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domingo, 22 de abril de 2012

Resumo comentado das notícias da semana


NA CBN


Argentina expropria YPF e abre crise diplomática - De forma arbitrária e sem negociações, o governo de Cristina Kirchner decidiu esta semana expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, da espanhola Repsol. A Espanha, que passa por problemas econômicos sérios, reagiu, prometendo retaliações. A UE também deve fazer alguma coisa. Esse tipo de medida quebra a confiança dos investidores. As ações da empresa despencaram.
Nada foi feito contra a Petrobras, que também está lá, mas hoje o ministro argentino de Planejamento, Julio de Vido, que passou a ser interventor na YPF, o ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, e a presidente da Petrobras, Graça Foster, se reuniram.
De Vido disse que não quer que a Petrobras substitua ninguém, mas quer que ela cresça na Argentina para ter 15% do mercado. Afirmou ainda que está negociando uma solução para o cancelamento da concessão de exploração do poço na província de Neuquén. Já Lobão disse que a Petrobras quer crescer e que a fatia de 15% do mercado argentino pode ser atingida com o tempo. Segundo ele, não há risco para a Petrobras lá.
BC corta Selic e bancos reduzem juros - Como era esperado, o Copom fez um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, agora em 9%. O comunicado indica que novos cortes podem ser feitos. O importante agora é a ata do Copom, que sairá na semana que vem, que deve trazer pistas dos próximos passos da autoridade monetária.
Os principais bancos, Bradesco e Itaú Unibanco, anunciaram esta semana redução nas taxas de juros, o que é bom para o consumidor, que pode comparar e ficar com o financiamento mais barato. Após a decisão do Copom de cortar a Selic, BB e Caixa voltaram a reduzir as taxas cobradas de empréstimos a consumidores e empresas.
Economia em queda pelo 2º mês - O BC divulgou essa semana seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, calculado pelo IBGE. Segundo esse indicador, a economia encolheu 0,23% em fevereiro em relação a janeiro, o que representa a segunda queda seguida.
CPI do Cachoeira - Na quinta-feira, foi criada uma CPI mista no Congresso para investigar as ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários.
Cúpula das Américas - No fim de semana passado, chefes de Estado de países americanos se reuniram em Cartagena, na Colômbia, mas o encontro foi considerado um fracasso. Perdeu-se a oportunidade de fazer algo mais sólido para a integração da região, porque os países ficaram brigando por coisas ultrapassadas (Cuba e Malvinas).
China começa a mudar, bem lentamente, política cambial - Entrou em vigor na segunda-feira uma nova medida, permitindo que o yuan, a moeda chinesa, flutue 1% diariamente para cima ou para baixo em relação ao dólar, o dobro do que estava previsto antes. Como já falamos aqui, o yuan está artificialmente desvalorizado, o que torna os produtos chineses ainda mais competitivos no mercado internacional. Vários países estavam pressionando a China. O país deu o primeiro passo, mas ainda estabelece parâmetros para a flutuação do yuan.
Dólar sobe - A moeda americana está valendo quase R$ 1,90. BC vem comprando dólar e há aumento da aversão a risco nos mercados financeiros internacionais.
FMI divulga novas previsões - O Fundo estima que a economia mundial crescerá 3,5% este ano - a projeção anterior era de 3,3%, com os EUA avançando 2,1%, a China 8,2%, e o Brasil, 3%. A economia da zona do euro deve recuar 0,3%, segundo o FMI.
Banco Mundial tem novo presidente - O médico Jim Yong Kim, que tinha o apoio dos EUA, será o novo presidente do Banco Mundial. Ele é sul-coreano naturalizado americano. O candidato do Brasil era a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala. Desde que foi criado, na década de 40, o banco é presidido por um americano, enquanto um europeu fica à frente do FMI. Mas os países emergentes querem mudar isso.

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