Bem, vou começar por algo que já havia dito:
"O modo mais rápido e menos oneroso de se recuperar a economia de um país é recuperando seu sistema bancário". Thiago Bizarri.
O dia ontem até que foi interessante, claro que temos que desconsiderar os esforços do Banco Central para segurar a PTAX em R$ 1,7, entretanto, as expectativas eram boas, a provável injeção de liquidez do BCE no sistema financeiro da zona do euro era uma pequena luz no fim do túnel, - não porque essa soma em dinheiro ajudaria a recuperação econômica europeia, até porque, se o problema da Europa fosse apenas dinheiro, acredito que a crise já haveria terminado - finalmente eles ensinariam o país a pescar!
O BCE injetou 530 bilhões de euros no sistema financeiro da zona do euro nesta quarta-feira (29) para combater a crise da dívida regional, possibilitando aos bancos tomar empréstimos de dinheiro barato, de três anos, o quanto quiserem.
Resumindo, o BCE está injetando liquidez nos bancos, seria como se o nosso BC diminuísse consideravelmente os depósitos compulsórios, dando maior autonomia para os bancos, possibilitando às empresas terem credito mais fácil e com juros menores, gerando por consequência mais emprego, fazendo girar a demanda interna, o país sai da recessão, a inflação tende a aumentar também, mas ela vem agregada de uma série de indicadores positivos, dentre eles, a diminuição dos pedidos de auxílio desemprego.
O revés por enquanto, é mesmo a PTAX! Com o apetite por risco aumentando, todos terão que se virar para segurar o Dólar. Ainda acredito que ele chegue a R$ 1,5.
Vamos aguardar...
Total de visualizações de página
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Agenda do Investidor para essa quarta-feira
No mercado nacional a FGV divulga a Sondagem da Indústria que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. O Banco Central publica a Nota de Política Fiscal com os dados sobre o montante e composição da dívida pública federal. Nos EUA o Departamento do Comércio divulga a preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) do 4o. trimestre. O Departamento de Energia divulga os Estoques de Petróleo com base semanal. Para fechar o dia o banco central norte-americano publica o Livro Bege, relatório divulgado oito vezes por ano que reúne informações junto a economistas e analistas financeiros a respeito da situação econômica dos Estados Unidos.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
PTAX
Que foi que eu disse? Que foi que eu disse?
Eu disse algumas semanas atrás que do jeito que a coisa estava andando, nada impediria o Dólar de cair para 1,6 ou 1,5. Na época, muitos analistas diziam ser impossível tal cenário acontecer, que o Dólar havia galgado patamares sólidos e intransponíveis. Tudo besteira!
Há algum tempo venho dizendo, o Dólar se alimenta do medo e da insegurança interncional dos mercados. A melhora, principalmente da economia norte-americana, já faz com que a moeda se incline para baixo. Os diversos analistas precisam voltar para o "b-a-ba" da economia interncional. Em relação ao Dólar, esqueça a análise técnica, é tudo uma questão de conjuntura econômica.
Hoje, por exemplo, com a Ásia e a Europa fechando em alta, na esperança por uma segunda injeção de liquidez do BCE, o que o nosso Banco Central esperava? Conter a queda do Dólar? Conseguir ir contra a tendência do mercado? Sozinho? ... Esquece, medidas pontuais são ineficazes contra a tendência global.
Nosso BC precisa criar entraves contra a entrada de capital especulativo, senão não tem jeito, o investidor entra comprando Real adoidado e na mesma velocidade vende tudo também!
O BC pode até maquiar bem as coisas, mas na verdade, estamos "À Deriva"!
BC atua pelo 5° dia, mas dólar cai abaixo de R$1,70. A taxa de câmbio caiu 0,39%, para R$ 1,6988 na venda.
Eu disse algumas semanas atrás que do jeito que a coisa estava andando, nada impediria o Dólar de cair para 1,6 ou 1,5. Na época, muitos analistas diziam ser impossível tal cenário acontecer, que o Dólar havia galgado patamares sólidos e intransponíveis. Tudo besteira!
Há algum tempo venho dizendo, o Dólar se alimenta do medo e da insegurança interncional dos mercados. A melhora, principalmente da economia norte-americana, já faz com que a moeda se incline para baixo. Os diversos analistas precisam voltar para o "b-a-ba" da economia interncional. Em relação ao Dólar, esqueça a análise técnica, é tudo uma questão de conjuntura econômica.
Hoje, por exemplo, com a Ásia e a Europa fechando em alta, na esperança por uma segunda injeção de liquidez do BCE, o que o nosso Banco Central esperava? Conter a queda do Dólar? Conseguir ir contra a tendência do mercado? Sozinho? ... Esquece, medidas pontuais são ineficazes contra a tendência global.
Nosso BC precisa criar entraves contra a entrada de capital especulativo, senão não tem jeito, o investidor entra comprando Real adoidado e na mesma velocidade vende tudo também!
O BC pode até maquiar bem as coisas, mas na verdade, estamos "À Deriva"!
Agenda do Investidor para essa terça-feira
No Brasil o Banco Central publica a Nota de Política Monetária com os dados sobre a evolução dos agregados monetários (papel moeda, depósitos, câmbio entre outros) e operações de crédito do sistema financeiro. Nos EUA a S&P divulga o Índice de Preços de Moradias S&P/Case-Shiller referente ao mercado imobiliário residencial norte-americano. Os Pedidos de Bens Duráveis serão divulgados pelo Departamento do Comércio, indicando o nível de atividade da indústria norte-americana. A Conference Board divulga a Confiança do Consumidor, índice que mede, por meio de entrevistas, a situação econômica atual e expectativa para o futuro próximo.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Sobe e desce
Que dia complicado hoje, muito sobe e desce, principalmente do humor dos investidores. O temor sobre o crescimento mundial e os preços do petróleo deram o tom desta segunda-feira, em alta mesmo, só os EUA.
Nosso BC que o diga, lutando mais uma vez para manter a PTAX no seu devido lugar. Mesmo assim, a moeda norte-americana terminou com variação negativa de 0,06%, a 1,7054 real na venda.
O problema do nosso BC é que a melhora da economia norte-americana aliada à melhora da nossa própria economia, cria um ambiente perfeito para a queda do Dólar, contrastando com a valorização do Real. O crescimento e a retração da economia vive uma relação de amor e ódio. Já disse isso uma vez, não é negócio para ninguém apenas dias bons, os bancos centrais do mundo não teriam ferramentas suficientes para lutar contra o próprio mercado afim de estabelecer um certo equilíbrio cambial.
Mas fiquem tranquilos, pois é impossível o mundo viver em constante crescimento, a própria guerra cambial e consequentemente comercial que aconteceria em razão disso, dariam fim aos dias áureos!
Alguns analistas atribuíram o movimento do Dólar nesta segunda-feira à melhora na percepção de risco no exterior, mas se isso fosse inteiramente verdade, veríamos as bolsas europeias fechando em alta, e não foi exatamente isso que aconteceu lá fora. A queda do Dólar, significando a melhora no apetite por risco dos investidores, se deveu, na minha opinião, aos novos dados e indicadores, sugerindo recuperação também no mercado imobiliário norte-americano.
Nosso BC que o diga, lutando mais uma vez para manter a PTAX no seu devido lugar. Mesmo assim, a moeda norte-americana terminou com variação negativa de 0,06%, a 1,7054 real na venda.
O problema do nosso BC é que a melhora da economia norte-americana aliada à melhora da nossa própria economia, cria um ambiente perfeito para a queda do Dólar, contrastando com a valorização do Real. O crescimento e a retração da economia vive uma relação de amor e ódio. Já disse isso uma vez, não é negócio para ninguém apenas dias bons, os bancos centrais do mundo não teriam ferramentas suficientes para lutar contra o próprio mercado afim de estabelecer um certo equilíbrio cambial.
Mas fiquem tranquilos, pois é impossível o mundo viver em constante crescimento, a própria guerra cambial e consequentemente comercial que aconteceria em razão disso, dariam fim aos dias áureos!
Alguns analistas atribuíram o movimento do Dólar nesta segunda-feira à melhora na percepção de risco no exterior, mas se isso fosse inteiramente verdade, veríamos as bolsas europeias fechando em alta, e não foi exatamente isso que aconteceu lá fora. A queda do Dólar, significando a melhora no apetite por risco dos investidores, se deveu, na minha opinião, aos novos dados e indicadores, sugerindo recuperação também no mercado imobiliário norte-americano.
Bolsas asiáticas caem diante de alto preço do petróleo
Preços ficaram próximos do maior nível em 10 meses nesta segunda (27).
Índice de Seul encerrou em baixa de 1,42%.
"Um aumento no preço do petróleo puxa a economia para baixo e pesa no crescimento ao redor do mundo", disse o diretor-gerente da divisão de energia da Sumitomo Corp's, Bob Takai.
"O aumento do petróleo terá um impacto global - e será negativo - e não ficará limitado ao Oriente Médio, embora a questão europeia aparente estar contida na região", disse.
Índice de Seul encerrou em baixa de 1,42%.
"Um aumento no preço do petróleo puxa a economia para baixo e pesa no crescimento ao redor do mundo", disse o diretor-gerente da divisão de energia da Sumitomo Corp's, Bob Takai.
"O aumento do petróleo terá um impacto global - e será negativo - e não ficará limitado ao Oriente Médio, embora a questão europeia aparente estar contida na região", disse.
Sanções ao Irã, problemas para o Irã.
Sanções ao Petróleo, problemas para o mundo!
Sanções ao Petróleo, problemas para o mundo!
Agenda do Investidor para essa segunda-feira
Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M, índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. O Banco Central publica a Nota de Mercado Aberto com as informações sobre as operações com títulos públicos federais. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio publica as Vendas Pendentes de Imóveis.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Analistas debatem o futuro dos Brics
Enviado por Míriam Leitão
Há dez anos, o economista Jim O´Neill, do Goldman Sachs, criou uma sigla, Bric, que depois virou Brics, para nomear os países que tinham mais chances de crescer: Brasil, Rússia, Índia e China. Depois, entrou também a África do Sul.
A ideia pegou, e os países passaram a fazer até reunião de cúpula. Recentemente, o pai dos Brics disse que teve dúvidas em relação ao Brasil, mas decidiu incluí-lo porque o país tinha vencido a inflação com o plano Real.
E daqui para a frente o que vai acontecer com esses países? O que realmente os une?
No programa Espaço Aberto, da Globonews, eu conversei sobre o futuro dos Brics com o economista indiano Rakesh Vaidyanathan, do Brics Institute, e com João Pontes Nogueira, do Centro de Estudos Brics, da PUC-Rio. E eles deram dados importantes e avaliações preciosas sobre os desafios de alguns Brics. Em dez anos, o comércio entre eles cresceu 150%.
A ideia pegou, e os países passaram a fazer até reunião de cúpula. Recentemente, o pai dos Brics disse que teve dúvidas em relação ao Brasil, mas decidiu incluí-lo porque o país tinha vencido a inflação com o plano Real.
E daqui para a frente o que vai acontecer com esses países? O que realmente os une?
No programa Espaço Aberto, da Globonews, eu conversei sobre o futuro dos Brics com o economista indiano Rakesh Vaidyanathan, do Brics Institute, e com João Pontes Nogueira, do Centro de Estudos Brics, da PUC-Rio. E eles deram dados importantes e avaliações preciosas sobre os desafios de alguns Brics. Em dez anos, o comércio entre eles cresceu 150%.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Agenda do Investidor para essa sexta-feira
No Brasil sai a Sondagem de Expectativas do Consumidor pela Fundação Getulio Vargas, índice que mede através de questionários a famílias as principais capitais do Brasil sobre situação econômica do país e da família, orçamento doméstico, grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor. A Universidade de Michigan/Reuters apresenta a Confiança do Consumidor, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral. O Departamento do Comércio divulga o número das Vendas de Imóveis Novos.
BC se vira nos trinta
Dólar a R$ 1,711
Fica muito claro que o BC não irá medir esforços para segurar o Dólar nesse patamar, senão fosse assim, acredito que já estaríamos a R$ 1,690. Entretanto, com a estabilidade e o progresso da economia norte-americana, ficará cada vez mais difícil segurar sua moeda onde queremos.
Os EUA estão começando a mostrar novamente uma autonomia descolada do cenário externo, as bolsas europeias e asiáticas fecharam em queda seguindo mais ou menos o mesmo foco, a previsão de baixo crescimento na Europa, nós também ensaiamos o mesmo, entretanto, o Dow Jones começa a beirar máximas de quatro anos.
Se o foco de ontem ainda vale para hoje (e acredito que vale), teremos mais do mesmo!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Agenda do Investidor para essa quinta-feira
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). O Banco Central divulga os números mensais sobre o balanço de pagamentos, reservas internacionais e dívida externa através da Nota de Setor Externo. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Desmanchar
Paul Wallace
... seria muito difícil para a Zona do Euro
A crise de dívida da região do euro, que começou como um pequeno problema local na Grécia no início de 2010, será uma questão existencial em 2012. Uma abordagem de empurrar com a barriga deve prevalecer (por pouco). Políticos europeus procrastinadores podem não fazer o suficiente para manter a moeda única intacta. Mas o Banco Central Europeu (BCE), soba nova liderança de Maria Draghi, da Itália, pode agir rapidamente e com poder de fogo massivo, criando dinheiro, caso a alternativa seja o desmanche da Zona do Euro.
Mas, se empurrar com a barriga é o resultado mais provável, o risco de desmanche é incomodamente alto. A sobrevivência da moeda única na sua condição atual não é mais uma certeza. A região do euro pode fragmentar-se. Em tese, isso poderia acontecer de dois modos: um êxodo liderado pela Alemanha dos países nórdicos de crédito bom ou a saída forçada das nações insolventes, Grécia à frente. Mas, na prática, só uma dessas opções é plausível. A Alemanha não vai destruir o euro e assim ameaçar a própria União Europeia. O desmanche, caso aconteça, terá início com a saída da Grécia.
Pobre, pobre Grécia
As políticas de austeridade gregas podem ser o fator determinante. O tumulto que emana de Atenas nos dias depois do pacote de resgate criado na cúpula europeia, em outubro, demonstrou isso dramaticamente. Suponha que o pacote seja implementado. E suponha que a perda de 50% sobre o valor de face dos títulos em mãos de credores privados impeça o crescimento da já esmagadora dívida (ela iria saltar de 162% do PIB em 2011 para 183% em 2012): vai demorar até 2020 para cair até 120%, um nível ainda opressivo. Os gregos vão enfrentar um ano com dificuldades desesperadoras, com a economia que continua a encolher depois de três anos de recessão que, cumulativamente, contraíram o PIB em 12%. E o esforço para tornar-se competitiva o suficiente para poder lidar com os rigores da moeda única continua gigantesco, já que custos internos precisam cair perto de 25%.
Na medida em que se intensificam as dificuldades e os distúrbios sociais, um surto de nacionalismo grego indignado pode disparar um calote ainda mais amplo e uma saída de cena. Defensores de uma saída grega da região do euro apontam para o exemplo argentino depois que o experimento de uma década de dolarização da economia terminou em um enorme calote e depreciação em 2001 e 2002. Depois de mais queda, a economia da Argentina cresceu 9% em 003 e continuou expandindo ao redor dessa taxa até ser atingida pela crise financeira de 2008 e 2009.
Porém, os danos de curto prazo que a Grécia pode sofrer seriam maiores e o país não se beneficiaria do boom de commodities que ajudou a Argentina. Qualquer indicação de saída da moeda única, onde empréstimos internos e depósitos seriam convertidos em novos dracmas, transformaria a retirada lenta de depósitos (que caiu 10% na primeira metade de 2011) em uma corrida generalizada aos bancos, derrubando o sistema financeiro grego. Dívidas a credores estrangeiros disparariam, enquanto o dracma se desvalorizaria em relação ao euro. O governo poderia se salvar ao redenominar seus títulos em dracmas, mas empresas com dívidas em euros sob contratos regidos por legislação estrangeira continuariam encrencadas, o que as levaria ao calote ou à falência.
Pior, a Grécia pode se ver excluída da UE também. A adoção do euro era para ser irrevogável, um "Hotel Califórnia" onde ninguém pode ir embora. Uma vez que os tratados europeus não estabeleceram termos pelos quais um país pode deixar a moeda, alguns advogados insistem que tal saída implica retirar-se da UE também. Embora a política possa se sobrepor a tais legalidades, uma saída mal-humorada prejudicaria um acordo amigável. A Grécia poderia perder não só os valiosos fundos de apoio regional do orçamento da UE: e o acesso ao mercado único europeu, eliminando a vantagem do desvalorizado novo dracma.
E isso é só o que a Grécia enfrentaria. O perigo maior em 2012 é que a saída grega pode precipitar estresses insuportáveis pela região do euro como um todo. Depositantes em outras economias vulneráveis podem ficar com medo e sacar os seus recursos desses sistemas financeiros. Pode ser algo administrável caso se restrinja à Irlanda e Portugal, duas outras economias pequenas e salvas pelo BCE. Mas seria demais se as corridas bancárias se alastrassem para a Itália e a Espanha. Os bancos franceses também poderia se ver sob ameaça. Em princípio, o BCE poderia combater tais corridas com injeções massivas de liquidez. Mas uma ação dessas seria controversa e sua determinação poderia ser enfraquecida pelo medo dos grandes prejuízos que o banco poderia incorrer.
Preocupações om calotes, falências bancárias e colapso econômico decorrentes de um desmanche - sem falar no golpe devastador na noção europeia de "união cada vez mais estreita" - são as razões mais fortes para se esperar que os líderes europeus eventualmente elaborem uma saída para a crise. Porém, acidentes acontecem. E a incerteza vai prejudicar a economia da região do euro, mesmo que funcione a estratégia de empurrar com a barriga.
... seria muito difícil para a Zona do Euro
A crise de dívida da região do euro, que começou como um pequeno problema local na Grécia no início de 2010, será uma questão existencial em 2012. Uma abordagem de empurrar com a barriga deve prevalecer (por pouco). Políticos europeus procrastinadores podem não fazer o suficiente para manter a moeda única intacta. Mas o Banco Central Europeu (BCE), soba nova liderança de Maria Draghi, da Itália, pode agir rapidamente e com poder de fogo massivo, criando dinheiro, caso a alternativa seja o desmanche da Zona do Euro.
Mas, se empurrar com a barriga é o resultado mais provável, o risco de desmanche é incomodamente alto. A sobrevivência da moeda única na sua condição atual não é mais uma certeza. A região do euro pode fragmentar-se. Em tese, isso poderia acontecer de dois modos: um êxodo liderado pela Alemanha dos países nórdicos de crédito bom ou a saída forçada das nações insolventes, Grécia à frente. Mas, na prática, só uma dessas opções é plausível. A Alemanha não vai destruir o euro e assim ameaçar a própria União Europeia. O desmanche, caso aconteça, terá início com a saída da Grécia.
Pobre, pobre Grécia
As políticas de austeridade gregas podem ser o fator determinante. O tumulto que emana de Atenas nos dias depois do pacote de resgate criado na cúpula europeia, em outubro, demonstrou isso dramaticamente. Suponha que o pacote seja implementado. E suponha que a perda de 50% sobre o valor de face dos títulos em mãos de credores privados impeça o crescimento da já esmagadora dívida (ela iria saltar de 162% do PIB em 2011 para 183% em 2012): vai demorar até 2020 para cair até 120%, um nível ainda opressivo. Os gregos vão enfrentar um ano com dificuldades desesperadoras, com a economia que continua a encolher depois de três anos de recessão que, cumulativamente, contraíram o PIB em 12%. E o esforço para tornar-se competitiva o suficiente para poder lidar com os rigores da moeda única continua gigantesco, já que custos internos precisam cair perto de 25%.
Na medida em que se intensificam as dificuldades e os distúrbios sociais, um surto de nacionalismo grego indignado pode disparar um calote ainda mais amplo e uma saída de cena. Defensores de uma saída grega da região do euro apontam para o exemplo argentino depois que o experimento de uma década de dolarização da economia terminou em um enorme calote e depreciação em 2001 e 2002. Depois de mais queda, a economia da Argentina cresceu 9% em 003 e continuou expandindo ao redor dessa taxa até ser atingida pela crise financeira de 2008 e 2009.
Porém, os danos de curto prazo que a Grécia pode sofrer seriam maiores e o país não se beneficiaria do boom de commodities que ajudou a Argentina. Qualquer indicação de saída da moeda única, onde empréstimos internos e depósitos seriam convertidos em novos dracmas, transformaria a retirada lenta de depósitos (que caiu 10% na primeira metade de 2011) em uma corrida generalizada aos bancos, derrubando o sistema financeiro grego. Dívidas a credores estrangeiros disparariam, enquanto o dracma se desvalorizaria em relação ao euro. O governo poderia se salvar ao redenominar seus títulos em dracmas, mas empresas com dívidas em euros sob contratos regidos por legislação estrangeira continuariam encrencadas, o que as levaria ao calote ou à falência.
Pior, a Grécia pode se ver excluída da UE também. A adoção do euro era para ser irrevogável, um "Hotel Califórnia" onde ninguém pode ir embora. Uma vez que os tratados europeus não estabeleceram termos pelos quais um país pode deixar a moeda, alguns advogados insistem que tal saída implica retirar-se da UE também. Embora a política possa se sobrepor a tais legalidades, uma saída mal-humorada prejudicaria um acordo amigável. A Grécia poderia perder não só os valiosos fundos de apoio regional do orçamento da UE: e o acesso ao mercado único europeu, eliminando a vantagem do desvalorizado novo dracma.
E isso é só o que a Grécia enfrentaria. O perigo maior em 2012 é que a saída grega pode precipitar estresses insuportáveis pela região do euro como um todo. Depositantes em outras economias vulneráveis podem ficar com medo e sacar os seus recursos desses sistemas financeiros. Pode ser algo administrável caso se restrinja à Irlanda e Portugal, duas outras economias pequenas e salvas pelo BCE. Mas seria demais se as corridas bancárias se alastrassem para a Itália e a Espanha. Os bancos franceses também poderia se ver sob ameaça. Em princípio, o BCE poderia combater tais corridas com injeções massivas de liquidez. Mas uma ação dessas seria controversa e sua determinação poderia ser enfraquecida pelo medo dos grandes prejuízos que o banco poderia incorrer.
Preocupações om calotes, falências bancárias e colapso econômico decorrentes de um desmanche - sem falar no golpe devastador na noção europeia de "união cada vez mais estreita" - são as razões mais fortes para se esperar que os líderes europeus eventualmente elaborem uma saída para a crise. Porém, acidentes acontecem. E a incerteza vai prejudicar a economia da região do euro, mesmo que funcione a estratégia de empurrar com a barriga.
Agenda do Investidor para essa quarta-feira
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M, índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O IBGE divulga o IPCA-15 que identifica as variações nos gastos das famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos nas principais regiões metropolitanas brasileiras. O IBGE também divulga a Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário com dados relativos ao comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais, abrangendo todo o Brasil. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga Índice de Preços ao Consumidor. A Conference Board divulga o Índice dos Principais Indicadores, que busca traçar o rumo da economia norte-americana para os próximos seis meses.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Às vezes a viagem é melhor do que a chegada ao destino
Existe a preocupação (eu digo que existe a certeza) de que em algum momento no futuro a Grécia será forçada a pedir mais dinheiro ou dar um calote, disse Peter Dixon, estrategista do Commerzbank em Londres.
Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 13,36 pontos, ou 0,08%, para 16.710,86 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, recuou 51,00 pontos, ou 0,58%, para 8.767,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 39,60 pontos, ou 0,70%, para 5.601,69 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, recuou 28,62 pontos, ou 3,47%, para 797,13 pontos. As informações são da Dow Jones.
Nos EUA as bolsas fecham estáveis, acredito que isso se deva muito mais à sua própria sinergia do que à Europa no momento.
O resgate já estava precificado há semanas, mas talvez a monotonia de se fazer apenas o acordado tenha sido muito pouco.
Detalhe importantíssimo:
"A Grécia não corresponde a uma grande parcela da economia europeia, então não conduz sozinha a dinâmica da região, mas o que acontecer por lá terá efeitos simbólicos para Espanha, Itália e Portugal, oferecerá um mapa para como as coisas podem ser resolvidas", disse Jason Pride, diretor de estratégia de investimentos da Glenmede.
Resumindo: qualquer país da zona do euro, dadas certas condições, pode ter até 53,5% de desconto em sua dívida pública, mas só nesse final de semana! "Zona" do euro, dedicação total a você!
Rapidinha
O ministro das Finanças francês, Francois Baroin disse que a Grécia será monitorada na implementação das reformas associadas ao resgate de 130 bilhões. Afirmou, porém, que o governo grego não será, de modo algum, colocado sob tutela ou "administração especial". "Tutela não faz parte do nosso vocabulário", disse o ministro francês, após a reunião com seus pares, que durou quase 13 horas.
Francois Baroin: Tutela não faz parte do nosso vocabulário!
Repórter: E submissão, chantagem, extorsão, coação...?
Francois Baroin: Próxima pergunta...
Francois Baroin: Tutela não faz parte do nosso vocabulário!
Repórter: E submissão, chantagem, extorsão, coação...?
Francois Baroin: Próxima pergunta...
Grécia, Grécia e mais Grécia
O tema Grécia estampa praticamente todos os sites de notícias econômicas. O assunto que parecia ter chegado a exaustão semana passada, com o possível "final feliz", ganha novo fôlego e inúmeros analistas e economistas entram nos palpites sobre o futuro grego e europeu.
Comecemos pelos principais mercados e bolsas:
O acordo de autoridades europeias para o segundo pacote de socorro à Grécia foi recebido sem muito entusiasmo nas principais bolsas da Ásia nesta terça-feira, diante de temores de que seja apenas um remédio de curto prazo para o problemático país da União Europeia. A reação dos mercados de ações e de commodities à aprovação do resgate de 130 bilhões de euros para a Grécia, com condições estritas, foi mista. O acordo vai permitir a Atenas lançar um swap de bônus com investidores privados para ajudar a reduzir e reestruturar as dívidas, mas analistas alertaram que o acordo pode apenas postergar um default em alguns poucos meses.
O índice da Bolsa de Seul encerrou com oscilação negativa de 0,03 por cento e o de Taiwan caiu 0,42 por cento. Na China, o índice referencial de Xangai subiu 0,75 por cento. Em Hong Kong, o principal índice subiu 0,25 por cento. Nos dois casos, os mercados foram impulsionados pelo desempenho de ações do setor financeiro.
O FTSE 100 de Londres ganhou 0,68%, a 5.945,25 pontos.
Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX 30 terminou também com ganhos (+1,37%), a 6.948,25 unidades.
Em Paris, o índice CAC 40 avançou 0,96%, a 3.472,54 unidades.
Em Madri, o índice IBEX 35 teve alta de 1,86%, a 8.818,10 pontos.
Comecemos pelos principais mercados e bolsas:
O acordo de autoridades europeias para o segundo pacote de socorro à Grécia foi recebido sem muito entusiasmo nas principais bolsas da Ásia nesta terça-feira, diante de temores de que seja apenas um remédio de curto prazo para o problemático país da União Europeia. A reação dos mercados de ações e de commodities à aprovação do resgate de 130 bilhões de euros para a Grécia, com condições estritas, foi mista. O acordo vai permitir a Atenas lançar um swap de bônus com investidores privados para ajudar a reduzir e reestruturar as dívidas, mas analistas alertaram que o acordo pode apenas postergar um default em alguns poucos meses.
Ou seja, ninguém mais está comprando Grécia, já é carta marcada! O melhor remédio será o próprio tempo. O tempo vai provar ou não, se os resgates foram suficientes, se o governo grego e a UE e o FMI agiram corretamente. A questão é que um país altamente endividado não tem tempo a perder.
O índice da Bolsa de Seul encerrou com oscilação negativa de 0,03 por cento e o de Taiwan caiu 0,42 por cento. Na China, o índice referencial de Xangai subiu 0,75 por cento. Em Hong Kong, o principal índice subiu 0,25 por cento. Nos dois casos, os mercados foram impulsionados pelo desempenho de ações do setor financeiro.
Pelo menos as bolsas europeias estão otimistas em relação à elas mesmas. Fecharam em alta diante da expectativa de ajuda à Grécia.
O FTSE 100 de Londres ganhou 0,68%, a 5.945,25 pontos.
Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX 30 terminou também com ganhos (+1,37%), a 6.948,25 unidades.
Em Paris, o índice CAC 40 avançou 0,96%, a 3.472,54 unidades.
Em Madri, o índice IBEX 35 teve alta de 1,86%, a 8.818,10 pontos.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Ainda Grécia
A Grécia ainda continua na mira dos investidores, tanto as bolsas asiáticas quanto as europeias fecharam em alta nessa sexta-feira, alimentadas principalmente pela expectativa de um acordo de resgate para a Grécia.
Em LONDRES, o índice Financial Times subiu 0,33 por cento, a 5.905 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 1,42 por cento, para 6.848 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 teve alta de 1,37 por cento, a 3.439 pontos.
O mercado avançou 1,01% em Hong Kong, e a bolsa de Taiwan ganhou 0,31%, enquanto o índice referencial de Xangai ficou quase estável, em ligeira alta de 0,01%. Cingapura subiu 0,79%, e Sydney fechou com valorização de 0,34%.
.
.
.
Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 1,42 por cento, para 6.848 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 teve alta de 1,37 por cento, a 3.439 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib registrou acréscimo de 1,08 por cento, para 16.547 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 apurou ganho de 1,16 por cento, a 8.657 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 fechou em alta de 0,2 por cento, para 5.616 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 apurou ganho de 1,16 por cento, a 8.657 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 fechou em alta de 0,2 por cento, para 5.616 pontos.
Com o provável desfecho na Grécia e a definitiva retomada da economia norte-americana (um termômetro da atividade econômica futura dos EUA, divulgado também nesta sexta-feira, atingiu o maior nível em três anos e meio no mês passado), o otimismo definitivamente voltou aos mercados. Irá durar muito pouco é verdade, afinal o clima na Grécia não anda dos mais hostis, principalmente com a população vendo o atual governo abrir as pernas para a UE e o FMI, comenta-se que seria melhor declarar moratória e sair da "zona" do euro, começo a pensar isso também. Portugal é o próximo na mira, em situação igual ou até pior que a da Grécia.
Enfim, mas o dia hoje foi de mercados em alta e Dólar em baixa. Ainda aposto em patamares de R$1,6 e R$1,5 para o Dólar. Muitos analistas disseram no começo do ano que seria impossível, veremos!
Agenda do Investidor para essa sexta-feira
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M, índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O IBGE divulga o IPCA-15 que identifica as variações nos gastos das famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos nas principais regiões metropolitanas brasileiras. O IBGE também divulga a Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário com dados relativos ao comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais, abrangendo todo o Brasil. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga Índice de Preços ao Consumidor. A Conference Board divulga o Índice dos Principais Indicadores, que busca traçar o rumo da economia norte-americana para os próximos seis meses.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
EUA
A pressão era grande, o mercado estava pesado pela ameaça de rebaixamento de bancos europeus pela Moody's e pela possibilidade de não liberarem financiamento para a Grécia até as eleições de abril. Entretanto, os EUA, bem ... são os EUA.
A maior economia do mundo pediu passagem e não tomou conhecimento do cenário externo, seus dados de auxílio desemprego vieram bons e impulsionaram os mercados. Ibovespa avançou 1,18% e fechou aos 66.141 pontos, vamos lá, rumo aos 70.000! Dow Jones subiu 0,96% e avançou 1,10%. Dólar obviamente fechando em baixa de 0,17%.
Seria tão bom se a Ásia fizesse o mesmo e fosse um pouco mais descolada! Eles tem demanda interna de sobra para conseguir uma autonomia impar numa economia tão globalizada.
A maior economia do mundo pediu passagem e não tomou conhecimento do cenário externo, seus dados de auxílio desemprego vieram bons e impulsionaram os mercados. Ibovespa avançou 1,18% e fechou aos 66.141 pontos, vamos lá, rumo aos 70.000! Dow Jones subiu 0,96% e avançou 1,10%. Dólar obviamente fechando em baixa de 0,17%.
Seria tão bom se a Ásia fizesse o mesmo e fosse um pouco mais descolada! Eles tem demanda interna de sobra para conseguir uma autonomia impar numa economia tão globalizada.
Agenda do Investidor para essa quinta-feira
Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). O Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal e o Índice de Preços ao Produtor. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os indicadores sobre o mercado imobiliário, Alvarás para Construção e Construções Iniciadas de Imóveis, que ajudam a medir o nível de atividade econômica dos EUA.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Carta na mesa ("zona" do euro)
Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel
A Grécia já passou do ponto de ser salva. Os credores foram longe demais; o país, também. Nem o remédio que os credores prescrevem é viável, nem os gregos estão dispostos a usá-lo. O país está há três anos em recessão, a apenas dois meses de uma eleição geral e com as ruas em chamas. Desse jeito, a Grécia caminha para uma moratória descontrolada. A Europa pressiona os gregos e já se preocupa com Portugal.
No domingo, com o povo enfrentando a polícia, o governo em crise pela demissão de seis ministros, com 40 deputados da coalizão votando contra, o parlamento aprovou as novas medidas de austeridade. Mesmo assim, ontem, a Zona do Euro começou a emitir sinais de que isso não era suficiente.
A troika — FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia — quer uma carta aos gregos em que todos os partidos afirmem que cumprirão o que foi aprovado no domingo pelo parlamento. Muitos economistas europeus têm dito que é melhor deixar a Grécia à própria sorte e tentar fazer um cordão de isolamento para salvar o segundo da fila, que é Portugal.
A Grécia caminha para um cenário argentino. Nosso vizinho, como se lembram, na virada de 2001 para 2002 viveu um colapso político, seguido de uma mudança drástica na política de câmbio fixo. Com a explosão da dívida externa e nenhuma ajuda, a Argentina decretou uma moratória e impôs aos credores uma perda de mais de 70%. Depois, conseguiu se recuperar e crescer.
Não foi fácil para os argentinos. Eles tiveram uma grande recessão e perderam parte do dinheiro aplicado. Como tinham suas aplicações em dólar ou na moeda local com uma paridade fixa com o dólar, o governo arbitrou uma taxa de conversão que reduziu drasticamente o valor do que os argentinos tinham poupado. Além disso, não tiveram acesso ao próprio dinheiro por um bom tempo. Foi o “corralito”.
Quem olha a sucessão de eventos dos últimos dois anos vê que a Grécia está andando em círculos e cada vez piora mais, repetindo velhos enredos. Já fez vários pacotes de ajustes que seriam salvadores. Mas não foram. O PIB teve recessão de 2% em 2009; 4%, em 2010; 5% em 2011; e o nível de atividade continua a cair. O desemprego é de 20,9%, e entre jovens é de 48%.
Agora, como remédio — e condição para emprestar uma nova parcela dos 130 bilhões prometidos à Grécia — a troika pediu mais demissão de funcionários públicos, corte de salários e pensões, o que vai deprimir mais ainda a economia.
Se tivessem perguntado aos latino-americanos, nós poderíamos dizer o que não dá certo. Esse remédio não dá certo. Ao mesmo tempo, é inevitável que o credor, para dar mais dinheiro, peça garantias. O erro foi cometido antes. No gráfico abaixo fica claro que desde 2001 o país ficou com uma dívida em torno de 100% do PIB, até que ela passou a aumentar mais fortemente depois da crise financeira de 2008. É preciso lembrar dois eventos: primeiro, o governo de centro-direita que governou até 2009 tinha manipulado os números, escondendo déficit e dívida; segundo, a Europa nada fez para exigir que a Grécia tentasse voltar ao nível exigido de dívida, que é 60% (vejam a linha pontilhada, no gráfico). E não exigiu porque países grandes também estavam fora do limite estabelecido. Em resumo, todos erraram. A Grécia vem mantendo um setor público gigante, que emprega 20% da população economicamente ativa do país. No Brasil, que tem 93 milhões aptos a trabalhar, seria como se o governo tivesse 19 milhões de funcionários.
A saída argentina, de simplesmente dizer que não paga e pular sem qualquer paraquedas, será mais difícil na Grécia, segundo a economista Monica de Bolle, da Galanto Consultoria:
— A Argentina tinha duas vantagens em relação à Grécia. Não fazia parte de uma união monetária e pegou o mundo em forte crescimento, a partir de 2003. A Grécia terá pela frente um mundo de crescimento baixo e poderá ser expulsa da União Europeia se deixar a Zona do Euro. O efeito contágio da Grécia é muito maior exatamente porque ela está numa união monetária.
O povo grego, explicou a economista, comprou há dois anos a ideia de que era o sacrifício ou o caos. E fez o sacrifício, viu o parlamento votar a favor da demissão de funcionários públicos, aumento de impostos, cortes de salários, redução de pensões e aposentadorias. Mas não viu melhora. Hoje, a Grécia é um país insolvente, e a redução do déficit não aconteceu como previsto porque as receitas do governo também ficaram menores com a retração econômica. Ou seja, para o povo grego, o esforço parece ter sido em vão.
Ontem, as bolsas abriram em alta, comemorando a aprovação pelo parlamento grego das medidas de ajuste. Mas para essa crise há apenas alívios temporários. Já é tarde.
A Grécia já passou do ponto de ser salva. Os credores foram longe demais; o país, também. Nem o remédio que os credores prescrevem é viável, nem os gregos estão dispostos a usá-lo. O país está há três anos em recessão, a apenas dois meses de uma eleição geral e com as ruas em chamas. Desse jeito, a Grécia caminha para uma moratória descontrolada. A Europa pressiona os gregos e já se preocupa com Portugal.
No domingo, com o povo enfrentando a polícia, o governo em crise pela demissão de seis ministros, com 40 deputados da coalizão votando contra, o parlamento aprovou as novas medidas de austeridade. Mesmo assim, ontem, a Zona do Euro começou a emitir sinais de que isso não era suficiente.
A troika — FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia — quer uma carta aos gregos em que todos os partidos afirmem que cumprirão o que foi aprovado no domingo pelo parlamento. Muitos economistas europeus têm dito que é melhor deixar a Grécia à própria sorte e tentar fazer um cordão de isolamento para salvar o segundo da fila, que é Portugal.
A Grécia caminha para um cenário argentino. Nosso vizinho, como se lembram, na virada de 2001 para 2002 viveu um colapso político, seguido de uma mudança drástica na política de câmbio fixo. Com a explosão da dívida externa e nenhuma ajuda, a Argentina decretou uma moratória e impôs aos credores uma perda de mais de 70%. Depois, conseguiu se recuperar e crescer.
Não foi fácil para os argentinos. Eles tiveram uma grande recessão e perderam parte do dinheiro aplicado. Como tinham suas aplicações em dólar ou na moeda local com uma paridade fixa com o dólar, o governo arbitrou uma taxa de conversão que reduziu drasticamente o valor do que os argentinos tinham poupado. Além disso, não tiveram acesso ao próprio dinheiro por um bom tempo. Foi o “corralito”.
Quem olha a sucessão de eventos dos últimos dois anos vê que a Grécia está andando em círculos e cada vez piora mais, repetindo velhos enredos. Já fez vários pacotes de ajustes que seriam salvadores. Mas não foram. O PIB teve recessão de 2% em 2009; 4%, em 2010; 5% em 2011; e o nível de atividade continua a cair. O desemprego é de 20,9%, e entre jovens é de 48%.
Agora, como remédio — e condição para emprestar uma nova parcela dos 130 bilhões prometidos à Grécia — a troika pediu mais demissão de funcionários públicos, corte de salários e pensões, o que vai deprimir mais ainda a economia.
Se tivessem perguntado aos latino-americanos, nós poderíamos dizer o que não dá certo. Esse remédio não dá certo. Ao mesmo tempo, é inevitável que o credor, para dar mais dinheiro, peça garantias. O erro foi cometido antes. No gráfico abaixo fica claro que desde 2001 o país ficou com uma dívida em torno de 100% do PIB, até que ela passou a aumentar mais fortemente depois da crise financeira de 2008. É preciso lembrar dois eventos: primeiro, o governo de centro-direita que governou até 2009 tinha manipulado os números, escondendo déficit e dívida; segundo, a Europa nada fez para exigir que a Grécia tentasse voltar ao nível exigido de dívida, que é 60% (vejam a linha pontilhada, no gráfico). E não exigiu porque países grandes também estavam fora do limite estabelecido. Em resumo, todos erraram. A Grécia vem mantendo um setor público gigante, que emprega 20% da população economicamente ativa do país. No Brasil, que tem 93 milhões aptos a trabalhar, seria como se o governo tivesse 19 milhões de funcionários.
A saída argentina, de simplesmente dizer que não paga e pular sem qualquer paraquedas, será mais difícil na Grécia, segundo a economista Monica de Bolle, da Galanto Consultoria:
— A Argentina tinha duas vantagens em relação à Grécia. Não fazia parte de uma união monetária e pegou o mundo em forte crescimento, a partir de 2003. A Grécia terá pela frente um mundo de crescimento baixo e poderá ser expulsa da União Europeia se deixar a Zona do Euro. O efeito contágio da Grécia é muito maior exatamente porque ela está numa união monetária.
O povo grego, explicou a economista, comprou há dois anos a ideia de que era o sacrifício ou o caos. E fez o sacrifício, viu o parlamento votar a favor da demissão de funcionários públicos, aumento de impostos, cortes de salários, redução de pensões e aposentadorias. Mas não viu melhora. Hoje, a Grécia é um país insolvente, e a redução do déficit não aconteceu como previsto porque as receitas do governo também ficaram menores com a retração econômica. Ou seja, para o povo grego, o esforço parece ter sido em vão.
Ontem, as bolsas abriram em alta, comemorando a aprovação pelo parlamento grego das medidas de ajuste. Mas para essa crise há apenas alívios temporários. Já é tarde.

Um pouco de otimismo pra variar
As principais bolsas de valores asiáticas fecharam em alta e as europeias começam o dia também em alta nesta manhã, com os investidores esperando que a Grécia cumpra seu compromisso de implementar duras reformas e com as declarações de Zhou Xiaochuan, presidente do Banco Popular da China, o banco central do país, afirmando que continuará as compras de títulos de dívida europeus e demostrou novamente a intenção de investir no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Alguns analistas acreditam que, se quisesse, a China poderia eliminar os problemas financeiros da Europa, no entanto, o país exigiria contrapartidas econômicas e maior acesso de seus produtos e serviços no continente.
Na verdade, eu tenho absoluta certeza que a China conseguiria injetar liquidez à economia europeia, mas se vocês acharam que o BCE e o FMI fizeram duras exigências à Grécia, imaginem quais seriam as exigências da China!?
O índice de Seul encerrou em alta de 1,13%. O mercado avançou 2,14% em Hong Kong, e a bolsa de Taiwan ganhou 1,54%. O índice referencial de Xangai subiu 0,94%, ao mesmo tempo que Cingapura ganhou 0,81%. Sydney fechou com valorização de 0,25%.
Outro assunto que anima os investidores pela manhã é a divulgação do crescimento do PIB da França, superando as expectativas no quarto trimestre de 2011. Entretanto, no mesmo comparativo, os PIB's de Grécia e Portugal retrocederam 5,5% e 2,7% respectivamente.
Com o cenário externo favorável, o Dólar opera em baixa. Tendência de alta para nós hoje!
Agenda do Investidor para essa quarta-feira
No Brasil hoje é vencimento dos contratos futuros do Ibovespa e Ibovespa mini e opções sobre o índice Ibovespa e portanto último dia de negociação. Nos Estados Unidos será divulgada a Produção Industrial e a Utilização da Capacidade Instalada, que indicam tendências inflacionárias. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo. Ao final do dia sai a ata da última reunião do FED (banco central norte-americano).
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Agenda do Investidor para essa terça-feira
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio, com indicadores que permitem acompanhar o comportamento do comércio varejista no país. Nos EUA serão divulgados os Preços de Importação e Exportação, que tentam antecipar tendências inflacionárias no mercado norte-americano. O Departamento do Comércio divulga as Vendas no Varejo, de bens duráveis e não-duráveis e os Estoques das Empresas (industrial e varejo).
Bolsas da Ásia caem após ação da Moody's
Assim fica difícil! Não faz nem um dia direito que a novela da Grécia "terminou" e agora a Moody's vem com essa? Ás vezes fico pensando que ela só estava esperando a poeira abaixar para soltar suas ótimas notícias. Mas por outro lado também fico pensando, será que é tão imprevisível assim que alguma agência de classificação de risco não fosse rebaixar as notas de alguns países da Europa? A sensibilidade asiática é algo assustador.
A maioria das bolsas de valores asiáticas fechou em baixa nesta terça-feira, após o alerta da Moody's de que poderão ser rebaixadas as notas de alguns países europeus, inclusive a da Grã-Bretanha, lembrando os investidores de que a Europa ainda está na crise de dívida apesar das medidas da Grécia para evitar um calote.
O índice de Seul encerrou em baixa de 0,15 por cento. O mercado ganhou 0,15 por cento em Hong Kong e a bolsa de Taiwan recuou 0,36 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai perdeu 0,30 por cento. Cingapura avançou 0,37 por cento e Sydney fechou com desvalorização de 0,99 por cento.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Bolsas em alta: Grécia finalmente aprova plano de austeridade
As principais bolsas de valores internacionais abrem em alta nesta manhã após o Parlamento da Grécia aprovar, com maioria, o plano de austeridade proposto pelo primeiro-ministro do país Lucas Papademos. Antes da votação, Papademos conclamou os parlamentares a avaliar se a Grécia deveria cair em uma moratória desordenada ou continuar no Euro e abrir caminho para uma nova rodada de ajuda, modernizando e recuperando a economia. A população grega, no entanto, explode em ira nas ruas de Atenas, capital do país, em revolta aos às medidas de austeridade proposta pelo governo. O governo que estava entre a cruz e a espada, escolheu a cruz, a morte em detrimento da salvação do país! Em abril, haverá eleições e, certamente, ganhará quem se opôs a esse acordo
Analistas veem a situação como temporária e compreensível o sentimento de frustração da população, mas a situação econômica da Grécia havia se tornado insustentável no longo prazo. Agora os investidores voltam a atenção aos líderes da Zona do Euro, que na próxima quarta-feira (15) se reúnem para aprovar uma nova parcela de ajuda financeira à Grécia.
O mercado avançou 0,50% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan ganhou 0,64%, enquanto o índice referencial de Xangai ficou praticamente estável, com variação negativa de 0,01%. Cingapura subiu 0,55%, e Sydney fechou com valorização de 0,94%.
Analistas veem a situação como temporária e compreensível o sentimento de frustração da população, mas a situação econômica da Grécia havia se tornado insustentável no longo prazo. Agora os investidores voltam a atenção aos líderes da Zona do Euro, que na próxima quarta-feira (15) se reúnem para aprovar uma nova parcela de ajuda financeira à Grécia.
Agenda do Investidor para esta segunda-feira
Dia concentrado em eventos do mercado nacional. O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. Hoje vencem as opções sobre ações na Bovespa. Somente posições tomadas ou abertas poderão ser negociadas nesta série. Novas posições não poderão ser abertas, sob pena de multa.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Ué, e o acordo?
O tão sonhado acordo que fora divulgado ontem, ainda precisava passar pela aprovação do parlamento grego, só isso. Ou seja, ainda havia um "pequeno" impasse, tanto que o líder do LAOS, partido de extrema direita grego, George Karatzferis, afirmou nesta sexta-feira ter sido contra às novas medidas de austeridade exigidas pela Troika de credores da Grécia em troca do novo lote de ajuda ao país.
"O que nos foi imposto é uma humilhação e não tolerarei isso", afirmou.Mas faz tempo que eu venho falando isso.
Os ministros de finanças da "zona" do euro querem um sinal concreto de que a Grécia implementará as medidas de austeridade que prometeu. Será que não dá pra fazer fiado?
"O que nos foi imposto é uma humilhação e não tolerarei isso", afirmou.Mas faz tempo que eu venho falando isso.
Os ministros de finanças da "zona" do euro querem um sinal concreto de que a Grécia implementará as medidas de austeridade que prometeu. Será que não dá pra fazer fiado?
Se vender ou não se vender, eis a questão.
Ou seja, tudo na mesma:
Bolsas dos EUA fecham em queda com pessimismo por Grécia.
Grécia segue preocupando e bolsas europeias terminam em baixa.
Ibovespa também recua, com o foco na dívida grega.
Bolsas em baixa, Dólar fechando em alta.
Realizando lucros na carteira teórica
Ao sermos exercidos em PETRB25, nós zeramos nosso portfólio. Semana que vem montarei outro, mas em pouco mais de um mês conseguimos uma rentabilidade de 11,55%.
Agenda do Investidor para essa sexta-feira
No Brasil teremos a divulgação pelo IBGE de dois índices inflacionários: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente como índice de medição das metas inflacionárias, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) referentes a outubro. O IBGE ainda apresenta o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) de outubro feito a partir do levantamento dos custos (material e mão de obra) da construção civil no setor habitação. A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M, índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga a Balança Comercial. A Universidade de Michigan/Reuters apresenta a preliminar da Confiança do Consumidor, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral. O Departamento do Tesouro apresenta o Orçamento do Tesouro.
Muita calma nessa hora
Mercado asiático ainda muito tenso, a falta de confiança, não digo apenas em relação apenas à Grécia, mas em toda a Europa, pressionou as bolsas nessa sexta-feira, o índice de Seul encerrou em baixa de 1,04%. O mercado recuou 1,08% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan perdeu 0,61%, enquanto o índice referencial de Xangai teve leve alta de 0,10%. Cingapura retrocedeu 0,71% e Sydney fechou com desvalorização de 0,88%. Sinceramente acreditava em algumas altas, movidas no curto prazo por China (Superávit comercial cresceu 65% em janeiro) e Grécia. Mas a questão grega é que ainda faltam alguns passos para o acordo ser finalizado, o presidente do Eurogroup, Jean-Claude Juncker, estabeleceu três condições, dizendo que o Parlamento da Grécia precisa aprovar o pacote, que é preciso definir mais 325 milhões de euros em cortes de gastos estatais, e que garantias políticas precisam ser dadas para a implementação do plano.
Acho estranho esse termo que ele usa, "garantias políticas", pois, se o parlamento aprovar as exigências, isso já não se torna uma garantia política? E outra, o parlamento ainda precisa aprovar? Parece que vai mais longe ainda essa história.
Os mercados devem seguir o dia pressionados.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Mercados após a Grécia
Como ficarão as bolsas quando enfim terminar a novela Grécia?
O fato é que infelizmente existem muitos outros países coadjuvantes aspirando o papel principal, o mais cotado é Portugal. A fragilidade europeia está muito longe de terminar.
Todavia, podemos esperar um leve respiro para os próximos dias acredito. A Ásia que fechou sem direção comum nesta quinta-feira, apenas aguardando as definições europeias, tende esperar um bom dia amanhã.
Por aqui, a recuperação dos EUA, juntamente com as definições da Europa, criam uma melhora na confiança dos investidores, que agora tem mais subsídios para acreditar que o fim do euro não está tão próximo assim. Um reflexo disso são as reservas do BC que subiram US$ 304 mi após intervenção, são esforços para manter a Ptax em níveis comerciais adequados.
Dólar em queda com o mercado altista de hoje!
O fato é que infelizmente existem muitos outros países coadjuvantes aspirando o papel principal, o mais cotado é Portugal. A fragilidade europeia está muito longe de terminar.
Todavia, podemos esperar um leve respiro para os próximos dias acredito. A Ásia que fechou sem direção comum nesta quinta-feira, apenas aguardando as definições europeias, tende esperar um bom dia amanhã.
Por aqui, a recuperação dos EUA, juntamente com as definições da Europa, criam uma melhora na confiança dos investidores, que agora tem mais subsídios para acreditar que o fim do euro não está tão próximo assim. Um reflexo disso são as reservas do BC que subiram US$ 304 mi após intervenção, são esforços para manter a Ptax em níveis comerciais adequados.
Dólar em queda com o mercado altista de hoje!
Grécia - último episódio?
Grécia chega a acordo final sobre medidas de austeridade
O grupo de entidades credoras conhecido como "troika" exige ao governo grego o corte de 1,5% do PIB nacional em gastos públicos durante 2012, algo equivalente a 3,3 bilhões de euros, e a redução dos salários mais altos nas empresas públicas e sua imediata privatização.
Reformas são exigência do FMI, CE e BCE para liberar parcela de resgate
Autoridades da zona do euro dizem que o pacote integral precisa ser acertado com a Grécia e aprovado pela UE, Banco Central Europeu (BCE) e FMI antes de 15 de fevereiro, para que os trâmites legais possam ser concluídos a tempo de evitar um caótico default que poderia ameaçar a recuperação da economia global. A Grécia necessita o mais rápido possível do aval de seus parceiros para receber as primeiras injeções da ajuda de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional (FMI), já que no próximo dia 20 de março terá de enfrentar um pagamento de 14,5 bilhões de euros em vencimentos de dívida e, se não conseguir ajuda internacional até então, terá de ser declarada moratória.
"Sim, há um acordo", disse uma autoridade do governo grego. Mas qual?
No final do dia, o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, deverá apresentar o plano em reunião do Eurogrupo, em Bruxelas.
Se eu pudesse apostar, dava um "All In" que a Grécia não suportou a pressão e espanou! Tenho absoluta certeza que as reformas exigidas não serão implementadas do dia pra noite, até por que a manutenção/popularidade do atual governo está em jogo, entretanto, a Grécia teria mais a perder com o default do que os demais países, embora todos fossem para o mesmo buraco.
Agenda do Investidor para esta quinta-feira
Hoje a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os Estoques no Atacado. O Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanais. Na Europa hoje iniciam-se as reuniões do Banco Central Europeu e do Banco Central da Inglaterra para definição das políticas monetárias locais.
Preciso dizer mais alguma coisa?
Fracassa tentativa de acordo na Grécia
A história de promessas quebradas pela Grécia ganhou mais um capítulo ontem. Depois de sete horas de negociações, os líderes políticos gregos fracassaram em chegar a um acordo sobre um pacote de austeridade exigido pela UE e pelo FMI para liberar um resgate de 130 bilhões de euros ao país. O impasse ficou por conta da demanda de Bruxelas para reduzir aposentadorias. Os ministros da UE se reúnem no final da tarde desta quinta-feira.
A história de promessas quebradas pela Grécia ganhou mais um capítulo ontem. Depois de sete horas de negociações, os líderes políticos gregos fracassaram em chegar a um acordo sobre um pacote de austeridade exigido pela UE e pelo FMI para liberar um resgate de 130 bilhões de euros ao país. O impasse ficou por conta da demanda de Bruxelas para reduzir aposentadorias. Os ministros da UE se reúnem no final da tarde desta quinta-feira.
Estou começando a achar que a UE e o FMI querem vencer pelo cansaço, não é possível. A Grécia já apoiou o corte de 22% nos salários mínimos e a demissão de 15 mil funcionários públicos. Ainda assim é muito pouco para a aprovação do resgate.
Até mesmo as bolsas de valores já começam a se cansar dessa novela, fechando a quarta-feira praticamente estáveis, levando o Dólar a fechar em queda. A Grécia está começando a não mais incomodar.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
É hoje, eu prometo
A Grécia precisa dar a cara!
Chega desses discursos politicamente corretos, a demora no acordo é tão nocivo quanto dizer que sim ou que não. Ou será que a demora parlamentar grega se deve ao fato deles estarem estudando as consequência do calote? O grande impasse se dá no campo político, absorver às "solicitações" da UE e do FMI seria extremamente nocivo à popularidade do atual governo, logo a discussão fica em torno da "NECESSIDADE x DIGNIDADE".Governo, empresas e famílias gastaram demais e, agora, têm de devolver parte desses ganhos para ajustar as contas do país, muito endividado. E não estão conseguindo chegar a um acordo nem nas ruas nem no Parlamento. O prazo era ontem, estenderam para hoje e vamos torcer para que cheguem a algum acordo.
Como o mercado é extremamente volúvel e esquecido, a nova promessa de acordo na Grécia, aliado aos sólidos ganhos das bolsas dos EUA, que mostram mais uma vez sua recuperação, fizeram com que as bolsas asiáticas fechassem em alta. As altas foram de: Nikkei 1,10%, Seul 1,12%, Xangai 2,43%, Hong Kong 1,54%, Taiwan 2,11%, Cingapura 0,83% e Sydney 0,39%. Se bem que essas consideráveis altas, se devem muito mais aos EUA do que esperança na Grécia.
O reflexo dos EUA também se mostra positivo por aqui no dia de hoje. E diante da recuperação da maior economia do mundo, o foco se volta para o BACEN, que precisará intervir mais fortemente no câmbio, a fim de tentar fixar o Dólar em sua faixa considerada aceitável, que seria algo em torno de R$ 1,7170, que sinceramente acho difícil.
Esperemos cenas do próximo capítulo.
Esperemos cenas do próximo capítulo.
Agenda do Investidor para essa quarta-feira
No Brasil a Fundação Getulio Vargas divulga dois indicadores inflacionários: o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) e o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), média ponderada dos índices IPA (60%), IPC (30%) e INCC (10%). Nos Estados Unidos o Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Alt F4
Enquanto não houver nenhum avanço ou novidade em relação à Grécia, os investidores continuarão cautelosos, sem montar grandes posições. Na Ásia, por exemplo, tivemos um exato reflexo do dia de ontem, Nikkei caiu 0,13%, Hang Seng recuou 0,05% e Xangai recuou 1,68%.
Leves altas presenciadas semana passada, indicavam um sinal de que a economia estivesse melhorando, e na verdade estava, o problema é que o resgate financeiro infelizmente faz parte desse processo de melhora.
Algumas matérias trazem que "a resistência da Grécia às duras condições atreladas ao pacote de ajuda externa coibiu o otimismo das bolsas de valores...", mas na minha opinião ela está certinha. Não tem que ceder mesmo, é vergonhosa as exigências feitas pela UE e pelo FMI.
Pegue o exemplo do Irã, forçado pelos EUA e pela Europa a extinguir seu programa de armas nucleares, caso contrário, haveria um embargo global ao seu petróleo. Ah, e ai dos países que se posicionassem contra, a China, por exemplo, foi tão medrosa, que aceitou pagar quase US$ 1,00 a mais por barril de petróleo, importando-o de outras regiões, à ir em oposição aos EUA principalmente.
Que o Irã fez?
Daí em diante foi um jogo de quem teria mais a perder, o Irã prometeu não fornecer o petróleo já comprado para empresas europeias, caso o embargo entrasse em vigor. Vendo que estavam perdendo as apostas, a ameaça mudou, agora as sanções norte-americanas, têm como alvo o banco central iraniano e dão aos bancos dos EUA novos poderes para congelar ativos do governo do Irã, essas foram as últimas em uma rede de medidas internacionais cujo objetivo é obrigar o país a abandonar atividades nucleares.
O problema é que a carta do Irã é muito forte, não importa o que os EUA e a UE façam, o Irã volta à mesma tecla, então eu paro de fornecer o petróleo!
"O projeto de lei foi quase finalizado. Vai obrigar o governo do Irã a cortar imediatamente as exportações de petróleo para a UE. A lei também vai proibir a importação de qualquer produto da UE", disse o parlamentar Parviz Sarvari à agência de notícias semioficial Fars.
Faça um rápido paralelo com a Grécia, quem também será prejudicado se ela der o calote? É como sempre uma questão de quem tem mais a perder!
Leves altas presenciadas semana passada, indicavam um sinal de que a economia estivesse melhorando, e na verdade estava, o problema é que o resgate financeiro infelizmente faz parte desse processo de melhora.
Algumas matérias trazem que "a resistência da Grécia às duras condições atreladas ao pacote de ajuda externa coibiu o otimismo das bolsas de valores...", mas na minha opinião ela está certinha. Não tem que ceder mesmo, é vergonhosa as exigências feitas pela UE e pelo FMI.
Pegue o exemplo do Irã, forçado pelos EUA e pela Europa a extinguir seu programa de armas nucleares, caso contrário, haveria um embargo global ao seu petróleo. Ah, e ai dos países que se posicionassem contra, a China, por exemplo, foi tão medrosa, que aceitou pagar quase US$ 1,00 a mais por barril de petróleo, importando-o de outras regiões, à ir em oposição aos EUA principalmente.
Que o Irã fez?
Daí em diante foi um jogo de quem teria mais a perder, o Irã prometeu não fornecer o petróleo já comprado para empresas europeias, caso o embargo entrasse em vigor. Vendo que estavam perdendo as apostas, a ameaça mudou, agora as sanções norte-americanas, têm como alvo o banco central iraniano e dão aos bancos dos EUA novos poderes para congelar ativos do governo do Irã, essas foram as últimas em uma rede de medidas internacionais cujo objetivo é obrigar o país a abandonar atividades nucleares.O problema é que a carta do Irã é muito forte, não importa o que os EUA e a UE façam, o Irã volta à mesma tecla, então eu paro de fornecer o petróleo!
"O projeto de lei foi quase finalizado. Vai obrigar o governo do Irã a cortar imediatamente as exportações de petróleo para a UE. A lei também vai proibir a importação de qualquer produto da UE", disse o parlamentar Parviz Sarvari à agência de notícias semioficial Fars.
Faça um rápido paralelo com a Grécia, quem também será prejudicado se ela der o calote? É como sempre uma questão de quem tem mais a perder!
Agenda do investidor para essa terça-feira
No Brasil teremos a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relatório produzido desde a década de 70, com indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da indústria extrativa e de transformação. Nos EUA o FED (banco central norte-americano) divulga o nível do Crédito ao Consumidor.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Salada Grega
Como esperado, as bolsas europeias fecharam em queda, movidas principalmente pelo aumento das preocupações quanto a um possível calote da Grécia.
Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,15 por cento, a 5.892 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX recuou 0,03 por cento, para 6.764 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 baixou 0,66 por cento, a 3.405 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib desceu 0,3 por cento, para 16.389 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 perdeu 0,29 por cento, a 8.835 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 declinou 0,17 por cento, para 5.481 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,15 por cento, a 5.892 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX recuou 0,03 por cento, para 6.764 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 baixou 0,66 por cento, a 3.405 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib desceu 0,3 por cento, para 16.389 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 perdeu 0,29 por cento, a 8.835 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 declinou 0,17 por cento, para 5.481 pontos.
Nos EUA, o índice Dow Jones recuou 0,13%.
Se a Grécia conseguir enrolar mais uma ou duas semanas, será que a UE e o FMI afrouxam um pouco as exigências?
Se nada mudar, amanhã devemos esperar mais do mesmo, inclusive para a Ásia.
BC no mercado
Enquanto nossa Selic estiver alta , esquece, os dólares continuarão a entrar e não há nada que o BACEN possa fazer; na sexta-fera, a autoridade monetário fez um leilão de compra de dólares no mercado a termo, com o objetivo de tentar segurar a queda do Dólar. Hoje, realizou mais uma compra, só que no mercado à vista.
O BC definiu como corte a taxa de 1,7170 real por dólar, que eu considero extremamente complicada, dada a situação atrativa do país. Não adianta nada o Brasil melhorar sua política fiscal e orçamentária, obter melhores ratings das agências de classificação de risco, se em contrapartida, não diminiuir sua taxa de juros. O capital continuará sendo volátil.
Investidores continuarão entrando pesado no mercado, comprando títulos públicos ou privados indexados à taxas próximas a Selic, deixando com isso, de investir em renda variável ou em empreendimentos e projetos de médio/longo prazo, que visariam o crescimento sustentável do país.
O BC definiu como corte a taxa de 1,7170 real por dólar, que eu considero extremamente complicada, dada a situação atrativa do país. Não adianta nada o Brasil melhorar sua política fiscal e orçamentária, obter melhores ratings das agências de classificação de risco, se em contrapartida, não diminiuir sua taxa de juros. O capital continuará sendo volátil.
Investidores continuarão entrando pesado no mercado, comprando títulos públicos ou privados indexados à taxas próximas a Selic, deixando com isso, de investir em renda variável ou em empreendimentos e projetos de médio/longo prazo, que visariam o crescimento sustentável do país.
Grécia x UE e FMI
O copo está meio cheio ou meio vazio?
Bem, para a ásia está meio cheio hoje, as bolsas asiáticas viveram uma ressaca do Payroll da última sexta-feira e fecharam em alta; já para a europa, sem dúvida nenhuma está meio vazio, as bolsas européias (que operam em baixa) se voltaram para a realidade hoje, nunca foi tao forte o rumor de calote grego, mas de quem é realmente a culpa, da Grécia por não conseguir ou por achar absurdas as exigências ou da UE e do FMI por forçarem a barra?
Assim como o Irã e o embargo ao petróleo, acredito que tanto a Grécia quanto a UE e o FMI vão segurar a mão até o último momento, e nessa briga, alguém terá que ceder! Uma coisa é certa, o resgate aos gregos acontecerá!
Bem, para a ásia está meio cheio hoje, as bolsas asiáticas viveram uma ressaca do Payroll da última sexta-feira e fecharam em alta; já para a europa, sem dúvida nenhuma está meio vazio, as bolsas européias (que operam em baixa) se voltaram para a realidade hoje, nunca foi tao forte o rumor de calote grego, mas de quem é realmente a culpa, da Grécia por não conseguir ou por achar absurdas as exigências ou da UE e do FMI por forçarem a barra?
Assim como o Irã e o embargo ao petróleo, acredito que tanto a Grécia quanto a UE e o FMI vão segurar a mão até o último momento, e nessa briga, alguém terá que ceder! Uma coisa é certa, o resgate aos gregos acontecerá!
E agora?
Dados econômicos dos EUA ainda repercutem nas bolsas asiáticas, a melhora da maior economia do mundo renova o apetite por risco dos investidores. Entretanto a Grécia continua sendo um forte revés, o impasse nas negociações já dura muito mais do que o necessário. Nesta segunda-feira ela deixou passar outro prazo para responder aos duros termos da "ajuda" oferecida pela UE e pelo FMI.Se Atenas der o calote, o que impedirá outros países de fazerem o mesmo? Ou seja, Dólar em alta!
Agenda do investidor para essa segunda-feira
Agenda concentrada em indicadores do mercado nacional hoje. O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Dólar
Já faz algum tempo que venho pensando sobre o Dólar, não como moeda, mas como um ativo de segurança, que tem se tornado o vírus e também o antídoto da globalização. Ele é a doença e cura ao mesmo tempo? Sim! A verdade não é outra senão essa: o Dólar se alimenta do medo! O próprio Dow Jones não consegue competir contra ele, assim como o Ibovespa e todos os demais índices de mercado, eles são inversamente proporcionais ao Dólar.
A ciência é sim exata, quando a economia global vai bem, a moeda norte-americana pula de bang jump, causando uma série de inconveniências. Por exemplo, no Brasil, há tempos que a política de câmbio atua sobre uma flutuação suja, ou seja, o BACEN atua diretamente e diariamente no mercado, comprando ou vendendo dólares, afim de tentar deixá-lo em patamares aceitáveis, a balança comercial agradece. Isso acontece no mundo inteiro. A China, só para citar mais um exemplo, mantém propositadamente fraca sua moeda, ganhando competitividade no cenário externo, aliás, o que eles fazem pode até ser considerado uma concorrência desleal.
A política econômica dos EUA o transformaram em reféns de sua própria moeda. Sua segurança econômica aliada às suas baixíssimas taxas de juros, cria um ambiente seguro, porém morno, para investidores do mundo inteiro. O Dólar é o porto seguro.
A ciência é sim exata, quando a economia global vai bem, a moeda norte-americana pula de bang jump, causando uma série de inconveniências. Por exemplo, no Brasil, há tempos que a política de câmbio atua sobre uma flutuação suja, ou seja, o BACEN atua diretamente e diariamente no mercado, comprando ou vendendo dólares, afim de tentar deixá-lo em patamares aceitáveis, a balança comercial agradece. Isso acontece no mundo inteiro. A China, só para citar mais um exemplo, mantém propositadamente fraca sua moeda, ganhando competitividade no cenário externo, aliás, o que eles fazem pode até ser considerado uma concorrência desleal.
Por que justamente no momento da recuperação econômica dos EUA, sua moeda cai?, teoricamente isso não faz muito sentido, pois um dos primeiros sinais de uma economia forte é uma moeda forte, mas hoje em dia não podemos confundir moeda forte com moeda competitiva!
Agora, pense que, se o Dólar se valoriza quando há medo, insegurança e aversão ao risco, então não seria
negócio pra ninguém um ano perfeito, onde não houvesse nenhum tipo de desequilíbrio econômico, os BC's do mundo inteiro ficariam loucos, seriam de três a quatro leilões por dia comprando Dólar, apenas para tentar ajustar as contas. A guerra cambial que já existe, se tornaria facilmente numa guerra comercial, onde, países com demanda interna forte sairiam ganhando.
Ou seja,
Dê graças a Deus pelas turbulências do acaso!
Ou seja,
Dê graças a Deus pelas turbulências do acaso!
EUA
Guess who's back, back again
EUA back, tell a friend
Ásia fecha em alta à espera do Payroll; ao longo do dia, dados positivos vindos dos EUA também fizeram com que a Europa terminasse bem a semana. Detalhe, a Europa começou o dia em queda, porém os dados norte-americanos conseguiram reverter suas perdas. Se a maior economia do mundo voltar, o Fed pode tirar suas merecidas férias.
EUA back, tell a friend
Ásia fecha em alta à espera do Payroll; ao longo do dia, dados positivos vindos dos EUA também fizeram com que a Europa terminasse bem a semana. Detalhe, a Europa começou o dia em queda, porém os dados norte-americanos conseguiram reverter suas perdas. Se a maior economia do mundo voltar, o Fed pode tirar suas merecidas férias.
Alguém duvida que a Bovespa fechará o dia em alta e o Dólar em baixa? A Bovespa também começou o dia em queda, porém após a divulgação dos dados, o que aconteceu com nosso índice? Alguém advinha?
Encomendas à indústria dos EUA sobem em dezembro (aumento foi de 1,1% em dezembro, para US$ 466,22 bilhões).
Atividade no setor de serviços acelerou em janeiro nos EUA, o indicador ficou e m56,3%, qualquer valor acima de 50 indicaria uma expansão da atividade.
Agenda do investidor para essa sexta-feira
Agenda concentrada em eventos internacionais hoje. Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga vários indicadores relevantes: Taxa de Desemprego, Remuneração por Hora Trabalhada, Horas Trabalhadas por Semana e Números de Postos de Trabalho Criados. O Institute for Supply Management (ISM) divulga o Índice ISM Não Industrial que compreende as atividades da agricultura, construção, comunicação, transportes e mineração, entre outras. O Departamento do Comércio publica os dados relativos às Encomendas às Fábricas (bens duráveis e não duráveis).
Todos a espera do Payroll
Como previsto, as bolsas asiáticas fecharam com relativa alta, prevendo um Payroll positivo ou, no mínimo em
linha com as previsões.
O mercado ganhou 0,08% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan avançou 0,29%, enquanto o índice referencial de Xangai subiu 0,77%. Cingapura subiu 0,58%. Os avanços foram pequenos devido ao nervosismo pela novela "Grécia e seus Credores".
Mercado muito tenso à espera do Payroll, montar grandes posições nesse momento seria precipitação ou jogada de gênio, mas como o mercado não foi feito para jogar e sim para investir, melhor esperar.
linha com as previsões.
O mercado ganhou 0,08% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan avançou 0,29%, enquanto o índice referencial de Xangai subiu 0,77%. Cingapura subiu 0,58%. Os avanços foram pequenos devido ao nervosismo pela novela "Grécia e seus Credores".
Mercado muito tenso à espera do Payroll, montar grandes posições nesse momento seria precipitação ou jogada de gênio, mas como o mercado não foi feito para jogar e sim para investir, melhor esperar.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Payroll
Mercado à espera do Payroll
Atenção para a divulgação do Payroll, o resultado certamente mexerá com os mercados.
O relatório mensal é considerado um indicador relevante para avaliar o vigor da reativação da maior economia mundial, ou seja, saindo algo aquém do esperado, o mercado vai recuar bem; a expectativa é grande, mesmo porque, não é de hoje que os dados da economia norte-americana vem impulsionando os mercados, principalmente asiáticos. E por falar em mercados asiáticos, acredito em altas por lá, em razão do otimismo em torno do payroll.
Segundo analistas consultados pela Bloomberg, a expectativa é que o relatório conhecido como 'payroll' aponte a criação de 140 mil empregos em janeiro, depois de 200 mil vagas terem sido abertas em dezembro. A taxa de desemprego deve se manter em 8,5%.
Atenção para a divulgação do Payroll, o resultado certamente mexerá com os mercados.
O relatório mensal é considerado um indicador relevante para avaliar o vigor da reativação da maior economia mundial, ou seja, saindo algo aquém do esperado, o mercado vai recuar bem; a expectativa é grande, mesmo porque, não é de hoje que os dados da economia norte-americana vem impulsionando os mercados, principalmente asiáticos. E por falar em mercados asiáticos, acredito em altas por lá, em razão do otimismo em torno do payroll.
Segundo analistas consultados pela Bloomberg, a expectativa é que o relatório conhecido como 'payroll' aponte a criação de 140 mil empregos em janeiro, depois de 200 mil vagas terem sido abertas em dezembro. A taxa de desemprego deve se manter em 8,5%.
Quando isso vai terminar?
Sinais de melhora da economia tem andado de mãos dadas à declarações no mínimo terríveis sobre o que virá; indicadores positivos sobre a recuperação econômica dos EUA contrastam com o fantasma do fim do euro (o que seria simplesmente catastrófico em tantos níveis que eu nem saberia por onde começar); há alguns dias que todas as atenções estão voltadas para a Grécia, mas e depois, que país ficará debaixo dos holofotes?
Portugal é sério candidato, Egito também entrou na briga nesta quinta-feira, ao solicitar empréstimo de US$ 1 bilhão ao Banco Mundial para sustentar o desenvolvimento do país, o Banco Mundial começará as negociações com os representantes do governo egípcio para definir os detalhes, (se eles tivessem pedido à Igreja Mundial quem sabe não seria mais fácil né); não nos esqueçamos da Espanha, onde só em janeiro o desemprego subiu 4%. Além das emissões dos bônus, à yields altíssimas, que até podem ser de três, sete ou dez anos, mas uma hora elas vencem, e quem vai pagar a conta? Rolar dívida por rolar, em minha opinião, é como tentar enxugar gelo.
Questões do Irã não estão mortas também. Preço do petróleo, níveis altos de estoques, empresas europeias que serão afetadas pelo embargo mundial ao petróleo iraniano, isso ainda vai dar muito o que falar.
Enfim, apesar de janeiro ter sido um ótimo mês para nossa economia, muito em razão dos baixos preços das commodities e pela Europa não estar sendo uma opção segura de investimento, o cenário é de assustar, por exemplo, o "chefe do FMI para América Latina pede que região se prepare para o pior".
Quando isso vai terminar...
Portugal é sério candidato, Egito também entrou na briga nesta quinta-feira, ao solicitar empréstimo de US$ 1 bilhão ao Banco Mundial para sustentar o desenvolvimento do país, o Banco Mundial começará as negociações com os representantes do governo egípcio para definir os detalhes, (se eles tivessem pedido à Igreja Mundial quem sabe não seria mais fácil né); não nos esqueçamos da Espanha, onde só em janeiro o desemprego subiu 4%. Além das emissões dos bônus, à yields altíssimas, que até podem ser de três, sete ou dez anos, mas uma hora elas vencem, e quem vai pagar a conta? Rolar dívida por rolar, em minha opinião, é como tentar enxugar gelo.
Questões do Irã não estão mortas também. Preço do petróleo, níveis altos de estoques, empresas europeias que serão afetadas pelo embargo mundial ao petróleo iraniano, isso ainda vai dar muito o que falar.
Enfim, apesar de janeiro ter sido um ótimo mês para nossa economia, muito em razão dos baixos preços das commodities e pela Europa não estar sendo uma opção segura de investimento, o cenário é de assustar, por exemplo, o "chefe do FMI para América Latina pede que região se prepare para o pior".
Quando isso vai terminar...
Dados econômicos sinalizam melhora
Por alguns momentos o foco sai um pouco da Grécia e se volta finalmente para indicadores de desempenho econômico, e nessa toada, o EUA encabeça o grupo de países que ao se ajudar, ajudam os mercados internacionais.
"Os dados manufatureiros dos EUA deram ao mercado uma pausa temporária na aversão a risco, mas ele está muito vulnerável, com algumas dúvidas sobre por quanto tempo o humor positivo será sustentado", disse Mitsuru Sahara, gerente de câmbio do Bank of Tokyo Mitsubishi-UFJ, em Tóquio.
De modo que, as principais Bolsas asiáticas fecharam com boas altas. O índice de Seul encerrou em alta de 1,28%. O mercado avançou 2% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan ganhou 1,3%, enquanto o índice referencial de Xangai subiu 1,96%. Cingapura destoou ao retroceder 0,13% e Sydney fechou com valorização de 1,0%.
"Os dados manufatureiros dos EUA deram ao mercado uma pausa temporária na aversão a risco, mas ele está muito vulnerável, com algumas dúvidas sobre por quanto tempo o humor positivo será sustentado", disse Mitsuru Sahara, gerente de câmbio do Bank of Tokyo Mitsubishi-UFJ, em Tóquio.
De modo que, as principais Bolsas asiáticas fecharam com boas altas. O índice de Seul encerrou em alta de 1,28%. O mercado avançou 2% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan ganhou 1,3%, enquanto o índice referencial de Xangai subiu 1,96%. Cingapura destoou ao retroceder 0,13% e Sydney fechou com valorização de 1,0%.
Entretanto, as atenções e tensões sobre a crise de dívida da Grécia foram adiadas para segunda-feira, quem sabe até lá nós tenhamos um pouco de descanso, eu duvido muito!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Morde e Assopra?
FMI reconhece falhas no plano de socorro da Grécia
"A adaptação orçamentária foi feita de forma exagerada através do aumento dos impostos; deveríamos ter nos concentrado mais na limitação dos gastos", afirmou Thomsen.
"Ainda há muito por fazer, mas a Grécia já avançou muito", disse, afirmando compreender o mal-estar dos gregos ante aqueles que os acusam pelo marasmo econômico atual.
"A adaptação orçamentária foi feita de forma exagerada através do aumento dos impostos; deveríamos ter nos concentrado mais na limitação dos gastos", afirmou Thomsen.
"Ainda há muito por fazer, mas a Grécia já avançou muito", disse, afirmando compreender o mal-estar dos gregos ante aqueles que os acusam pelo marasmo econômico atual.
Esse é o tipo de sinal que o mercado não precisa no momento. Diversidade de posicionamento, principalmente do FMI. Será que estão reconhecendo que as exigências feitas à Grécia são, no mínimo, absurdas?
Portugal e suas yields
Na segunda-feira, o rendimento do bônus português de 10 anos (médio prazo) superou 17%. Hoje, Portugal vendeu novamente outra quantia de títulos do Tesouro, o rendimento médio dos títulos de três meses ficou em 4,068% e o de seis meses ficou em 4,463%.
Analistas afirmam que o leilão foi um bem sucedido teste da capacidade do governo português em conseguir financiamento de curto prazo, mas também a que taxas né!?
As yields de curto prazo estarem mais baixas que as de médio e longo prazo, apesar de estranha, tem sido uma característica das emissões dos países da "zona" do euro. Na minha opinião, um sinal claro de que o mercado acredita em mudanças drásticas na conjuntura econômica da Europa nos próximos anos, acreditam por exemplo, que o FMI, a UE e o BCE não conseguirão assegurar a estabilidade da região nos próximos anos.
Isso sim é captação boa
Alemanha colocou nesta quarta-feira 4,1 bilhões de euros em bônus a dez anos, de referência na Eurozona por serem consideradas mais confiáveis, com um juros médio de 1,82%, inferior ao da emissão anterior em janeiro, quando o juros foi de 1,93%. Que diferença da Espanha, Itália e principalmente de Portugal não!? Apenas lembrando que o bônus português também para dez anos ficou com juros de 17%.
Mais indicadores positivos vindos dos EUA (porém aquém do esperado) levam bolsas asiáticas a fecharem entre altas e baixas. Fatores microeconômicos devem ganhar destaque hoje.
Agenda do investidor para esta quarta-feira
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga o IPP (Índice de Preços ao Produtor) que mede a evolução dos preços de produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria brasileira de transformação. O Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. Nos Estados Unidos a ADP divulga o nível de emprego privado (excluindo os rurais). O Departamento do Comércio divulga os Gastos com Construção em todos os níveis da economia: pública, privada, residencial e não residencial. O Instituto de Gerentes de Compras (ISM) divulga o seu Índice ISM, indicador que mede o nível de atividade da economia norte-americana. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.
Assinar:
Comentários (Atom)



