! Será?!


A Ásia continua tomando as dores da Europa e segue em queda livre. Ativos seguros irão continuar subindo. O problema é definir o que o mercado no momento entende por ativo seguro, certamente os títulos públicos da Itália não estão entre eles.

As Bolsas Europeias ganharam a batalha mas estão perdendo a guerra. Último pregão do ano foi marcado por altas, porém o balanço anual revela fortes quedas.

E por falar em Europa, a situação na Espanha também não é das melhores, segundo a vice-primeira-ministra espanhola, Soraya Sáenz de Santamaría, o déficit orçamentário maior que o esperado forçou o governo a propor mais cortes do que pretendia nas despesas e um aumento no imposto de renda e em outros tributos por "algum tempo", já que as autoridades ainda querem reduzir o déficit para o equivalente a 4,4% do PIB no ano que vem, hoje ele gira em torno de 8%.

Enfim,

Minha grande preocupação, principalmente no primeiro trimestre de 2012 é com nossa PTAX, até onde o Dólar poderá subir? É fato que essa alta é irreal e tende com o tempo a cair, mas a cada dia que passa, acreditar num dólar à 1,6, 1,5 tem se tornado cada vez mais difícil.

Já ficou muito claro que, diante das incertezas globais, nosso BACEN nada pode fazer para conter a compra desenfreada da moeda norte-americana.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Não sabe o que fazer? Compra Dólar!

Dólar salta 12% em 2011 frente ao Real


Euro no menor nível frente ao Dólar nos últimos 11 meses


Também, era de se esperar algo diferente? Na Ásia a desconfiança é enorme, primeiro pelas próprias diretrizes governamentais de cada país que podem mudar do dia pra noite, segundo, que eles estão assistindo de camarote a Europa cair, torcendo para mais dados positivos da economia norte-americana impulsionar a região da zona do euro. Que ultimamente têm feito muito jus ao nome, "zona"! Governos barganhando yields com os investidores, economias em recessão disfarçada, incompatibilidades políticas e fiscais, moeda fraca, bancos preferindo a taxa overnight do BCE do que tomar um dos outros... e a coisa só vai ficando pior. No Brasil, não é que estamos blindados contra a crise internacional, nós apenas somos mais atrelados ao mercado norte-americano do que ao europeu. Haja visto o nosso câmbio, se estivéssemos tão imunes assim, nossa moeda não teria perdido tanto para o dólar. O investidor ainda não vê o Brasil como um porto seguro diante de instabilidades econômicas internacionais.


Por exemplo, veja as crises e os momentos ruins da economia dos EUA e da Europa e avalie nesse mesmo período como estava a nossa economia, como ela respondeu. Em uma possível crise americana, a que níveis estariam o Dólar e o Real, ou o Euro?; teríamos um dólar mais fraco, o real e euro mais fortes?; níveis de exportação e importação diminuiriam por causa do câmbio talvez; presenciaríamos uma guerra cambial e comercial mais aberta?, barganhando acordos com a Ásia?; a demanda interna absorveria o excesso de oferta? Mas a que preço? No mesmo seria impossível, veríamos então uma deflação, seguida de uma retração econômica?

Enfim, são conjecturas e exemplos apenas para nós abaixarmos um pouco a bola antes de falar mal do vizinho.



Até que ponto vale a pena?

Yields dos títulos públicos italianos se afastaram das máximas recordes alcançadas recentemente, mas investidores cautelosos ainda exigiram um rendimento perto 7 por cento para comprarem papéis de dez anos, nível considerado insustentável para a terceira maior economia da zona do euro.

Esse nível de rendimento para um "título público" é insustentável para qualquer economia! O mesmo título, entretanto, de três anos, pagou 5,62 por cento de rendimento. Chega a ser até meio ilógico, o investidor acredita mais no curto prazo do que no longo, é isso mesmo?! No longo prazo o que de tão ruim pode acontecer à região, o fim do Euro talvez?
Ainda assim, premiê italiano se diz aliviado com resultado de leilão. A captação foi boa, é verdade, aproximadamente 7 bilhões de euros, mas a que preço?!

Novembro 2014 yield 5,62% (é tolerável, dada a atual conjuntura econômica da região)

Agora, essas yields estão, na minha opinião, fora da realidade:
Abril 2015 yield 7,42%
Setembro 2021 yield 6,70%
Março 2022 yield 6,98%

Esses níveis de yields para um título público italiano nos mostram o tamanho do receio dos investidores. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Depois de hoje, fecha a conta e passa a régua



Europa no vermelho, Ásia também no vermelho, Ibovespa em queda, Dólar em alta, baixo volume global, ou seja, nada de novo! E há quem diga que o mercado está sem tendência...


Como havia previsto, o famoso rali de final de ano, ou seja, aquela busca desenfreada de investidores vendendo e montando posições antes de saírem de férias não ocorreu!


Mas por que? Essa explicação é boa:

"Como não vimos muito volume, é fácil ver grandes correções sobre um pequeno montante de negociação", disse James Sheehan, trader da Daniel Stewart. "Temos muito pouca sustentação no mercado no momento porque todos os compradores estão de férias".
Estão de férias? Até onde eu sei as negociações são on line ou pelo telefone, eles estão é com medo! E na mesma matéria, um parágrafo abaixo, há o seguinte comentário: 

"traders disseram que os investidores estavam relutantes em montar posições em um mercado tão fraco..."
Muito mais em linha com a realidade, sendo totalmente contrário à declaração de James. Quer dar atestado de burrice para o leitor? Aí não! Tetsuro li, presidente da Commons Asset Management em Tóquio assina embaixo:

"A maioria das pessoas quer neutralizar suas posições antes dos feriados de Ano Novo e não procurar barganhas, e isso está mantendo os preços deprimidos em meio a volumes baixos", avaliou.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Que volume é esse?

Bolsas asiáticas caem com volume baixo
Bolsas europeias fecham sem rumo definido, em dia de poucos negócios
Por aqui o giro financeiro foi de apenas R$ 3,265 bilhões.

Cadê o rali de fim de ano?
Parece que todos só estão ajustando posições esperando o ano que vem.

Ela voltou

Confiança do consumidor dos EUA aumenta em dezembro
Índice subiu de 55,2 em novembro para 64,5 no último mês do ano. A previsão era de que o índice aumentaria para 60.


Parece que o FED não vai precisar intervir mesmo, até mesmo porque, esses tipos de informações soam melhores que quaisquer alterações mecânicas na economia.

Pena que esses dados só sairiam depois das bolsas asiáticas estarem encerradas, podemos ter expectativas de altas para amanhã. O único revés é um dado vindo da China, demonstrando que o lucro líquido das companhias cresceu apenas 24,4% nos primeiros 11 meses do ano, uma desaceleração em relação ao crescimento de 25,3% apurado até outubro e de 27% nos primeiros três trimestres do ano. Ainda assim, a expectativa é altista!

Os dados americanos também foram responsáveis pela nossa leve alta. E na Europa as bolsas tiveram um dia estável.


É brincadeira, os caras ainda mandam e desmandam na economia!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sexta economia do mundo

Nosso mercado historicamente é muito atrelado ao mercado norte-americano, mas enquanto houver instabilidade econômica, gerada por diversos fatores aqui abordados, o Dólar continuará subindo infinitamente, não importando quais sejam os esforços do BACEN, o investidor ainda é mais forte! 

Ibovespa                                                Dow Jones
19/12 - 55.298,30   -1,42%                    11.766,3    -0,84%                    
20/12 - 56.864,90    2,83%                    12.103,6    2,87% 
21/12 - 56.653,37   -0,37%                    12.107,7    0,03% 
22/12 - 57.347,90   1,23%                     12.169,6    0,51%
23/12 - 57.701,10   0,62%                     12.294,0    1,02%
26/12 - 57.669,48   -0,05%                    FERIADO

Precisamos de ganhos mais significativos do que esses, nossa economia precisa se tornar mais independente! Há muito capital especulativo! Eles ganham, nós ganhamos um pouco, eles perdem, nós perdemos muito, o Dólar sobe, o Ibovespa desce. O Brasil entra com a bunda e o EUA entra com o pé!





Que notícias como essas sejam cada vez mais rotineiras e façam do Real um ativo de segurança em 2012:

Guardian aponta Brasil como sexta economia do mundo
Pesquisa revelou que economia brasileira passou a da Inglaterra em 2011.

Até que ponto...

Economia espanhola ameaçada pela recessão

Segundo o novo ministro da Economia, Luis de Guindos, os próximos dois trimestres, que ninguém se engane, não vão ser simples, tanto sob o ponto de vista do crescimento como do ponto de vista dos empregos.


Com a Europa indo de mal a pior, a aversão à risco deu ao Dow Jones o maior patamar dos últimos cinco meses, claro que também contribui  para isso a própria recuperação da economia norte-americana.

Enquanto isso...

China vê produção industrial crescendo 11% em 
2012


O que pode ser perigoso para nós, pois ela é nosso maior parceiro comercial, de modo que, se a economia global nos atuais níveis de retração que temos assistido, permanecer em continuar, não haverá demanda para tal crescimento industrial Chinês, o que para eles não é tão preocupante assim, pois sua demanda interna é muito forte, bastaria o governo lançar algum pacote de isenção fiscal e pronto, o mercado absorveria o excesso de oferta; o problema mesmo aconteceria aqui! Para quem nós exportaríamos? Para a Espanha?

sábado, 24 de dezembro de 2011

Considerações iniciais para 2012

BC revisa para baixo  crescimento do Brasil, para 3,5% em 2012, abaixo da meta do governo. O documento destaca não só a redução de compras nos EUA e fragilidade na Europa, mas também uma desaceleração mais acentuada da indústria chinesa, maior sócio comercial do Brasil.

O cenário favorece um pouco a redução da inflação é verdade, mas a que preço?!

E por falar em inflação:

Em 2012 e 2013, a previsão é de 4,7%, 0,2% acima do centro da meta. O problema é que a desaceleração da inflação aqui, significa entre outras coisas, forte retração da economia global.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quando acaba a confiança, acabou a relação!

Ontem, a autoridade monetária europeia fez a primeira das três operações de empréstimos de três anos para os bancos. Quase 500 bilhões de euros foram destinados a 523 instituições da região. A cifra é aproximadamente o dobro daquela prevista por alguns analistas. Contudo, os mercados ainda fecharam em baixa, em meio aos temores de que a injeção de liquidez não consiga frear a crise europeia.
Mas também é complicado, 523 instituições recebendo ajuda assusta qualquer um! Fora a fato de que o mercado esperava algo em torno de 250 bilhões, não 500. Conclusão, Ásia fechou em queda:

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,77%, em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,21%, em Sydney, o S&P/ASX caiu 1,18%, em Seul, o Kospi caiu 0,05% e em Xangai, o Shanghai Composite caiu 0,22%.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sem tendência?

Muitos sites tem afirmado que os mercados estão sem direção comum. Na verdade há direção, e ela é baixista!
Não estou sendo pessimista, apenas realista! Índices variados, balanços empresariais, conjuntura econômica, ratings, ainda são muito importantes, todavia, algo que nunca, repito, NUNCA vai mudar é a "confiança"! O investidor precisa sentir confiança, ele precisa se sentir seguro, o mercado têm que lhe dar a tranquilidade para retirar seu capital da renda fixa, aplicá-lo na renda variável e ainda conseguir dormir em paz a noite!

Temos presenciado um ambiente perfeito para especuladores.


Dá pra confiar?

Diretora do FMI, Lagarde diz que economia mundial está em uma fase perigosa! Citou entre os fatores mais preocupantes a crise de confiança dos mercados, os altos índices de desemprego e uma desaceleração geral do crescimento.

Para Tombini, próximos trimestres serão de volatilidade. "Teremos um baixo crescimento global nos próximos anos. A Europa terá baixo crescimento, com alguns países em recessão ano que vem, e a China em desaceleração suave do crescimento". Que estranho, podia jurar que o Mantega havia dito outra coisa!

Ah, e tem mais...

Mantega: 'Brasil não corre qualquer risco de recessão'. "Nunca ouvi falar que crescimento de 3%, 3,5% seja recessão". Que estranho, a China crescia a 12%, 13% ao ano, na crise diminuiu para 5%, 6%. Tá bom vai, eu peguei um benchmark muito absurdo!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

E não deu outra!

Bom humor nos mercados europeus e americanos contagia Bovespa

Já sabíamos que a Ásia havia fechado em alta. A Europa que já há  algum tempo vem tateando altas e baixas com base em índices, indicadores, ratings e notícias, sinalizou alta no dia de hoje, com a notícia de que a Espanha teve êxito em leilão de títulos da dívida e a Alemanha com a melhora de índices de confiança de consumidores e empresários. Mas não se enganem, a tendência ainda é de queda!
Na ausência do FED, a agenda americana têm contribuído para a retomada técnica dos mercados, diante da surpresa positiva com o aumento do número de obras residenciais iniciadas em novembro e de concessão de alvarás para a construção.


Agora a novidade do dia:

Como venho dizendo, dólar e Ibovespa são inversamente proporcionais. Mas por que?

Sendo bem simples e objetivo, acontece devido ao fato de que temos muito capital estrangeiro aplicado aqui, um capital que é praticamente especulativo, (não são investidores interessados no longo prazo ou no crescimento do país) desse modo, a qualquer sinal de perigo, o capital sai da bolsa e vai para ativos de segurança, dentre eles o dólar; o cenário inverso acontece do mesmo jeito, mercados otimistas, bolsas internacionais fechando em alta, o capital sai do dólar e vem para a bolsa. E o que acontece quando muita gente vende dólar e compra real para aplicar aqui (ou qualquer outra moeda para aplicações internacionais)? 

Ibovespa, alta de 2,83%, 56.864,9 pontos, mesmo com um volume fraco, apenas R$ 4,15 bilhões.
Dólar, queda de 1,04%, sendo vendido a R$ 1,8458.

Quem ainda acha que não existe correlação?





Um bom dia

Bolsas Asiáticas: apesar do mercado ainda estar muito frágil e avesso à riscos, principalmente na zona do euro e devido a morte do líder norte-coreano, as contínuas quedas e os preços baixos de muitas commodities levaram os investidores a caça!

O pensamento de fim de ano é mais ou menos assim: "o mercado está ruim e o cenário ainda é bem pessimista, mas os preços estão muito baixo e pode até ser que eu não consiga uma oscilação positiva no curto prazo, contudo vale a pena esperar longos três, quatro, cinco meses até conseguir algum lucro".

E se...


Mercado internacional está alta, aqui será diferente? *NÃO!


Como já havia mencionado, nossa Bolsa e o Dólar são inversamente proporcionais, enquanto operamos com alguma alta hoje, o dólar opera em baixa ante o real! Ontem a moeda norte-americana fechou em leve alta de 0,47%, sendo vendido a R$ 1,8652, enquanto o Ibovespa fechou com queda de 1,42% a 55.298,3.


Fiquemos de olho!




*Apesar da forte correlação entre nosso índice e os principais índices internacionais, a ciência não é exata! NÃO podemos afirmar 100% que iremos fechar em alta apenas porque os mercados internacionais também o fizeram, tais dados são apenas fortes indicadores e termômetros para o dia.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bolsas asiáticas caem após morte de Kim Jong-il

Que tem haver uma coisa com a outra?
É a mesma coisa dizer que o Santos não foi campeão mundial porque o Muricy escalou errado o time.


A matéria da Reuters tenta explicar: "Mercados financeiros receiam que o falecimento gere instabilidade no nordeste da Ásia por causa da imprevisibilidade da transição de liderança no país empobrecido e fechado."

Agora, vamos destacar algumas palavras do parágrafo acima, como por exemplo, "instabilidade e imprevisibilidade". Acho que com essas já dá pra explicar:

Não há nada de instável e imprevisível na atuação do sucessor de King Jong-il, qual é o receio? Que o programa de armas nucleares termine? Ou que a contínua violação dos direitos humanos cesse? A verdade não é outra senão essa, os mercados caíram porque temem uma GUERRA! O novo líder seguirá a mesma linha de seu antecessor, com a exceção de que ele é muito mais jovem!

"Temos que transformar esta tristeza em valor sob a direção de Kim Jong-un e temos que lutar para que a grande revolução tenha êxito neste momento difícil", escreve o escritório da agência, divulgado por meios de comunicação japoneses. "O comando de Kim Jong-un é seguro e definitivo para cumprir a revolução e a brilhante sucessão".


Os meios de imprensa sul-coreanos descreveram Kim Jong-un como um jovem muito parecido com seu pai tanto fisicamente (com seus 1,68 m e 87 kg) como em sua personalidade, o que lhe teria transformado na pessoa ideal para sucedê-lo nos olhos do ditador.

Preciso dizer mais alguma coisa?

Como tudo começou


Nascido em 15 de abril de 1912 em Pyongyang (capital e maior cidade da Coréia do Norte), numa família de camponeses, Kim II Sung recebeu uma educação cristã. Durante as lutas pela independência da Coréia, então pertencente ao Japão, a família de Kim mudou-se para a Manchúria, na China. Lá, Kim II Sung frequentou uma escola chinesa. Aos 15 anos, foi preso como membro da Liga da Juventude Comunista do Sul da Manchúria. Libertado em 1930, passou a integrar o Exército Revolucionário Coreano. Kim II Sung tornou-se líder de um grupo guerrilheiro. Kim II Sung como presidente da Coréia do Norte.
Em 1945, a Conferência de Yalta permitiu que tropas soviéticas e americanas se instalassem na Coréia, dividindo o país em duas partes. O governo provisório da Coréia do Norte ficou a cargo de Kim II Sung. Oficialmente, líder do Partido dos Trabalhadores Coreano, Kim II Sung na realidade teve poder quase total sobre o país. Entre 1950 e 1953, Kim liderou os norte-coreanos na guerra contra a Coréia do Sul, protegida pelos Estados Unidos e pelas Nações Unidas.
Após o acordo de paz entre as duas Coréias, Kim II Sung intensificou um governo ditatorial baseado no culto à personalidade. Passou a ser tratado como "Grande Líder", enquanto seu filho Kim Jong II (atual governante da Coréia do Norte que faleceu às 8h30 do sábado, dia 17 de dezembro de 2011, vítima de um ataque cardíaco, aos 69 anos), designado como seu sucessor, passou a ser tratado como "Estimado Líder":

"O regime do líder norte-coreano foi muito criticado por abusos dos direitos humanos e permaneceu isolado devido ao seu programa de armas nucleares".



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Para o alto

Os sinais de fortalecimento na economia dos EUA impulsionaram as bolsas de valores asiáticas a fecharem em alta nesta sexta-feira.
Parece que a Ásia lembrou, "opá, eles ainda são a maior economia do mundo, que Europa que nada!".


Nosso mercado, embora lateral, igual ao resto do mundo, tentará ensaiar o mesmo!




Mercado ainda analisa a notícia de que a Fitch rebaixou os ratings de Bank of America, Goldman Sachs, Citigroup, Barclays, Credit Suisse, Deutsche Bank AG e BNP Paribas.

Não vejo grandes novidades hoje.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vamos com calma...

Bovespa opera em alta, seguindo mercados externos
Na véspera, o Ibovespa  fechou em queda de 1,47%, aos 56.646 pontos. 

Muito normal e esperado que após longas quedas o mercado apresente dias de recuperação/correção.

Bolsas europeias sobem com dados da zona do Euro
Dados do PMI da zona do euro forneceram algum apoio, ajudando os índices a permanecerem em território positivo.

O problema de altas (mesmo que pequenas) com base apenas na divulgação diária de dados e índices é que, a qualquer momento tudo pode virar. Se dados importantes vindo dos EUA não agradarem o mercado, as bolsas novamente cairão.


Essa é nova:

Crise europeia gera aversão a risco e bolsas asiáticas recuam
Mercado teme que a crise de dívida da Europa esteja piorando.

Historicamente o mercado asiático tem se mostrado muito cauteloso.

Falado aqui ontem, e olha o que sai no Reuters hoje: "o temor de que a crise de dívida da Europa esteja piorando levando investidores a vender ativos de maior risco e buscar refúgio no dólar". 

O que me leva novamente à pergunta, um Dólar forte justamente no fim de ano seria ruim para a economia norte-americana? Junte à isso a lentidão do FED em tomar providências e ao fato de que vivemos em fortes regimes de bandas cambiais, temos a conclusão de que uma verdadeira recuperação (principalmente da zona do euro) virá apenas ano que vem.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quem lembra dessa notícia?

AIE reduz previsão de demanda global por petróleo

Dia 13 publiquei um comentário dizendo que previsão de menor demanda de petróleo em 2012 poderia afetar empresas como Petrobras, OGX entre outras ligadas.

Hoje: Petrobras PN caiu hoje 2,67%; OGX Petróleo ON cedeu 3,72%, a R$ 13,69. Fiquemos de olho!

FED, think about...

Parece até que o FED está olhando só para o próprio umbigo: "O Federal Reserve não tomou novas medidas para estimular o crescimento e ofuscar os efeitos negativos da ainda não resolvida crise de dívida da Europa". "O FED observou melhora modesta na economia doméstica [...]".

A melhora modesta na economia modesta se deve a que? Um dólar alto talvez, que seria bom para as compras de fim de ano? Melhora na demanda interna? 


Ainda sob efeito do FED, as bolsas europeias e asiáticas recuaram nesta quarta-feira. 


Em Londres, FTSE100 -2,25%, em Paris, CAC40 -3,33% e o DAX -1,72%. Produção industrial da zona do euro -0,1% em outubro na comparação com setembro. Reino Unido o número de desempregados aumentou em 128 mil no período de três meses, para 2,64 milhões.

Índice das ações da região Ásia-Pacífico, MSCI -0,62%, no Japão o Nikkei recuou 0,39%, Seul -0,34%, Hong Kong e Taiwan -0,38%, Xangai -0,89%, Cingapura -0,50% e Sydney -0,07%.

O Dólar que não tem nada haver com isso (ou tem?), pede passagem para subir mais de 1% novamente. A bem da verdade, um pensamento que mais parece um dogma nos dias de hoje é o de que "sempre é bom fazer reservas em dólar", a famosa expressão, "não tem tu, vai tu mesmo"! Cenários de estabilidade aliados à condições micro e macroeconômicas favoráveis, dentre elas podemos destacar as agências de ratings que podem do dia pra noite inflamar o mercado, impulsionam investidores tanto para mercados locais quanto para emergentes. 
Por exemplo, a notícia de hoje, "um possível rebaixamento da nota da dívida da França e os altos juros pagos pela Itália em um leilão de títulos públicos", faz com que o investidores pensem o que? Neste cenário, até ativos locais de renda fixa tornam-se duvidosos, a massa então migra para ativos de segurança, como Dólar, Títulos Públicos americanos, Ouro ou até mesmo moedas estrangeiras como o Franco Suíço. Colocar o dinheiro debaixo do colchão ainda está fora de moda, "ainda".


Aqui isso não é diferente, o fluxo cambial na semana passada ficou negativo em 257 milhões de dólares e, com isso, o país registra saída líquida de 424 milhões de dólares no mês até o dia 9.

Ibovespa, -1,47%, aos 56.646 pontos. Com esse desempenho, a Bolsa passou a acumular baixa de 0,4% no mês. Como havia dito, um mercado lateral.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ibovespa sobe por alívio europeu, mas perde força por EUA

Nosso mercado é altamente influenciado pelos EUA, pela Europa e pela Ásia, o capital estrangeiro aqui é muito forte e tudo está em cima de um equilíbrio muito frágil, por exemplo: hoje a Bovespa encerrou em leve alta, influenciada pelo alívio gerado com o bom resultado de um leilão de títulos da Espanha, mas perdeu força no fim do dia com o comunicado do FED sobre a economia dos Estados Unidos.

VALE A PENA LER

Bancos centrais se preparam para possível fim do euro:





Alguns bancos centrais da Europa já começaram a considerar planos de contingência para se preparar para a possibilidade de que os países deixem a zona do euro ou que a união em torno da moeda se desintegre, de acordo com pessoas a par do assunto.
Estão surgindo os primeiros sinais de que os bancos centrais estão pensando em como ressuscitar moedas baseadas em cédulas que já não são impressas desde que as primeiras notas de euro entraram em circulação, em janeiro de 2002.
Pelo menos um deles — o Banco Central da Irlanda — está considerando se precisará garantir acesso adicional às impressoras, caso precise produzir em série novas cédulas para sustentar o renascimento da moeda nacional, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.
Fora da região dos 17 países que usam o euro, numerosos bancos centrais europeus estão de olho em medidas defensivas para se protegerem de efeitos colaterais adversos caso a zona do euro venha a se dissolver, disseram outras pessoas. Vários países, inclusive a Suíça, estão considerando possíveis substituições para o euro como ponto de referência externo, ou indexador, que eles usam para tentar manter estável o valor de suas moedas.
Os planos dos bancos centrais são preliminares, de acordo com uma pessoa a par do assunto. E não representam a expectativa de que a zona do euro esteja a caminho da dissolução.
Mas só o fato de que os bancos centrais estejam mesmo estudando essa possibilidade, que até poucos meses atrás estava fora de cogitação, ressalta como as condições estão se deteriorando rapidamente na Europa. Autoridades monetárias, bancos centrais e investidores em todo o mundo estão colocando suas esperanças no encontro de cúpula em Bruxelas esta semana para chegar à tão aguarda solução para a crise financeira do continente que já dura dois anos e foi iniciada pelas dúvidas sobre a capacidade dos países de pagar suas dívidas.
Há muito em jogo. Se os líderes europeus não conseguirem esfriar a crise, as dúvidas em relação à viabilidade do euro se intensificarão ainda mais. Muitas autoridades monetárias, banqueiros e outros especialistas temem que a dissolução da união vá não apenas reverter uma década de integração econômica, mas provocar também um caos financeiro.
Antes do lançamento formal do euro, em janeiro de 2002, um exército de organizadores gastou anos coreografando a logística do início da circulação da moeda, incluindo a impressão de bilhões de moedas e cédulas e a distribuição da nova moeda aos bancos e empresas em todo o continente. Desfazer o bloco, no mínimo, criaria uma grande confusão. Um dos vários desafios é que empréstimos e depósitos atualmente denominados em euros teriam que ser revertidos para outras moedas. E cada país teria que, individualmente, decidir se vão ressuscitar a antiga moeda e, nesse caso, com que rapidez voltar a produzir grandes quantidades de cédulas.
Em Montenegro, que usava o marco alemão antes de adotar o euro em 2002, as autoridades do banco central estão considerando quais seriam as opções, caso o euro deixe de existir. O país teria "uma grande variedade de alternativas, desde usar uma outra moeda internacional até introduzir uma moeda doméstica", disse Nikola Fabris, economista-chefe do banco central de Montenegro. Mas a segunda opção esbarraria em um problema: Montenegro não está preparado para imprimir a própria moeda, disse ele.
A maioria dos bancos centrais da zona do euro mantém ao menos uma capacidade limitada de imprimir cédulas. Embora o Banco Central Europeu seja responsável por estabelecer a oferta de cédulas na zona do euro, a instituição, na realidade, não as imprime. O BCE delega esse trabalho aos bancos centrais dos países da zona do euro.
No ano passado, a Irlanda imprimiu 127,5 milhões de notas de 10 euros, de acordo com seu relatório anual. Este ano, estava entre os países encarregados de imprimir um total de 1,71 bilhão de notas de 5 euros.
Nas últimas semanas, autoridades do banco central da Irlanda tiveram discussões preliminares sobre a eventual necessidade de ampliar a capacidade de impressão no caso de uma ruptura da zona do euro ou caso a Irlanda deixe o bloco para retomar sua antiga moeda, a libra irlandesa, de acordo com pessoas a par do assunto. As autoridades já discutiram a reativação de antigas impressoras e a contratação de uma empresa privada, disseram as pessoas. "Estão sendo avaliadas várias coisas que não estavam sendo vistas há dois meses", de acordo com uma pessoa que participou do encontro. Uma porta-voz do Banco Central da Irlanda não quis comentar.
Na Grécia, país que muitos consideram ser o que tem mais chances de deixar a zona do euro por conta de seus problemas fiscais, o banco central tem uma unidade de impressão de cédulas chamada Ieta. Construída em 1941, a gráfica localizada na região de Ática está aparelhada com "equipamentos modernos", de acordo com o site do banco central grego. Mas nos últimos anos o trabalho de impressão em Ieta tem sido restrito. A Grécia tem sido um dos cinco ou seis países responsáveis pela impressão de lotes de notas de 10 euros, de acordo com o ECB.
Este ano têm fervilhado em Atenas rumores de que o Banco da Grécia estaria secretamente imprimindo dracmas, a moeda grega pré-euro. E-mails em tom de brincadeira circularam amplamente mostrando cédulas com a imagem do então primeiro-ministro George Papandreou. Os rumores foram em alguns momentos apontados como a causa das ondas de saque dos bancos de varejo da Grécia.
Um porta-voz do Banco da Grécia disse que a entidade não está buscando alternativas para ampliar sua capacidade de impressão. "Não houve nenhuma discussão sobre esse assunto", disse ele.
Alguns euros são atualmente produzidos fora da zona do euro. Na cidade de Gateshead, no norte da Inglaterra, por exemplo, uma gráfica da De La Rue PLC imprime cédulas para vários países da zona do euro, de acordo com pessoas próximas do assunto.
A planta de Gateshead também é uma opção de reserva para o Banco da Inglaterra, que tem um contrato próprio com a De La Rue, para imprimir libras, de acordo com um porta-voz do Banco da Inglaterra.
A situação preocupa algumas autoridades do Banco da Inglaterra, de acordo com pessoas a far do assunto. O temor é de que, se a zona do euro se desintegrar, o parque gráfico de Gateshead possa ser soterrado por pedidos de nações que faziam parte do euro, para a impressão de suas moedas, disse a pessoa.
Embora alguns países da zona do euro tenham suas próprias gráficas, "podem surgir outras oportunidades em decorrência de uma possível desintegração do euro, já que muitos países menores não têm capacidade própria de impressão", disse Tim Cobbold, diretor-presidente da De La Rue, num comunicado. Ele observou que normalmente são necessários cerca de seis meses para desenvolver uma moeda.
Na Suíça, que também não faz parte da zona do euro, o Banco Nacional da Suíça está considerando qual moeda ou cesta de moedas substituiria o euro como referência ou teto, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação.
Antes da criação do euro, o marco alemão era a principal referência para a Suíça — incluindo um período na década de 1970 quando o Banco Nacional da Suíça atrelou o franco ao marco para controlar a apreciação da moeda suíça. Hoje, assim como nos anos 70, a Alemanha é o maior parceiro comercial da Suíça, então, um novo marco alemão poderia em teoria substituir o euro, de acordo com a pessoa, embora o banco esteja considerando também outros cenários, como a formação de mais de um bloco cambial na Europa.
Autoridades do banco central da Bósnia e Herzegovina, cujo marco conversível é atualmente atrelado ao euro, poderiam adotar qualquer moeda forte que surja no caso da dissolução do euro, disse uma porta-voz. Antes de as autoridades na Bósnia terem atrelado a moeda ao euro, em 2002, eles a indexavam ao marco alemão.
A moeda da Letônia, o lat, também é indexada ao euro. O banco central não espera que o euro vá desaparecer, mas "pode-se esperar" que ele adote uma possível indexação a outra moeda entre as moedas de outros países europeus com "políticas fiscais prudentes" e com os quais a Letônia já tenha intensa relação comercial, disse um porta-voz do Latvijas Banka.



Obviamente é preciso ter muita cautela ao ler matérias desse tipo, mas palavras e expressões como "caos financeiro, confusão e dissolução", começam a se tornar cada vez mais comuns.

Há muita esperança no encontro da cúpula em Bruxelas esta semana. 

Continuo a dizer, "Assim fica difícil"

Moody's coloca oito bancos da Espanha em revisão: Banco Cooperativo; Banco de Sabadell; Bankia e sua holding Banco Financeiro y de Ahorro; Bankinter, CaixaBank e sua holding La Caixa; Confederación Española de Cajás de Ahorro (CECA); Caja Rural de Granada; Ibercaja Banco; e Lico Leasing. 
Ameaça de rebaixamentos na Europa faz bolsas asiáticas caírem. Os investidores estão assustados pela possibilidade de rebaixamentos em massa nos ratings soberanos da zona do euro. Ações de empresas de commodities foram fortemente afetadas.

Enquanto isso...

Os mercados acionários dos Estados Unidos abriram em alta, no aguardo da reunião do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juro do país.


Se Estados Unidos estão tentando obter um bom dia, a expectativa aqui também é boa, levando em consideração a altíssima correlação entre nossas bolsas. Se bem que notícias sobre previsão de menor demanda de petróleo em 2012 podem afetar empresas como Petrobras e OGX entre outras. Fiquemos atentos.









segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Assim fica difícil

As principais Bolsas europeias fecharam nesta segunda-feira com fortes baixas, em um mercado tenso com as ameaças das agências de classificação financeiras de reduzir a nota da Eurozona e das dúvidas sobre a eficácia das medidas adotadas na última reunião de cúpula europeia. Tais cenários são perfeitos combustíveis para alimentar ativos de segurança, e nessa o Dólar sobe mais de 1,8% e vale R$1,840. Na via das dúvidas, compra Dólar!

Bolsas na Ásia encerram a segunda-feira sem tendência definida

As medidas de austeridade fiscal para tentar tirar a região (zona do euro) da crise de dívida anunciadas na sexta-feira, parece ter dado momentânea tranquilidade aos investidores. Com os mercados fechando lateralmente, há fortes indícios de que tudo pode acontecer hoje!

Prévia da Segunda-feira

China fará parte do esforço internacional para ajudar a Europa, disse a vice-ministro de negócios estrangeiros, Fu Ying. "A China será parte do esforço internacional para ajudar a Europa", disse ela, descartando a ideia de que a China estava em uma posição confortável enquanto a Europa se debatia. "Nós fizemos muito, os europeus sabem disso".
Concordo em partes com ela, embora a China esteja ajudando, ela está sim numa posição confortável, há muito mercado interno.


O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble disse que acordos alcançados durante uma cúpula da UE nesta semana resolverão a crise de dívida da zona do euro.
Também não discordo dele, embora ache que tais declarações são muito mais para dar ânimo aos mercados do que verdades indiscutíveis. Bem, de qualquer modo, podemos esperar mercados positivos nesta segunda.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Inversamente Proporcionais

As principais bolsas europeias fecharam a sexta-feira com fortes altas, impulsionadas pelo acordo sobre o reforço da disciplina orçamentária na Eurozona:
FTSE100 de Londres, ganhou 0,83% fechando aos 5.529,21
CAC40 de Paris, ganhou 2,48% fechando aos 3.172,35
DAX de Frankfurt, ganhou 1,92% fechando aos 5.986,71
IBEX de Madri, ganhou 2,23% fechando aos 8.649,7
FTSEMib de Milão, ganhou 3,37% fechando aos 15.484

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, com dúvidas sobre se os líderes europeus poderão aprovar um plano convincente para combater a crise de dívida da zona do euro durante a cúpula de Bruxelas:
Seul baixa de 1,97%
Hong Kong, baixa de 2,73%
Taiwan, baixa de 1,28%
Xangai, baixa de 0,62%
Cingapura, baixa de 1,24%
Sidney, baixa de 1,81%

[...] diplomatas da União Europeia disseram que um novo fundo de resgate permanente não terá licença de banco, significando que ele não será capaz de tomar empréstimos junto ao Banco Central Europeu (BCE).

Com a mesma notícia, no mesmo dia a Europa sobe, animada pelas boas novas e a Ásia desaba, temendo que tais medidas não sejam suficientes para resgatar a economia.

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Ásia continua crescendo mesmo diante de turbulência europeia, suas economias impulsionam o crescimento mundial.

A grande diferença é a autonomia interna do mercado asiático, China, Japão, Índia, Hong Kong, entre outros, esses países fazem a diferença.

Segundo o Banco Asiático de Desenvolvimento, a melhor forma de a Ásia enfrentar a crise europeia é "incrementar o comércio interregional".

Vamos ficar de olho, nós já vivemos em uma guerra cambial, a diferença para uma guerra comercial é muito pouca.


A Ásia vai tentar o velho mundo até a hora que a paciência acabar!

Enquanto isso lá fora...

INTERNACIONAL:

Sarkozy diz que Reino Unido emperrou acordo: A UE não fechará acordo para mudança do tratado na zona do euro, o qual traria melhorias das políticas orçamentárias nacionais devido à oposição do Reino Unido [...] Ele enfatizou o anúncio do BCE, na quinta-feira, que disse que fornecerá empréstimos ilimitados aos bancos com pagamento em até 36 meses a juros baixos.
Moody's rebaixou hoje o rating dos bancos franceses BNP, Crédti Agricole e Société em um grau.
Zona do euro confirma regras fiscais mais rígidas.
Os países da zona do euro anteciparam em um ano, para o próximo mês de julho, o lançamento de um fundo de resgate permanente e concordaram, com outros Estados da União Europeia (UE), em considerar emprestar até 200 bilhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a fim de ajudar a combater a crise de dívida da zona do euro.
Exportações alemãs têm maior queda em 6 meses; superávit cai.


É, a coisa tá feia... Pelo menos lá fora a consciência é de que a crise é forte. Exportações caindo, demanda interna muito fraca, rebaixamento em ratings de diversos bancos e países, enormes receios quanto à rolagem de dívidas, etc. Todavia, há transparência ao lidar com a situação, o cenário apresentado é muito simples: "estamos quebrados, mas vamos melhorar!".

Alguém duvida?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Let It Be

Há luz no fim do túnel, diz Mantega sobre crise na Europa


Ministro elogiou medidas do Banco Central Europeu.




Como diria John Lennon, "A ignorância é uma benção".


De modo algum sou contra o ministro ou contra o próprio CMN, apenas estou tentando entender suas declarações, a Europa está desabando hoje justamente porque as medidas anunciadas pelo BCE não agradou o mercado lá, nossa bolsa também sentiu isso e opera em forte queda, os EUA também estão com perdas; todos os agentes estão investindo em ativos de segurança até essa insegurança terminar, e vem o ministro dizer que há luz no fim do túnel?!, até pode ser, mas não agora, mas vir também elogiar as medidas do BCE aí já é demais!!!!!!

O ministro da Fazenda citou como passos a serem tomados pela autoridade monetária europeia a necessidade de garantir a emissão de títulos dos países europeus. "Ainda não é ideal, tem que avancar a ponto de dizer que ele vai comprar bônus dos paises europeus... vai garantir que a rolagem dos bônus dos países europeus vai ser garantida pelo BCE," disse o ministro da Fazenda.

Se nem o BCE está querendo muito comprar esse bônus, quanto mais o mercado!

Mais do mesmo...

Bolsas europeias fecham em forte queda, decepcionadas com o BCE (As declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, indicando que a instituição não pretende ampliar o programa de compra de títulos de países europeus frustraram os agentes).

E se as bolsas lá fora fecharam em forte queda, o que se esperar daqui? ...

Com maior aversão a risco, Ibovespa perde 2,1% e dólar sobe 1,4%.
O nosso índice e o dólar são praticamente inversamente proporcionais, quando um sobe o outro desce. O problema ou melhor, um dos problemas da nossa economia é que ao menor sinal de problema e instabilidade, os investidores não pensam duas vezes, eles saem pesado para ativos de segurança como, Dólar, Títulos do Tesouro americano, Ouro, Franco.

- A Europa enfrenta uma 'situação de perigo extraordinária' e precisa ser moldada de novo, disse Sarkozy.
- No Brasil, o mercado acentuou as perdas. Pouco antes das 15h, o Ibovespa já recuava 2,08%, aos 57.442 pontos, devolvendo, desta forma, a alta acumulada até então na semana.-

O mercado até o final desse ano está totalmente precificado. Sem grande oscilações, operando lateralmente!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

US$ 1,62 bilhão deixam país em 3 dias e fluxo de novembro é negativo

Trata-se do segundo mês consecutivo com retirada de divisas do país, uma vez que, em outubro, US$ 134 milhões já haviam deixado a economia brasileira. A retirada de recursos da economia brasileira acontece em um momento de aumento das tensões nos mercados internacionais.

Por isso o BACEN insiste tanto no controle cambial, mantendo artificialmente o Dólar numa banda aceitável, de modo que haja equilíbrio e sustentabilidade para a economia brasileira. Dólar muito forte é ruim e muito fraco é ruim também, acredito que entre 1,4 e 1,7 sejam níveis interessantes de se trabalhar.

Mais um dia...

BRASIL:
Produção industrial cai em 7 de 14 locais em outubro, diz IBGE
Inflação no atacado sobe 4,69%
IGP-DI tem ligeira aceleração em novembro, a 0,43%
Vendas no varejo crescerão 5% em 2012, prevê Fecomercio
Pedidos de falência subiram 25% em novembro
Produção de veículos cresce 3,4% em novembro
Faturamento do varejo tem crescimento de 4% em 2011
Ontem o Ibovespa fechou com ganhos de 1,06%, a 59.536 pontos.

INTERNACIONAL:
As bolsas de valores asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, com esperança de que a ameaça de vários rebaixamentos de rating pressione os líderes europeus a apresentar uma resolução convincente para a crise de dívida durante a cúpula desta semana. Ou seja, se a Ásia com gigantes como China, Índia e Japão (os dois primeiros, membros do BRICS) ainda está cautelosa sobre a Europa, por que nós não estaríamos? Né Mantega?! Por que a Ásia operou em alta baseada nessa notícia e nós estamos em baixa?, bem, uma explicação seriam nossos ganhos significativos essa semana, o mercado tende a dar uma corrigida, sem contar que o Dólar vem ganhando peso, de manhã operava a R$1,801 na venda, isso também pressiona nosso mercado, uma vez que o capital estrangeiro aqui é muito forte. Um Dólar forte dá aos investidores mais opções de aplicações em outros mercados.

Tóquio fecha em alta, indice Nikkei 225 ganhou 147,01pontos, a 8.722,17 unidades.
Seul encerrou em alta de 0,87% aos 1.919 pontos.
Hong Kong avançou 1,58%, para 19.240 pontos.
Xangai ganhou 0,29%, para 2.332 pontos.
Cingapura subiu 1,21%, para 2.782 pontos.
Sydney subiu 0,72% para 4.202 pontos.

Tais altas são bons termômetros para o dia de hoje. Podemos esperar um mercado muito lateral. Todo nosso foco está em notícias vindas da Europa.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Insight I

Ontem o Ibovespa havia fechado em alta de quase 2%, com investidores esperançosos por um alívio da crise na zona do euro e depois de um pacote fiscal da Itália. O índice avançou exatos 1,77% a 58.910, o volume financeiro foi de 5,9bi (volume bastante significativo).

"Economia brasileira fica estável no 3º trimestre de 2011, mostra IBGE"


Será que isso desanimou um pouco o mercado?
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou mostrar otimismo nesta terça-feira com a economia brasileira, dizendo que a estagnação registrada no terceiro trimestre é passageira e que os últimos meses do ano mostrarão aceleração.

O que se poderia esperar do nosso Ministro da Fazenda, vocês acham que ele diria com todas as palavras que nossa economia ficará estagnada? Historicamente percebemos que um dos instrumentos de política monetária tem sido as declarações da trindade CMN, ministro da fazenda, ministro do planejamento e presidente do banco central. O mercado têm se mostrado muito sensível à suas declarações.
Agora, reparem que interessante:
O setor industrial tem forte peso na composição do PIB, "que" teve crescimento 0 no terceiro trimestre de 2011. Para Mantega, a indústria é um dos setores mais afetados pela crise internacional.
Ué, agora nem eu entendi, primeiro ele diz que os últimos meses do ano mostrarão aceleração, o famoso rali de fim de ano, e na mesma reportagem diz que a indústria é um dos setores mais afetados pela crise internacional. Mas a crise internacional está longe de terminar, ou pelo menos esse ano ela ainda continuará; com sinais de recuperação, "sim", mas uma fragilidade nunca vista antes.
Infelizmente não temos demanda interna suficiente para girarmos de modo sustentável nossa economia, precisamos exportar e muito! Ou seja, o mercado internacional ainda dita o ritmo por aqui!

Forte abraço!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Anda complicado visualizar o cenário todo?


http://thiagobizarri.blogspot.com/ mercado simples e objetivo!

Primeira de muitas...

A oscilação dos mercados globais faz com que nossa bolsa opere sem tendência muito definida. Nossos altos e baixos são apenas marolas de ondas internacionais. Por exemplo, estamos indo para uma terça-feira com o seguinte cenário:

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em alta de 0,28%, a 5.567 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 0,42%, para 6.106 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 subiu 1,15%, para 3.201 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib encerrou em alta de 2,91%, a 15.926 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou ganho de 1,72%, para 8.705 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve valorização de 1,83%, para 5.683 pontos.

Junte à isso um dólar fraco (embora tenha fechado em alta de 0,18% a 1,7917) e podemos ter certo panorama do que será o dia de amanhã. Se bem que mesmo nos atuais patamares, não acredito que o BACEN intervirá fortemente na moeda, desvalorizando a nossa e valorizando a deles, em virtude de um maior equilíbrio importação/exportação.

E ainda há quem diga que a flutuação aqui é livre rs... Vivemos em uma guerra cambial!