Parece até que o FED está olhando só para o próprio umbigo: "O Federal Reserve não tomou novas medidas para estimular o crescimento e ofuscar os efeitos negativos da ainda não resolvida crise de dívida da Europa". "O FED observou melhora modesta na economia doméstica [...]".
A melhora modesta na economia modesta se deve a que? Um dólar alto talvez, que seria bom para as compras de fim de ano? Melhora na demanda interna?
Ainda sob efeito do FED, as bolsas europeias e asiáticas recuaram nesta quarta-feira.
Em Londres, FTSE100 -2,25%, em Paris, CAC40 -3,33% e o DAX -1,72%. Produção industrial da zona do euro -0,1% em outubro na comparação com setembro. Reino Unido o número de desempregados aumentou em 128 mil no período de três meses, para 2,64 milhões.
Índice das ações da região Ásia-Pacífico, MSCI -0,62%, no Japão o Nikkei recuou 0,39%, Seul -0,34%, Hong Kong e Taiwan -0,38%, Xangai -0,89%, Cingapura -0,50% e Sydney -0,07%.
O Dólar que não tem nada haver com isso (ou tem?), pede passagem para subir mais de 1% novamente. A bem da verdade, um pensamento que mais parece um dogma nos dias de hoje é o de que "sempre é bom fazer reservas em dólar", a famosa expressão, "não tem tu, vai tu mesmo"! Cenários de estabilidade aliados à condições micro e macroeconômicas favoráveis, dentre elas podemos destacar as agências de ratings que podem do dia pra noite inflamar o mercado, impulsionam investidores tanto para mercados locais quanto para emergentes.
Por exemplo, a notícia de hoje, "um possível rebaixamento da nota da dívida da França e os altos juros pagos pela Itália em um leilão de títulos públicos", faz com que o investidores pensem o que? Neste cenário, até ativos locais de renda fixa tornam-se duvidosos, a massa então migra para ativos de segurança, como Dólar, Títulos Públicos americanos, Ouro ou até mesmo moedas estrangeiras como o Franco Suíço. Colocar o dinheiro debaixo do colchão ainda está fora de moda, "ainda".
Aqui isso não é diferente, o fluxo cambial na semana passada ficou negativo em 257 milhões de dólares e, com isso, o país registra saída líquida de 424 milhões de dólares no mês até o dia 9.
Ibovespa, -1,47%, aos 56.646 pontos. Com esse desempenho, a Bolsa passou a acumular baixa de 0,4% no mês. Como havia dito, um mercado lateral.
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