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sábado, 21 de janeiro de 2012

FGV - IBRE

Como irá se comportar a economia brasileira em 2012? A resposta a essa pergunta esbarra em uma incógnita: os desdobramentos da crise na Zona do Euro e o acirramento da disputa política nos Estados Unidos em função das eleições presidenciais.
Mas, em certa medida, o cenário tralado por alguns dos principais economistas e analistas do país consultados por Conjuntura Econômica é que a economia brasileira deve ter um comportamento, na média, parecido com o deste ano. Ou seja: o contágio da turbulência internacional chegará por aqui, mas seus impactos serão mais suaves, desde que não ocorra uma falência do sistema financeiro internacional devido à crise na Zona do Euro.
É o que acreditam os pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas, o que possibilitará que fechemos 2012 com um PIB crescendo na casa dos 3%, segundo as projeções do Boletim Macro IBRE. Mesmo assim, a incerteza permeia todas as análises feitas pelos economistas e analistas ouvidos pela revista.
Como ressaltou o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, de que "ninguém sabe muito bem até onde essa confusão pode ir", o quadro ficou ainda mais nebuloso com a divulgação do PIB trimestral pelo IBGE que apontou um crescimento nulo no terceiro trimestre do ano, reflexo de uma inesperada retração, para a maioria dos economistas, no setor de serviços em 0,3%, responsável por cerca de 60% do PIB.
Com isso, o governo que trabalhava com um crescimento do PIB para esse ano de 3,8% já começou a sinalizar que isso dificilmente ocorrerá. Projeções ainda não oficiais apontam para uma expansão de 3,2% até o final de 2011.
Além dos cenários traçados pelo Boletim Macro IBRE, apresentados e debatidos durante o Seminário Perspectivas da Economia Brasileira para 2012, de novembro último, a sondagem inclui reflexões de analistas, consultores e autoridades, tais como o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, dos ex-presidentes do Banco Central, Affonso Celso Pastore e Arminio Fraga, os ex-ministros da Fazenda Delfim Netto, Marcílio Maques Moreira e Mailson da Nóbrega, o vice-presidente e diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, e o economista José Márcio Camargo.

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