Até onde vai a crise?
Recentemente fui indagado sobre até onde irá a crise e até que ponto nosso mercado e nossa bolsa são afetados.Me perguntaram também: o que está realmente acontecendo?
O que está realmente acontecendo foi fácil de responder em algumas poucas palavras, "Medo em escala".
Irlanda até pouco tempo atrás, Espanha (terceira maior economia da "zona do euro", Itália, Portugal e por fim Grécia, todos quebrados, uns mais outros menos, daí é questão de ajustar opiniões à fatos.
A cada dia que passa vemos a Alemanha cada vez mais sozinha, tentando tocar o barco, impondo, debaixo do aval do FMI e da UE (que ela própria "preside") humilhantes exigências para que os países quebrados, nesse caso a Grécia, consigam ajuda. Tudo caminhava relativamente "bem", o antigo governo grego, já prevendo uma inevitável derrota nas eleições, demorou, mas aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo cedeu às exigências feitas pela UE, medida que o condenou, eles estavam entre a cruz e a espada, e o objetivo aqui não é dizer a ação tomada foi acertada ou não, o fato é que, a Grécia conseguiu a primeira parte da prometida ajuda, rolou sua dívida, repito, ROLOU sua dívida, em paralelo, os EUA mostravam a cada semana fortes dados econômicos, mostrando ao mercado que estavam se recuperando do nocaute de 2008.
Tanto que, nossa bolsa chegou aos 68.000 pontos em fevereiro, gingantes como Petrobrás, OGX, Vale do Rio Doce, Itaú, Bradesco, Gerdau, tiveram ganhos de até 20% em suas ações. O problema estava disfarçado, foi jogado para debaixo do tapete, mas...
A população grega, humilhada pela União Europeia e pelo FMI, manifestou sua indignação nas urnas e nas ruas... Pena que aqui nem na rua mais nós saímos mais, por muito menos Color foi crucificado e estamos prestes a ver vinte anos de PT no poder, bem mas não foco também.
Voltando ao assunto, o novo governo grego, num misto de coragem com marketing, está dizendo NÃO aos cortes orçamentários que o antigo governo deixou acontecer. Angela Merkel (Alemanha), já disse que, ou você está conosco ou contra nós, deixando bem claro que, ou a Grécia acata novamente ou pega suas trouxas e sai fora da "zona do euro". E aí é que está o problema, já me perguntaram, que tamanha importância pode ter a Grécia no cenário econômico global que afete tanto assim os mercados?
As vezes não é o conteúdo da mensagem em si, mas o que ele significa. Nesse caso, significará que a União Europeia (Euro), não é tão unida assim, está mais para anarquia do que democracia, aquela sensação de que tudo podemos em nós mesmos, cairá, ou melhor, já está caindo por terra, e novamente o fantasma do fim do euro assola os pesadelos dos até mais otimistas, hoje é a Grécia, depois quem sabe Portugal ou Itália... Atualmente, ninguém está montando grandes posições, nossa bolsa por exemplo, quando sobe, é meio porcento com baixo volume e cai dois com dez bilhões de volume.
Basta vermos o tamanho da valorização do dólar nas últimas semanas, saindo totalmente daquele range de oscilação "definido" pelo Banco Central. A recessão europeia tem imenso impacto em nossos mercados, não temos mais aquele colchão de segurança, basta vermos também como nosso índice Ibovespa está descolado do Dow Jones, nosso maior cliente, a China está desacelerando fortemente, impactada pela falta de demanda na Europa, ou seja, Petrobrás e Vale está num mato sem coelho, aliás, está ficando até mato.
Para esse ano não acredito mais nos setenta mil pontos do índice, aliás, está começando a ficar difícil de acreditar até nos sessenta e cinco mil, e enquanto não houver luz no fim do chique túnel europeu, as coisas por aqui não irão melhorar, vimos nas últimas semanas bons dados da economia norte-americana que não têm sido suficientes para animar nossa bolsa, ou seja, nosso foco é Europa / Ásia.
Deus salve a rainha, ops, eles não estão na "zona", e agora?...
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