A atividade industrial da China segue no foco dos investidores
A China vive num paradoxo, o que fazer com os estoques de produtos acabados?
A economia chinesa passa por momentos difíceis, sua retração industrial não vem para aumentar os já fatigados problemas econômicos mundiais, pelo contrário, em alguns níveis ela até se torna uma consequência, em parte pela baixa demanda global, potencializada pela crise européia, enquanto que o mercado interno simplesmente não consegue absorver tantos produtos acabados.
Aumentar o poder de compra da população ou não? Eis a questão.
Alguns cenários observados hoje, ainda são reflexos da crise de 2008. A China que crescia 12% ao ano, passou crescer a 7%, entretanto, de modo geográfico, isso demora para surtir efeito. Suas políticas cambiais estão vindo de encontro à possíveis soluções: se eu aumento o poder de compra da população, boa parte dos estoques é queimado, a economia gira um pouco, os dados melhoram, os investidores ficam mais animados, as exportações (EUA) aumentam e eu consigo fechar o excedente, porém o Yuan sai do canal, a inflação vai parar no céu e minhas importações ficariam mais caras, sem contar que eu limitaria o comércio apenas à países de moedas mais fortes, talvez boa parte dos emergentes ficariam de fora... O que fazer?
Nossa memória muitas vezes é curta, entretanto o ciclo de mercado para o bem ou para mal, geralmente é no médio/longo prazo. Por exemplo, as emissões desenfreadas de bônus europeus à yields absurdas, terão drásticas consequências se o bloco não levar a sério medidas de austeridade fiscal, retém a economia, politicamente não é interessante, principalmente para a população, mas ao invés de campanhas publicitárias fantasiosas, que tal dizer a verdade, só para variar um pouco?! As greves observadas não são pelas medidas tomadas, mas pela falta de transparência à real situação do país e aos gastos desenfreados.
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