China: importações caem, mas aumenta a compra de minério
Saíram dados importantes hoje sobre a China que, recentemente, anunciou um pacote de investimentos em infraestrutura de US$ 157 bilhões para estimular a economia. Em agosto, as importações caíram, o que não era esperado, enquanto as exportações cresceram menos do que estava previsto.
Por causa da crise internacional, a China cresce num ritmo um pouco menor - a previsão para o PIB deste ano é de alta entre 7% e 7,5%, depois de ter avançado mais de 9% no ano passado. Como a economia desacelerou, o governo vem baixando juros e, agora, lançou esse superpacote de investimentos para tentar estimulá-la.
O gráfico abaixo mostra a evolução das importações chinesas ao longo dos últimos anos e a queda registrada em agosto. Esperava-se alta de 3,5%, mas as importações acabaram recuando 2,6% na comparação com o mesmo período do ano passado - a útima queda tinha ocorrido em janeiro de 2012 e a penúltima em outubro de 2009, segundo o economista André Perfeito.
A boa notícia é que houve alta de 7,9% nas importações de minério de ferro em agosto em relação ao mês anterior. O Brasil, como se sabe, vende muitas commodities para a China, principalmente minério de ferro.
Já as exportações cresceram 2,7% em agosto, um pouco abaixo do esperado (3%). Mas por conta da queda das importações, o superávit comercial da China foi de US$ 26,7 bilhões em agosto, acima do previsto - um número abaixo de US$ 20 bi.
- O dado de importações foi frustrante. A China está indo bem, mas demandando menos do mundo. Mostra uma situação menos positiva para a atividade global - diz André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

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