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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fechamentos do Dia

Contágio português

Agora é Portugal que está no olho do furacão. O país foi contaminado pela longa agonia grega. Os credores, que não conseguem chegar a um acordo com Atenas, olharam para o segundo da fila. Ontem, os juros cobrados de Portugal foram os mais altos desde que o país entrou no euro. Fracassa a tentativa da Zona do Euro de permitir o calote grego, desde que fosse um caso único.

Portugal tem uma dívida de 93% do PIB e o déficit público oscila entre 10% e 9%. Em 2012, tem que rolar 25 bilhões. Enquanto a cúpula da Europa discutia parâmetros fiscais, a Grécia continuava sem ter um acordo com os bancos credores sobre o tamanho do calote, e Portugal começava a sangrar.

A Zona do Euro pediu à Grécia o impensável. Que aceite a nomeação de um comissário para controlar as finanças do país. Ao contrário do que se pensa, não é o mesmo que o FMI pede a endividados. É muito pior. Quem diz é a economista Monica de Bolle, que trabalhou no FMI:

— O Fundo nunca pediu para aprovar orçamento de algum governo. Estabelece uma lista de obrigações. Nem a Lei de Responsabilidade Fiscal dá o direito à União de aprovar ou reprovar orçamentos estaduais. Apenas define metas.

O impasse grego está dificultando a vida de Portugal. A pergunta dos investidores é: se a Grécia vai dar o calote, ainda que organizado, o que impedirá os portugueses de seguirem o mesmo caminho?

Os juros pagos pelo governo português dispararam, e o temido contágio está acontecendo. Para títulos com vencimento de três anos, os juros chegaram a 23%, enquanto os com vencimento de dez anos pagaram 16,8%. Os investidores estão cobrando mais caro pela dívida de curto prazo porque consideram que a probabilidade de calote é maior. O seguro contra o risco de calote (Credit Default Swap) do governo português subiu muito desde o início do ano (vejam no gráfico).

A dívida portuguesa já é classificada como junk (lixo) pelas três agências de classificação de risco, Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s. O economista Eduardo Oliveira, da equipe de cenários da Um Investimentos, disse que tanto a Grécia quanto Portugal são duas economias pequenas, com baixa capacidade de competição, estão muito endividadas e ligadas.

A forma como será definido o calote da Grécia será crucial para Portugal. Se a perda para o mercado for muito grande, os juros de Portugal vão subir ainda mais. Mas se as condições forem boas para o mercado, então os títulos portugueses podem cair — diz.

O economista Antenor Gomes Fernandes, sócio-fundador da gestora STK Capital, registra que os juros portugueses estão subindo, mesmo com toda a liquidez que está sendo promovida pelo Banco Central Europeu (BCE). Desde a entrada de Mario Draghi, o BCE passou a financiar os bancos, para eles comprarem títulos dos países com problemas. Isso não está ajudando Portugal.

— O mercado se antecipa e já olha para o próximo problema. O CDS do governo português está em 1400 pontos, subiu muito nas últimas semanas. Isso já é preço de calote. É receio do famoso “também quero”. Se os gregos vão ter perdão da dívida, por que os portugueses não vão querer também? — questiona.

Os líderes europeus continuaram reunidos ontem à noite tentando acertar esse acordo que dê uma ordem fiscal para todo o bloco, noves fora o Reino Unido e dois outros países que o seguiram. A Grécia continuava com as negociações com a Troica (FMI, BCE e Comissão Europeia) e os bancos. Enquanto isso, os credores passaram a rodar o torniquete sobre Portugal.

Para a consultoria inglesa Capital Economics existe o cenário de que Portugal dê um calote e até o cenário extremo de que o país saia do bloco. Os jornais portugueses refletiam esse agravamento da crise. O pacote que tinha sido dado ao país foi arquitetado para refinanciá-lo até o fim do ano, mas, como os juros cobrados do país subiram, Portugal pode precisar de mais ajuda. A alta dos juros cobrados de Portugal reflete, segundo a consultoria inglesa, “o aumento do ceticismo de que a participação do setor privado na reestruturação das dívidas da Zona do Euro ficará restrita à Grécia”. Ou seja, os credores sabem que vão perder também em Portugal.

Olha o que a euforia faz com a ação

Como venho dizendo, sou um eterno realista! Olha o que a euforia presenciada na abertura do mercado faz ao longo do dia com PETR4:


Gap muito alto de abertura, mas devolvendo tudo ao longo do dia. Ambiente perfeito para um especulador! 


Essas altas sempre me preocupam

Premiê grego sinalizou que acordo para acabar com crise está próximo.
Mercados asiáticos fecharam em alta, tendência altista para hoje.


As negociações da Grécia com seus credores privados têm sido lentas, mas Papademos disse que houve "progresso significativo", com o objetivo de ter um acordo definitivo até o fim da semana. Indicadores econômicos dos EUA também contribuíram para as altas. E por falar em altas, esses gaps de abertura sempre me preocupam, pois geralmente estão mais relacionados à euforia do que à confiança. As chances do mercado retroceder no dia seguinte na mesma proporção é muito grande.

Imagine que em razão de uma série de problemas financeiros você precisou fazer um acordo com o banco; eles lhe pediram dez dias para avaliar sua situação e dar o parecer. Durante esses dez dias qual é sua postura? Logicamente você está tenso e apreensivo, evitando gastos desnecessários. Passado o prazo, o banco te liga pedindo mais cinco dias. Após esses cinco dias o banco liga dizendo que até o fim da semana eles certamente terão a resposta. Obviamente seu nível de tensão está nas alturas, já não dorme direito, se alimenta mal e etc.
Na manhã do prazo combinado o banco finalmente informa que o acordo foi aprovado, entretanto eles fazem uma série de exigências, dentre elas, a mais importante: " - O senhor não poderá mais fazer dívidas até quitar seu débito conosco!"

Qual será sua reação ao longo daquele dia?

Não sou um eterno pessimista, pelo contrário, tendo a ser um eterno realista. Achei muito estranho que os mercados não refletiram negativamente o rendimento do bônus português de 10 anos, que superou 17% na segunda-feira, maior nível desde a introdução do euro, gerando temores de que Lisboa possa se tornar a próxima Atenas na necessidade de um segundo programa de ajuda externa para evitar a bancarrota. Portugal tem de rolar € 25 bilhões só em 2012 e está com mais de 90% do PIB de dívida e 10% de déficit público, uma situação muito difícil de sustentar.


Mas voltando a Grécia:


As reformas da Grécia, por exemplo, são inaceitáveis. Os líderes da zona do euro querem nomear alguém para controlar o orçamento grego. Isso é perda total de soberania e democracia, e a Grécia não aceita.


Isso está virando uma salada grega!

Agenda do investidor para esta terça-feira

No Brasil teremos a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relatório produzido desde a década de 70, com indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da indústria extrativa e de transformação. O Banco Central publica a Nota de Política Fiscal com os dados sobre o montante e composição da dívida pública federal. Nos EUA a S&P divulga o Índice de Preços de Moradias S&P/Case-Shiller referente ao mercado imobiliário residencial norte-americano. O Departamento do Trabalho apresenta o Índice de Custos Trabalhistas. A Conference Board divulga a Confiança do Consumidor, índice que mede, por meio de entrevistas, a situação econômica atual e expectativa para o futuro próximo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mau humor geral

Hoje não teve jeito, o mercado encarnou o espírito da segunda-feira e não teve quem o fizesse sorrir. (PETR e OGX que poderiam elevar o índice, foram prejudicadas após o Irã adiar a votação sobre uma interrupção do fornecimento da matéria-prima para a União Europeia e concordar em receber autoridades da ONU, mas se tratando de Irã, podemos esperar tudo).

Como previsto, mas sem muitos méritos, pois já era de se esperar, o Dólar fechou em alta.


Correlação perfeita entre Ibovespa e Dow Jones. Notem que até
mesmo o Dow Jones é inversamente proporcional ao Dólar


A descrença na reunião dos líderes da União Europeia contagiou todos os mercados. Até agora muito rascunho,  mas nenhum anúncio oficial que fornecesse uma posição mais concreta aos investidores.

Fechamentos do Dia

Bolsas europeias caem à espera de resultados de encontro de líderes

Bem, que a Ásia caia é até compreensível, afinal a distância geográfica é grande, o acesso à corretas informações não é dos melhores, há muita especulação sobre o que é boato e o que é real, há também questões de conjuntura interna, enfim, explica mas não justifica, mas de certo modo explica!

O que não tem explicação mesmo é o por que das bolsas europeias caírem enquanto esperam resultado do encontro de líderes, será que eles mesmo não tem esperança de que possam resolver a situação?

Há alguns dias foi noticiado que a captação dos títulos da Itália foi ótima, com yields muito boas, sinal que os  investidores estavam mais confiantes na economia europeia, entretanto, alguns analistas (e eu me incluo nessa) diziam que a captação era um simples reflexo da liquidez que foi injetado nos bancos pelo BCE no final do ano passado.

Bem, hoje foi tirada a dúvida! Se houvesse realmente confiança, ainda que não houvesse uma definição tão rápida, o mercado ainda assim subiria, devagar é verdade, mas a passos sólidos. A disparidade das yields longas e curtas não nos deixa mentir.

Impasse na Grécia

Significado de Impasse:

s.m. Situação que não oferece saída favorável.
Dificuldade insuperável, beco sem saída.
Embaraço


A situação na Grécia está ficando cada vez mais séria. As negociações ainda estão sob um impasse, digamos, técnico.

O primeiro-ministro Lucas Papademos busca apoio dos principais líderes de partidos gregos para as dolorosas reformas que precisa implementar sob o programa de austeridade. A Grécia parece não ter muita escolha, embora tenha. Será que algum partido tomará partido e falará aquilo que todos pensam mas ninguém tem coragem de dizer?

Diante de tantas incertezas fica complicado montar grandes posições, investidores estão adotando nesse momento posições mais cautelosas, fato que as bolsas asiáticas fecharam o dia em queda. O mercado recuou 1,66% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan avançou 2,40%. Cingapura retrocedeu 0,96% e Sydney fechou com desvalorização de 0,36%.


Expectativa de alta para o Dólar!

Agenda do investidor para esta segunda-feira

No Brasil a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M, índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O Banco Central emite o Relatório Focus, com as projeções econômicas do mercado com base em consulta a aproximadamente cem instituições financeiras. Nos EUA o Departamento do Comércio divulga a Renda e Gastos Pessoais.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Ah, eu sabia!

Sanções ao petróleo do Irã afetarão empresas europeias
Empresas europeias que tem petróleo a receber do Irã podem perdê-lo se Teerã impor um embargo às exportações do produto para a União Europeia na próxima semana, disse o chefe da empresa estatal de petróleo do Irã neste sábado.



O Parlamento do Irã deve debater uma lei no domingo que cortaria o fornecimento de petróleo para a UE em questão de dias, em retaliação a uma decisão na segunda-feira passada, tomada pelos 27 países-membros da UE, de parar de importar o petróleo bruto do Irã até 1 de julho. "Geralmente, as partes sujeitas a prejuízos com a recente decisão da UE serão as empresas europeias com contratos pendentes com o Irã", disse Ahmad Qalebani, chefe da National Iranian Oil Co. à agência de notícias ISNA.




Ah, o que a União Europeia e os EUA esperavam, que o Irã fosse ficar assistindo de camarote todas as medidas tomadas? Como disse, o blefe europeu e norte-americano foi posto à mesa e o Irã simplesmente aumentou a mão. Eles vão pagar pra ver?



UE, FMI, BCE e Grécia

UE refutou propostas da Alemanha para que seja criada uma comissão de orçamento da zona do euro para gerenciar diretamente as decisões tributárias e despesas da Grécia.

A frase só não é mais absurda que isso porque não foi levada adiante! Ou foi? Acho engraçado que a mesma União Europeia, dias antes, listou uma série de medidas que a Grécia deveria estabelecer antes de seu resgate.  A UE deveria estabelecer um limite de atuação para ela mesma, eu disse ontem aqui, até que ponto vale a pena ser resgatado diante de tantos constrangimentos?

Se a comissão de orçamento for criada, não só a Grécia, mas Itália, Portugal, Irlanda e Espanha também deveriam entrar.

A mesma matéria, publicada hoje, continua, dizendo que o BCE e o FMI já vêm exercendo poderes sem precedentes sobre os gastos gregos, após negociarem com Atenas medidas de austeridade e reformas econômicas como contrapartidas para o primeiro plano de resgate do país.

A Grécia deve estar mais ou menos assim: fico com a garota linda, mas insuportável ou namoro a bonitinha legal? Permaneço na UE ou não?

Ironicamente, o nome União, deveria remeter nos ao ato ou efeito de unir-se, o dicionário apresenta sinônimos bem interessantes, como, casamento ou matrimônio; no contexto, seria um grupo de países agindo em prol deles em primeiro lugar e da economia global. Haveria transparência interna e confidencialidade.
Entretanto, temos presenciado nos últimos dias simplesmente o oposto, uma exposição totalmente desnecessária e constrangedora.


Numa economia tão interligada, se um país pirar, todos os demais agirão como loucos também!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fechamentos do Dia

UE e FMI pressionam Grécia por reformas antes de resgate

A União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) querem que a Grécia aprove cortes no orçamento e implemente uma série de reformas de austeridade a longo prazo antes de decidirem sobre o novo resgate que o país precisa para evitar sua quebra.

Olha o absurdo:

A UE, o FMI e o BCE - conhecidos como Troika - estão fazendo um documento nesta semana que inclui uma lista de medidas que eles querem ver estabelecidas por Atenas, dentre elas:

- Cortes de gastos nos departamentos de Defesa e Saúde;
- Reforma já atrasada de pensões suplementares;
- Garantir um plano para repor apenas 1 de cada 5 funcionários públicos que deixarem a força de trabalho;
- Querem que a Grécia finalize a abertura de muitas profissões fechadas;
- Pedem ainda que o Banco da Grécia (banco central) complete sua avaliação sobre o rombo de capital nos bancos do país e esperam que o governo implemente uma legislação para melhorar a flexibilidade salarial e liberar mais os mercados de produtos e serviços, diz o documento.

O porta-voz do governo Pantelis Kapsis disse que o governo tentará negociar alguns dos pontos citados na lista, mas repetiu que Atenas precisa do empréstimo do resgate para continuar solvente.


Daí eu me pergunto, até que ponto vale a pena ser resgatado? Diante de tantas exigências e constrangimentos, ás vezes é melhor o governo fazer a "linha dura" e declarar: "Não temos condições de atender a todas as exigências, a Grécia certamente quebrará!" Será que a UE, o FMI e principalmente o BCE deixariam isso acontecer ou iriam retroceder nas, digamos, solicitações?! 


Um default na Grécia não é negócio pra ninguém!

Bônus da Itália

O Tesouro italiano conseguiu emitir nesta sexta-feira sem problemas nos mercados da dívida, 11 bilhões de euros em obrigações de curto prazo com um juros de 1,969%, bem abaixo dos 3,251% da última operação similar de 28 de dezembro e, sobretudo, abaixo dos 6,504% pagos no dia 25 de novembro. Um forte sinal de recuperação econômica, segundo analistas, as emissões foram favorecidas pela injeção de liquides realizada em dezembro pelo BCE ao setor bancário. É o que venho dizendo, para recuperar a economia de um país, o modo menos oneroso é recuperar o setor bancário.

Realizando lucros na carteira teórica

Praticamente zeramos nosso portfólio, ficando apenas com 100 ações de PETR4. Compramos mais 1.800 ações de PETR4 @ R$ 24,70, total de R$ 44.460,00 e vendemos 1.800 Calls @ 0,26, nos dando um lucro de R$ 468,00.

Realizando lucros na carteira teórica

Ótima rentabilidade nas vendas. Estou zerando o portfólio e recolhendo os lucros, que são de 11,30% até agora. Nada mal! Em quanto tempo será que consigo dobrar o capital?

Selic a um digito

Na ata, o Copom reforçou que é preciso um ambiente de contenção das despesas públicas para conter a demanda agregada e atacar a deterioração do cenário internacional. "Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal são parte importante do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas", traz ata da última reunião.

Mas por que é tão importante manter uma Selic baixa?

A grande questão é como conseguir atrair capital para investimentos, seja no setor agrícola, produtivo, metalúrgico etc. Já venho dizendo há algum tempo que o capital estrangeiro, aqui, é muito especulativo, visa apenas spread curtos, acima de tudo lucro rápido! Nesse cenário, ficamos reféns do bom humor do investidores e dos mercados internacionais, pois qualquer alteração na estrutura econômica, cria um ambiente inseguro, onde a ordem se torna: aplica em Dólar! Obviamente o contrário também acontece, ainda assim, isso não nos dá segurança para definirmos "nós mesmos" nossa tendência de alta ou de baixa.

A diminuição dos gastos do governo é apenas o primeiro passo para atrairmos "capital de investimento". A taxa de juros possui forte interferência na economia, é através dela que os investidores decidem entre um projeto de investimento (médio/longo prazo), ou aplicar esse valor em um título público, o qual renderá uma taxa de juros próxima à da Taxa Selic. O mesmo acontece no mercado de renda variável, pois se há aumento na taxa, parte dos investidores vende suas ações para aplicar em ativos de renda fixa, e com isso os preços das ações e consequentemente o Ibovespa tendem a cair. O inverso também acontece, com a Selic baixa, os investidores vendem seus ativos de renda fixa para aplicá-los no mercado acionário.

Agenda do investidor para esta sexta-feira

No Brasil o Banco Central publica a Nota de Política Monetária com os dados sobre a evolução dos agregados monetários (papel moeda, depósitos, câmbio entre outros) e operações de crédito do sistema financeiro. Nos EUA o Departamento do Comércio divulga o a estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2011. A Universidade de Michigan/Reuters apresenta a Confiança do Consumidor, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Realizando lucros na carteira teórica

A China pode estragar o blefe

Ultimamente venho pensando sobre o impacto do embargo da União Europeia e EUA ao petróleo do Irã, principalmente num momento tão frágil economicamente para os países da zona do euro. Mas a grande questão é que não basta você mesmo parar de consumir, eles querem que os outros países também parem!

A China, maior compradora de petróleo cru iraniano, embora tenha cortado pela metade sua importação, parece que sentiu o efeito disso, ao importar mais caro de outros países e começa a dizer Não! Não exatamente com essas palavras, afinal elas não seriam bem recebidas numa economia global que vive de aparências comerciais. O ministro das Relações Exteriores da China disse em um comunicado enviado por fax: "Não é uma abordagem construtiva simplesmente aumentar a pressão e impor sanções".

Ou seja, se vocês querem que eles acabem com o programa de armas nucleares, usem de outras ferramentas para isso, deixa o petróleo em paz, isso tem nos custado muito caro!

Sentindo ainda os efeitos do FED

O dia hoje foi marcado por otimismo nas bolsas internacionais. As principais bolsas europeias e asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, refletindo o bom ânimo, na esperança de que juros baixo por mais tempo signifique mais liquidez na maior economia do mundo.

Declaração de Ben Bernanke: "o Fed está preparado para tomar medidas se houver uma recuperação muito lenta da economia ou a inflação não ficar ao redor da meta do banco, de 2% ou menos". Ou seja, nós vamos dar liquidez à economia a qualquer custo, nem que para isso precisemos novamente imprimir moeda!

Mais liquidez, mais demanda! Por outro lado, a expectativa de juros baixo por mais tempo, pode também levar os investidores a buscarem melhores rentabilidades em mercados emergentes. Fato que o Dólar segue em queda livre, significando entre outras coisas, que há forte ingresso de capital estrangeiro em outros mercados, só no Brasil por exemplo, o saldo ficou positivo em R$ 6,654 bilhões nas três primeiras semanas do ano. Assim não há moeda que aguente, a desvalorização anual chegou hoje à 6,70%.




Agenda do investidor para esta quinta-feira

Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. A FGV divulga o INCC-M que mede a evolução dos custos de construções habitacionais. O Banco Central publica a Ata da última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) na qual se discute os fatores que influenciaram o corte de meio ponto percentual na taxa básica de juros e perspectivas econômicas para o futuro próximo. O IBGE divulga a Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário com dados relativos ao comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais, abrangendo todo o Brasil. Nos EUA os Pedidos de Bens Duráveis serão divulgados pelo Departamento do Comércio, indicando o nível de atividade da indústria norte-americana. O Departamento do Comércio também divulga o número das Vendas de Imóveis Novos. O Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal. A Conference Board divulga o Índice dos Principais Indicadores, que busca traçar o rumo da economia norte-americana para os próximos seis meses.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Apenas para pensar

Irã minimiza sanções europeias e repete ameaça de fechar Ormuz
Embargo total ao petróleo iraniano deve entrar em vigor em seis meses. Europa quer pressionar Teerã a interromper programa nuclear suspeito.

Enquanto autoridades iranianas esperam que a União Europeia recue no embargo imposto ao petróleo do país, Europa aprova o embargo. (União Europeia e o resto do mundo, quer pressionar o Irã a suspender seu polêmico programa nuclear). Mas ás vezes fico pensando, será que não é um blefe da Europa não? Eles estão em recessão, muito bem maquiada é verdade, afinal, a palavra " R E C E S S Ã O " não cairia bem, mas o corte ao petróleo do Irã seria desastroso em escala global:

Na visão da Europa por exemplo: ok, embargamos o petróleo deles, afinal, não podemos ser coniventes com o programa de armas nucleares, mas... de onde é que vamos importar agora? E a pergunta de um milhão, a que preço? Será que as yields longas também refletem isso? Quer saber, melhor ficar só no blefe e ir aumentando a mão cada vez mais até eles desistirem!


Mas e se eles pagarem pra ver?





THINK ABOUT

Fechamentos do Dia

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Entendendo o dia

Se Europa e Ásia amargaram boas quedas, por que o Ibovespa não para de subir?

Bem, em relação ao Ibovespa, nós precisamos entender algumas coisas. Primeiro: o capital estrangeiro aqui é muito forte e especulativo também; o "fluxo estrangeiro", principalmente de dólares, advém de investidores interessados no spread curto, motivados pelos nossos altos juros, não são agricultores, são gafanhotos, esperam a hora certa, entram, comem (lucram) tudo que podem e saem em busca de novas terras (mercados), por isso que ao menor sinal de perigo eles investem em ativos de segurança como títulos do tesouro norte-americano, ouro e dólar.

No Brasil, o mercado continuou recebendo fortes entradas de dólares. Segundo o Banco Central, o fluxo cambial registrou saldo positivo nas três primeiras semanas do ano de 6,654 bilhões de dólares. Só na semana passada, foram 3,636 bilhões de dólares, mantendo o forte ritmo de entrada.


Segundo, alguns papéis tem maior peso na composição do Ibovespa. Por exemplo, hoje, a valorização das ações da Petrobras ajudou a sustentar o Ibovespa no azul. OGX também ajudou. Apenas uma observação, lá atrás, dia 03, eu havia postado "De olho em PETR e OGX", pois poderiam ser beneficiadas por causa dos conflitos no Irã, confira a carteira teórica.

Enquanto o fluxo estiver positivo e os principais papéis do índice operarem no azul ou estáveis, continuaremos vendo o Ibovespa subindo rumo aos 70.000 pontos!

Análise totalmente correta

Postado às 09:23:


Ásia fechando entre altas e baixas, o feriado local manteve o volume fraco e Europa acredito que vá ter tanto um volume baixo como deverá amargar algumas quedas também.

Acredito em leve alta do Dólar, movimentado pela zona do euro e oscilação curta no Ibovespa. Com o avanço do embargo ao petróleo do Irã, alguns papéis podem corrigir posições fechadas ontem, para avançar no resto da semana.

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Bolsas europeias caem com impasse sobre dívida grega
Se bem que a Ásia já havia dado uma forte prévia sobre a possível reação dos mercados com a novela grega.

Londres, FTSE 100 caiu 0,53%
Paris, CAC 40 caiu 0,47%
Frankfurt, DAX caiu 0,27%
Milão, FTSE MIB subiu 0,14%


Dólar em leve alta de 0,02%, para 1,7525 real na veda
Ibovespa na oscilação curta, fechando em alta de 0,16%, a 62.486 pontos

Realizando lucros na carteira teórica

Fizemos três vendas nos preços médio de fechamento, a rentabilidade dos papéis estavam ótimas e em um curtíssimo prazo. Nada mal para 17 pregões de negociação.

Fechamentos do Dia

Tudo como previsto, Dólar com leve alta e Ibovespa na variação curta.

Agenda do investidor para esta terça-feira

No mercado nacional a FGV divulga a Sondagem da Indústria que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. O IBGE divulga o IPCA-15 que identifica as variações nos gastos das famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos nas principais regiões metropolitanas brasileiras. O Banco Central divulga os números mensais sobre o balanço de pagamentos, reservas internacionais e dívida externa através da Nota de Setor Externo. No Japão começará a reunião do comitê de política monetária do Bank of Japan.

Ai Grécia

Influenciadas por impasse na Grécia, bolsas europeias operam em baixa

Ontem a divergência de fechamentos foi grande, Ibovespa em alta, Dow Jones em baixa, Ásia em queda, cautelosa em relação às negociações na Grécia, Europa em contraste de alta, também pela expectativa de negociações da Grécia; e hoje, o dia mal começou e já vai ensaiando o mesmo tom.

Ásia fechando entre altas e baixas, o feriado local manteve o volume fraco e Europa acredito que vá ter tanto um volume baixo como deverá amargar algumas quedas também.

Acredito em leve alta do Dólar, movimentado pela zona do euro e oscilação curta no Ibovespa. Com o avanço do embargo ao petróleo do Irã, alguns papéis podem corrigir posições fechadas ontem, para avançar no resto da semana.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Realizando lucros na carteira teórica

Após rentabilidade de 15,65% em PETR4, é hora de realizar lucro! Notem que nosso portfólio ainda conta com 8,86% de rentabilidade. Acredito em retração desse papel nos próximos dias, aonde farei nova compra.

É tudo uma questão de ponto de vista

Ásia cai em razão de cautela sobre a Grécia.

Europa sobe em razão de acordos para sanar a dívida da Grécia.

Sexto pregão consecutivo de alta

Ninguém segura o Ibovespa, 0,12% de alta aos 62.386 pontos, rumo aos 70.000!


Fazendo um rápido paralelo entre mercado e tênis, eu poderia dizer sem sombra de dúvidas que o Ibovespa está para Novak Djokovic, assim como Dow Jones está para Rafael Nadal, mas não nos esqueçamos que correndo por fora temos a Europa imitando um ativo Roger Federer, ou seja, todos sabem do que é capaz e ainda esperam muito dela (e).


Chega a ser até engraçado a correlação perfeita que existe entre Ibovespa e Dólar. Coincidentemente, enquanto nosso índice obteve seis pregões consecutivos de alta, o dólar teve seis pregões consecutivos de queda, mostrando mais uma vez que, abaixar a moeda norte-americana, acima de tudo, é uma questão de conjuntura econômica global.

CARTEIRA TEÓRICA

Ótima rentabilidade, 10,59%.

Fechamentos do Dia

Ações da Petrobras sobem mais de 5% após anúncio de troca de presidente

As ações da Petrobras (PETR4) e (PETR3) operavam em alta de 5% na tarde desta segunda-feira, após a estatal divulgar um comunicado informando que a atual diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Silva Foster, foi indicada para ser a nova presidente da companhia.

Será que era tão impossível imaginar uma alta assim de manhã? Quem fez a lição de casa saiu ganhando!

Quer ajuda?, corte o déficit

Os ministros das Finanças das duas maiores economias da zona do euro reiteraram seu apoio à Grécia, mas acrescentaram que o país altamente endividado deverá cortar rapidamente seu déficit e aprovar reformas estruturais para impulsionar o crescimento econômico.

Desse modo eu me pergunto, até que ponto vale a pena? Pois, obviamente não basta dizer que diminuiu o déficit, precisa comprovar! Abrir as contas à outros países nunca é fácil, é um trabalho até vergonhoso, atesta o sinal de incompetência do governo local. Continuo afirmando, a reestruturação do sistema bancário é o modo menos oneroso de recuperar um país e uma economia, o FMI e o próprio BCE tem ajudado, mas tem cobrado um preço muito alto.

França e Alemanha

Algumas considerações sobre a semana que se inicia...


A França em meio ao olho do furacão teve na última semana seu rating rebaixado de AAA para AA+, poxa, que rating tem o Brasil mesmo? A confiança não está necessariamente na França, mas sim no BCE e no FMI, tanto que notícias como, "FMI aumentará fundo de resgate", fazem com que os investidores venham a loucura!

Enfim algo de mais concreto, França e Alemanha buscam implementar Basileia 3. "Afrouxamento" é palavra terminantemente proibida, isso sim dá motivos a médio/longo prazo para o mercado. "As regras de Basileia 3 devem ser adotadas". A Autoridade Bancária Europeia recomenda que os bancos impulsionem seus colchões de capital como parte de um plano maior para acabar com a crise da dívida da zona do euro.


 Independência ou morte!

Petrobras: Gabrielli cai e mulher assume presidência da companhia

José Sergio Gabrielli, deverá deixar a presidência da Petrobras (PETR4) a partir de fevereiro para dar espaço à primeira mulher a assumir a presidência da estatal, a atual diretora da área de negócios e gás, Maria da Graça Foster. A decisão, ainda não oficializada, mostra a preferência da presidente Dilma Rousseff, por mulheres com perfil técnico para o comando de cargos chave em seu governo. Os analistas ainda não sabem qual o efeito da troca no comando da Petrobras pode trazer para as ações da companhia no curto prazo. Sob a gestão de Gabrielli, iniciada em julho de 2005, as ações da Petrobras subiram 84%. Gabrielli também coordenou o ambicioso projeto de extração de petróleo em grandes profundidades da camada pré-sal, culminando no maior processo de capitalização pelo mercado do mundo, em outubro de 2010, arrecadando mais de R$ 120 bilhões.

sábado, 21 de janeiro de 2012

FGV - IBRE

Como irá se comportar a economia brasileira em 2012? A resposta a essa pergunta esbarra em uma incógnita: os desdobramentos da crise na Zona do Euro e o acirramento da disputa política nos Estados Unidos em função das eleições presidenciais.
Mas, em certa medida, o cenário tralado por alguns dos principais economistas e analistas do país consultados por Conjuntura Econômica é que a economia brasileira deve ter um comportamento, na média, parecido com o deste ano. Ou seja: o contágio da turbulência internacional chegará por aqui, mas seus impactos serão mais suaves, desde que não ocorra uma falência do sistema financeiro internacional devido à crise na Zona do Euro.
É o que acreditam os pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas, o que possibilitará que fechemos 2012 com um PIB crescendo na casa dos 3%, segundo as projeções do Boletim Macro IBRE. Mesmo assim, a incerteza permeia todas as análises feitas pelos economistas e analistas ouvidos pela revista.
Como ressaltou o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, de que "ninguém sabe muito bem até onde essa confusão pode ir", o quadro ficou ainda mais nebuloso com a divulgação do PIB trimestral pelo IBGE que apontou um crescimento nulo no terceiro trimestre do ano, reflexo de uma inesperada retração, para a maioria dos economistas, no setor de serviços em 0,3%, responsável por cerca de 60% do PIB.
Com isso, o governo que trabalhava com um crescimento do PIB para esse ano de 3,8% já começou a sinalizar que isso dificilmente ocorrerá. Projeções ainda não oficiais apontam para uma expansão de 3,2% até o final de 2011.
Além dos cenários traçados pelo Boletim Macro IBRE, apresentados e debatidos durante o Seminário Perspectivas da Economia Brasileira para 2012, de novembro último, a sondagem inclui reflexões de analistas, consultores e autoridades, tais como o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, dos ex-presidentes do Banco Central, Affonso Celso Pastore e Arminio Fraga, os ex-ministros da Fazenda Delfim Netto, Marcílio Maques Moreira e Mailson da Nóbrega, o vice-presidente e diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, e o economista José Márcio Camargo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O que foi notícia essa semana

Europa - Depois do rebaixamento de alguns países da Europa, entre eles a França, a S&P rebaixou esta semana o fundo de resgate, mecanismo criado para salvar a Europa, financeiras os países em dificuldade.Mas países em crise, como a Espanha, conseguiram captar a custo até menor. Nesta semana, a negociação da Grécia com os credores continuou, mas ainda não há nada concreto. O país está negociando um calote com os bancos; até agora, de 40%.

Previsões mais pessimistas para a economia mundial - O Banco Mundial divulgou relatório alertando os países emergentes para o risco de que a crise, desta vez, provoque queda do crescimento econômico tão forte como em 2008.
Segundo a instituição, "os países emergentes devem esperar pelo melhor e se preparar para o pior". Já o FMI prevê que a Europa ficará dois anos em recessão. Engraçado, há algumas horas foi noticiado que no mercado europeu a confiança dos investidores estava maior, quanto tempo será que vai durar isso?

China desacelera devagar - Havia medo em relação à desaceleração da economia chinesa, mas números divulgados esta semana mostraram que o país reduz o ritmo, mas de maneira devagar, o que é bom.
Em 2011, o motor que puxa a economia mundial cresceu 9,2%. O país também já é mais urbano do que rural, o que abre oportunidades e desafios. Para o Brasil, isso pode ter uma consequência importante: aumenta da demanda por alimentos que produzimos.

BC reduz juros - Como previsto, a taxa de juros caiu 0,5 ponto, para 10,5%, a menos em 18 meses. O comunicado mostrou que haverá, pelo menos, mais uma queda da mesma intensidade na reunião de março. Segundo previsões dos bancos, a inflação continuará recuando no acumulado em 12 meses.

IBC-BR volta a avançar - O índice de atividade econômica do BC, que tenta prever o desempenho do PIB, avançou 1,15% em novembro ante outubro, depois de três quedas seguidas. Esse dado é muito bom, porque mostra recuperação da economia no fim do ano.

Resumo da Semana

Mercado europeu mais confiante

Mercado europeu sobe pela 5a semana consecutiva


"Dados econômicos tem impulsionado a confiança do investidor no início de 2012". Se bem que, a maioria desses dados vem dos EUA ou da Ásia (China), de qualquer forma, aquele famoso rali de fim de ano parece que resolveu acontecer agora, nas duas primeiras semanas do ano.
O problema é que a cada dia um país diferente ganha a atenção dos investidores, por exemplo, nessa sexta-feira, as bolsas europeias fecharam em leve baixa com os investidores aguardando os desdobramentos da negociação entre o governo da Grécia e credores privados para evitar o calote do país.

Uma semana perfeita

Uma semana praticamente perfeita em nossos mercados! Fechamos todos os dias em alta:

Segunda-feira: 59.956, 1,37%
Terça-feira: 60.645, 1,15%
Quarta-feira:  61.722, 1,78%
Quinta-feira: 61.926, 0,33%
Sexta-feira: 62.312, 0,62%

Infelizmente não veremos um desempenho semelhante semana que vem, senão poderíamos imaginar os 70.000 pontos do índice já em fevereiro. A economia norte-americana também teve uma ótima semana, seus indicadores apontam a retomada e principalmente a confiança dos investidores e consumidores. Cinco dias de altas aqui e lá, significam entre outras coisas, cinco dias de queda do Dólar, vendido a R$ 1,7593. Como já havia dito, mesmo contrariando muitos analistas, não está tão difícil assim imaginar o Dólar a R$ 1,6 ou R$ 1,5, em minha modesta opinião, é tudo uma questão de tempo.
O único problema é que o Dólar está teoricamente barato, qualquer  piora principalmente na zona do euro, pode puxar legal a moeda norte-americana (para cima).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um bom dia

A Espanha não para de vender títulos de dívida de longo prazo, nesta quinta-feira foram mais 6,6 bi de euros, com vencimento de até dez anos, com yield de 5,403%. Só acho engraçado que os títulos de médio e curto prazo estejam com yield menor que os de longo, igualzinho na Itália.
Há alguns dias atrás a Espanha vendeu títulos de três e quatro anos, com yield de 3,384%, 3,748% e 3,912% respectivamente. Assim como na Itália, na Espanha, os investidores também parecem acreditar mais no curto prazo do que no longo, mais ou menos assim, bem, em três, quatro anos, não acredito que haverá mudanças na conjuntura econômica da zona do euro, mas e em dez?
Alguns analistas dizem que a Espanha passou no maior teste, pois vendeu mais do que o esperado em títulos de longo prazo, mas também com essas yields até eu!

Enquanto isso...

Chance de FMI aumentar seus recursos contra crise animou os investidores.

Não consigo ver muita vantagem nisso, mas enfim, o dia tende a ser positivo hoje. Ásia reagiu bem à isso e fechou em alta.

CARTEIRA TEÓRICA

Melhor impossível! Preços atualizados com base nos fechamentos de ontem!


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ibovespa, assim você me mata

IBOVESPA WIN
  x
DOW JONES LOSE


Mais um dia de alta aqui e nos EUA, nosso índice fechou com valorização de 1,78% e o Dow Jones com valorização de 0,78%. No acumulado do ano porém, estamos dando de lavada, 6,73% de alta contra 2,96%. Que continue assim, rumo aos 70.000 pontos!
Nessa toada, o fluxo cambial vira, fica positivo em US$ 3 bi no mês, apenas corroborando a queda do Dólar em mais um dia de negociação. A grande questão é que os EUA é refém dele mesmo, quanto mais sinais e indicadores positivos vierem de sua economia, mais motivos os investidores terão para se aventurar a formar novas posições em outros mercados, ainda mais com sinais de esperança vindos do FMI. Alguns analistas afirmaram que o Dólar não voltaria ao patamar de 1,6, 1,5 e 1,4, bem, é tudo uma questão de conjuntura econômica. Num mercado altamente sensível e globalizado, tudo é possível!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Europa pode começar proibição a petróleo iraniano em 1° de julho

A União europeia pode proibir a importação de petróleo iraniano a partir de 1° de julho, dando aos países membros quase seis meses para encerrar contratos existentes.

Quem não tem PETR4 e OGXP3 é louco!!!

A UE comprou cerca de um quinto do petróleo iraniano no ano passado, só isso. Onde eles irão buscar esse petróleo após 1° de Julho? Pra quem oferecer o melhor preço, vai virar uma caça às bruxas!

Índices e Carteira teórica

Desde o começo do ano até agora o Ibovespa já avançou 4,87%, saindo dos 57.829 pontos para alcançar hoje os 60.645. O Dow Jones, embora mais modesto, também retém ganhos nesse ano, saindo dos 12.217 para os 12.482 pontos, alta de 2,16%. Com todos os mercado fechando em alta (inclusive Europa), o Dólar fecha em queda de 0,44%, até parece ciência exata.





Análise de nossa carteira teórica:


Até o dia 11-01, estávamos com um lucro de R$ 2.170,00, 4,46% de rentabilidade. Hoje, nosso lucro é de R$ 3.757,00, 7,72% de rentabilidade. Agora, vamos pegar parte desse lucro e comprar mais 100 ações de PETR4 a 23,81, total de R$ 2.381,00.

Ficamos assim:

Nosso portfólio no começo era de R$ 48.654,00, hoje é de R$ 54.792,00

Zona do Euro precisa de regras para falência bancária

Parece se formar quase um consenso de que a união monetária europeia foi um erro, já que não estavam dadas as condições para a criação do euro. A forma mais simples de enxergar esse fato é pensar em como uma crise como a atual se desenrolaria no âmbito de um Estado nacional federativo.
No interior de uma mesma nação, se há excesso de atividade ou boom econômico em um Estado ou província, os preços sobem um pouco, mas a alta é limitada pela migração de trabalhadores de outras regiões que estanca a subida dos salários. Se, por outro lado, houver uma crise econômica em um determinado estado, o ente federativo não quebra porque o seguro-desemprego é financiado com impostos coletados em todo o país.
Se um banco regional quebra porque foi atingido pelo calote de algum estado - o que não ocorreria no Brasil hoje, por causa da renegociação das dívidas estaduais -, a instituição financeira em questão sofre a intervenção do banco central do país. Tipicamente, o BC vende a parte boa do banco, assegura os depósitos até os limites estabelecidos em lei e paga as dívidas segundo o critério de prioridade estabelecido na legislação nacional de falências.
Se houver contágio e problemas bancários de imensa magnitude, o BC sempre pode emitir moeda para que os bancos não quebrem, evitando assim uma crise sistêmica avassaladora. O Federal Reserve, aliás, fez precisamente isso, e com grande liberdade, em seguida à crise das hipotecas subprime e à quebra do Lehman Brother.
Não é preciso mais do que um rápido exame para notar que falta à Zona do Euro diversos elementos para que crises bancárias e de solvência soberana sejam absorvidas sem maiores traumas, pelos mecanismos descritos acima. Faltam mobilidade do trabalho, união fiscal e uma lei unificada de falência bancária. E falta também um BC com poder de regulação e intervenção para impor perdas aos acionistas de bancos quebrados, e para monetizar parte dos passivos dos bancos como forma de evitar uma quebradeira generalizada do sistema financeiro.
Diante da turbulência atual, os europeus se veem forçados a construir todos aqueles elementos em plena crise. Mas as dificuldades são enormes. A mobilidade do trabalho é um dado cultural de mudança muito lenta - na letra da lei, ela já existe na Zona do Euro, mas as barreiras da língua e dos costumes persistem.
As autoridades europeias, na verdade, têm se concentrado na união fiscal como saída para a crise, visando um processo de reconstrução institucional que dê a Bruxelas o poder de controlar as contas de cada unidade federativa.
Assim, a "solução" que vem sendo desenhada é a de criar, simultaneamente à provável renegociação de uma ou mais dívidas soberanas, os mecanismos de disciplina fiscal para garantir que o problema não se repita. Essa parece ser, em particular, a barganha que tornaria o saneamento dos países problemáticos aceitável para a Alemanha e outras nações do Norte europeu - que pagarão a maior parte da conta da ajuda.
É interessante lembrar que um dos elementos importantes na renegociação das dívidas estaduais no governo Fernando Henrique Cardoso foi que os estados deram ao Tesouro Nacional o direito de intervenção direta nos caixas estaduais, caso não pagassem a parcela acertada de sua receita corrente para a União. Em outras palavras, o Tesouro obteve o direito de bloquear recursos da conta-corrente das secretarias da Fazenda estadual, e transferi-los aos cofres da União. É um direito que está em vigor e assim permanecerá enquanto houver dívidas dos estados com a União.
É muito difícil imaginar que um dispositivo draconiano desse tipo possa ser constituído em uma comunidade de Estados soberanos. Dessa forma, se os países da Zona do Euro estão decididos a "trocar o pneu com o carro andando", isto é, se vão se dar ao penoso trabalho de construção institucional em plena crise, talvez um caminho melhor seja o de criar mecanismos que permitam que os Estados nacionais sofram falência.
É perfeitamente possível haver federações cujos participantes possam quebrar, como ocorre com os estados norte-americanos. Se a Grécia, por exemplo, falir, o único problema é que ela levará consigo os bancos. A melhor estratégia, portanto, é criar um novo marco institucional, pelo qual um país como a Grécia pudesse passar por um default da dívida pública, mas em que o Banco Central Europeu tivesse condições de impedir um processo desordenado de falência bancária.
Assim, o BCE teria poderes de intervir nos bancos dos países do Zona do Euro e decretar falências; imprimir moeda, se fosse o caso, para garantir os recursos aos depositantes até certo limite, no âmbito de algum esquema de seguro-depósito; separar segundo critérios previamente estabelecidos, a parte solvente dos bancos da insolvente; impor perdas (até totais) aos acionistas; e vender a parte boa dos bancos. Adicionalmente, poderia haver leis e regras para punir os gestores dos bancos quebrados, se fosse o caso (isto é, quando comprovada má conduta).
Essa seria uma saída para equacionar o problema das dívidas da Zona do Euro sem envolver a complexa - e politicamente difícil - construção de novas instituições fiscais.
Mas uma legislação de falência bancária para a Zona do Euro também não pode ser vista como uma panaceia, já que o mecanismo de garantia dos depósitos bancário permanece como uma complicação. Devido ao elevado valor das dívidas soberanas da Europa, um seguro desse tipo implica, na prática, a monetização de parte do endividamento público. A Alemanha, portanto, não escaparia ao desprazer da convivência com seu perene fantasma inflacionário. Ainda assim, no momento, essa parece ser uma solução mais simples e eficaz do que a união fiscal.

O BCE ajuda a Europa, mas quem ajuda o BCE?

Xangai fechou em alta de 4,18%.
Hong Kong fechou em alta de 3,24%.
Seul fechou em alta de 1,80%.
Kuala Lumpur fechou em alta de 0,68%.
Bangcoc fechou em alta de 1,88%.
Tóquio fechou em alta de 1,05%.

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Economia mundial está à beira de nova recessão, diz estudo da Unctad
Com notícias como essa, como o mercado pode estar em alta?

Em parte podemos atribuir o dia de hoje à Espanha, que mesmo com sua nota rebaixada, vendeu 3,01 bilhões de euros com vencimento em 12 meses, com yield de 2,049%, excelente captação. No leilão anterior o país havia vendido 3,44 bilhões de euro com o mesmo vencimento à yield de 4,050%. Isso obviamente poderia indicar a melhora da confiança dos investidores nos mercados, provavelmente o dia hoje será marcado por altas aqui e nos EUA também. Entretanto, analistas avaliaram que essa captação é um simples reflexo da ação do BCE, que efetuou no final de dezembro uma importante injeção de liquidez nos bancos da Euro"zona". Agora tá explicado, até porque não haveria o menor sentido mesmo a Espanha ter uma captação tão forte logo após o rebaixamento!  Então eu me pergunto, até quando o BCE vai aguentar sustentar uma economia em clara recessão? É como se ele estivesse tentando fazer andar uma criança que nem nasceu ainda.
O que ele precisa é intensificar os programas de austeridade fiscal, que já provaram ter dado certo, fortificar a moeda, parar de aumentar as compras de dívidas governamentais, por que não transformar o Fundo de Resgate da Zona do Euro num banco?, desse modo ele poderia  tomar emprestado do BCE ao invés de ir a mercado. Bem, de qualquer modo, já é consenso que sem uma intervenção mais forte do BCE, dificilmente a economia europeia voltará a andar.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Daí fica difícil

A França, segunda maior economia da zona do euro, teve sua nota soberana rebaixada pela agência de classificação de risco Standard & Poors. 
O país perdeu a nota AAA. Na sexta, a agência cortou as notas de nove dos 17 países do euro.

Se já estava difícil conseguir um bom financiamento, agora então, vai ficar impossível. As bolsas da ásia, mostrando uma fragilidade acima do esperado, fecharam o dia em queda. E para fechar com chave de ouro, os mercado norte-americanos não abriram, devido a um feriado local. Qualquer valorização do Real é mera coincidência.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CARTEIRA TEÓRICA

Segue abaixo carteira teórica composta de 7 papéis, é uma carteira conservadora, elaborada visando o médio/longo prazo, perfeita para "investidores". Até ontem, podemos observar rentabilidade acima de 4% em apenas 8 pregões, nada mal! Ao longo do ano iremos acompanhá-la!


Espanha ajuda mercados hoje

A Espanha contribui com o ânimo dos mercados internacionais nesta manhã após receber uma demanda maior do que a esperada no leilão de seus títulos de dívida. O Tesouro espanhol levantou 10 bilhões de euros no leilão de três tipos de bônus no mercado primário, dobrando a meta de até 5 bilhões.

Foram vendidos 4,3 bilhões em bônus de três anos, a uma yield de 3,384%.
Abril 2016 vendeu 2,5 bilhões, a uma yield médio de 3,748%.
Outubro 2016 vendeu 3,2 bilhões a 3,912%.

Nada mal para uma economia quebrada em uma região em recessão.Investidores não mostram apetite, mostram confiança! Expectativa de um bom dia!
Pena que a Ásia fechou em queda, a expectativa era grande em relação aos dados da economia espanhola, que saíram após o fechamento das bolsas asiáticas,  mostrando mais uma vez que a economia asiática não leva a mínima fé na conjuntura econômica da Europa, eles precisam ver para crer!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PETRÓLEO

A China é o maior cliente do petróleo iraniano, recebendo cerca de um quinto do total, mas já reduziu suas compras para janeiro e fevereiro.

A China defende comércio com Irã apesar da pressão dos EUA, se ela ceder à pressão, será que todos sairiam ganhando? (Exceto o Irã é claro). Tudo funciona na base da especulação, não precisa a China efetivamente buscar novas rotas de petróleo para o preço subir, a simples possibilidade "de", já faz com que o preço suba, infelizmente a crise europeia tem atrapalhado "um pouco".

Primeira divergência de 2012

Num dia um tanto quanto "estranho" por assim dizer, dada a diversidade de fechamentos e correções/ajustes, devido às grandes altas de ontem, tivemos a primeira divergência do ano entre Ibovespa e Dow Jones, nosso índice fechou com leve alta de 0,26% e o Dow Jones com leve queda de 0,11%. Parece que até eles sofreram um "retorno", de 1,22% para 0,26% no caso do Ibovespa e de 0,56% para 0,11% de queda no caso do Dow Jones.

A Ásia ficou sem saber pra que lado ir, há muita preocupação antes dos leilões de dívida na Espanha e na Itália. Qualquer dado positivo parece estar em segundo plano no momento. Ainda assim, vamos ficar atentos aos dados dos EUA que estão porvir ainda essa semana, como: Initial Claims, Retail Sales, Business Inventories, Treasury Budget, Trade Balance, Import Prices, Export Prices, Michigan Sentiment. Esses dados têm movido, na medida do possível, uma economia atualmente fragilizada e descrente.


Como previsto ontem, houve certa correção nos principais mercados hoje, Taiwan que na véspera teve alta de 1,21%, hoje ficou em 0,13%, Xangai com alta de 2,69%, amargou queda de 0,42%, Cingapura e Hong Kong com ganhos de 1% e 0,78% respectivamente, mantiveram as altas.

Na Europa também houve correção, Londres que na véspera teve alta de 1,50%,  hoje perdeu 0,45%, Paris com alta de 2,66%, obteve baixa de 0,19%, Frankfurt com alta de 2,42%, hoje fechou em queda de 0,17%, em Madrid a queda foi de 0,54%, também divergindo de sua alta de 2,34% um dia antes, até Milão que obteve a maior alta ontem de 3,08%, não conseguiu operar com mesmo ímpeto hoje, fechando praticamente estável com 0,25% de alta. Mas é aquilo que disse ontem, se você ganha 2,66% num dia e perde apenas 0,19% no outro, a tendência é altista!

Carteira teórica

Boa Tarde,

Apenas para adiantar, ainda essa semana estarei elaborando uma carteira teórica de ações, com aproximadamente 10 papéis, com valor inicial de investimento de R$50.000,00, é pouco, porém essencial, principalmente para quem está começando a se aventurar na bolsa. Não preciso nem dizer que PETR4 e OGXP3 farão parte da carteira! A rentabilidade carteira terá início desde o primeiro pregão de 2012.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Continua de olho em PETR e OGX

Dia 03 de janeiro, eu postei o seguinte comentário:

De olho em PETR e OGX! A especulação a China estaria disposta a pagar por rotas alternativas de petróleo bruto para manter pressão sobre o Irã, poderia indicar um bom momento para entrar em papéis como PETR e OGX.
Dia 03, PETR4 fechou a 22,41; hoje está sendo negociada a 22,99, ganho de 2,59% em apenas 5 dias.
Dia 03, OGXP3 fechou a 13,94; hoje está sendo negociada a 14,06, ganho de 0,87% em apenas 5 dias.

Europa, tenta só não atrapalhar

Tudo em alta essa semana, os dados vindos principalmente dos EUA, pra variar, estão dando otimismo ao investidor, muitos começam a montar posições de médio e longo prazo.

Estoques no atacado crescem 0,1% e vendas aumentam 0,6% nos EUA
Sinal de que está havendo demanda.


Na Ásia, o ganho só não foi maior por causa da crise na Europa, analistas ainda avaliam o tamanho do impacto que essa crise poderá ter na Ásia esse ano. Principais altas, Hong Kong 0,73%, Taiwan 1,21%, Xangai 2,69%, Seul 1,46% e Cingapura 1,06%.

Na Europa os ganhos foram ainda melhores, a perspectiva da retomada da economia norte-americana, conseguiu hoje, superar o medo e elevou seus índices de modo bem significativo. Principais altas, Londres 1,50%, Paris 2,66%, Frankfurt 2,42%, Madrid 2,34%, Milão 3,08%.

Obviamente podemos esperar algum tipo de correção nos mercados ainda essa semana, não acredito em quedas do mesmo nível das altas que tivemos hoje, porém, um ajuste do nível de 0,5 à 1% é certo. Uma economia tentando se recuperar, passa por dias bons e dias ruins.
Logicamente que ativos de segurança como o Dólar, tiveram queda. Dólar fechou com desvalorização de 1,85%.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

E a primeira semana já foi!

A primeira semana de 2012 já terminou e não vimos muita novidade é verdade, com a volta de parte dos investidores o volume aumentou como era de se esperar, outras variáveis entraram na equação, como o caso do petróleo iraniano (continuemos de olho em PETR e OGX), o EUA mesmo sem intervenções mais agudas do FED, continua impulsionando pontualmente os mercados com bons indicadores econômicos, nossa bolsa agradece e por muitos dias segue a tendência norte-americana; a Europa continua naquela recessão disfarçada para alguns. Creio que nos dias atuais, onde os mercados estão mais do que nunca interligados, jamais veremos a palavra pronunciada com todas as letras: "R E C E S S Ã O".
Dólar fechou em alta novamente, mas fechou a semana com desvalorização de 0,92%, principalmente por causa do dia 03, terça-feira, onde o Dow Jones subiu 1,47% e o Ibovespa subiu 2,48%, muitos investidores montando posições. Alguns analistas disseram que o apetite estava renovado no começo do ano, eu duvido!

Nosso mercado por estar mais atrelado ao norte-americano, pode estar ensaiando uma tendência de alta.

Para semana que vem, fiquemos de olhos abertos na agenda de indicadores semanal, na crise europeia e no petróleo, creio em bons trades nessa área!

Quem disse que não chegaria aqui?

FMI adverte sobre perigo de contágio de crise bancária na América Latina
Se a crise se agravar, impacto nas filiais dos bancos na região será maior. Morosidade econômica dos mais ricos prejudicará crescimento da AL.


O agravamento da crise financeira da zona do euro poderá contaminar bancos com filiais na América Latina, advertiu nesta quarta-feira (4) o responsável para a região do Fundo Monetário Internacional, Nicolás Eyzaguirre.

Nicolás Eyzaguirre, responsável para a América Latina do Fundo Monetário Internacional

"Se a crise financeira na Europa se agravar, o impacto sobre a estabilidade financeira dos bancos filiais da zona do euro na América Latina pode ser muito maior", explicou o funcionário em um blog do FMI para avaliar as perspectivas econômicas da América Latina.
A região já demonstrou um bom manejo dos efeitos da crise mundial desde 2008, mas a persistente morosidade econômica nos países desenvolvidos não lhe permitirá aumentar sua taxa de crescimento em 2012, prevista em 4%.
O Fundo atualizará essas previsões em 24 de janeiro, mas a princípio, a América Latina não terá revisada para cima suas perspectivas, disse Eyzaguirre.
"Na medida em que a crise europeia permanece contida, o mais provável é que o crescimento na América Latina continue sendo positivo, ainda que menor que o de 2010-11", disse.
Segundo Eyzaguirre, algumas filiais de bancos da zona do euro mantêm uma quarta parte dos ativos bancários dos países latino-americanos, e muitos desses bancos estão adotando políticas de crédito mais conservadoras para reforçar seus balanços, explicou.
O Banco Espanhol, que sofre crescentes problemas de financiamento nos mercados, possui 25% do mercado no México, Chile e Peru.
"Apesar de estes bancos terem tido a precaução de financiar a maior parte de suas atividades na América Latina com depósitos residentes e em moeda local, é possível que gerem uma grande demanda por fundos em dólares, seja por uma menor oferta de suas casas matrizes ou por um corte das linhas de crédito externa", disse Eyzaguirre.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mais do mesmo também em 2012?!

Apesar de tudo, era de se esperar uma correção


Após consideráveis altas nessa primeira semana de 2012, era de se esperar uma natural correção dos mercados, correção que não precisa necessariamente de algo firme para se apoiar, muitas vezes são especuladores simplesmente desfazendo-se de suas posições, como sempre dizemos, um mercado em alta ou em baixa é composto de dias bons e ruins. A única diferença no dia de hoje, é que essa correção, esse digamos, ajuste nos índices, vem acompanhado dos receios dos investidores, principalmente na "zona" do euro. A preocupação gira em torno da capacidade dos países em rolarem suas dívidas e em relação à atual fragilidade dos bancos.
O que mais temos visto nos últimos dias são países como a Alemanha, Itália, Espanha e França por exemplo, captarem recursos no mercado à custa de títulos públicos que estão pagando juros altíssimos. Hoje em particular foi um dia no qual nem os rotineiros dados positivos da economia norte-americana conseguiram salvar os mercados (o setor privado criou 325 mil vagas de trabalho em dezembro).
Fico receoso quando penso se o dia de hoje foi atípico ou não, pois a Europa em sua tentativa de se salvar, está na verdade se afogando cada vez mais, os juros da dívida italiana superaram os 7%, o espanhol ficou acima de 5%, na França as taxas, como já havíamos mencionado subiram acima de 3%, apenas a Alemanha, maior economia da zona do euro, conseguiu rendimento a 1,8%. O FME emitiu 3 bilhões de euros da dívida a três anos para ajudar Irlanda e Portugal.
A tentativa para sair da crise precisa sempre mensurar duas vertentes, geralmente opostas entre si, os riscos e a imagem. A Europa parece ter se esquecido da segunda.

Diante de tudo isso, o Dólar o que faz? SOBE!


Dólar sobe a 0,76% e fecha a R$ 1,841. 


Ibovespa cai 1,38%, aos 58.546 pontos.
Londres, FTSE100 perdeu 0,78%
Paris, o CAC40 caiu 1,53%
Frankfurt, o DAX recuou 0,24%
Milão, o FTSE MIB caiu 3,65%
Japão, o Nikkei caiu 0,83%
Seul, baixa de 0,13%
Xangai perdeu 0,97%

Que diferença da Itália não!?

França vende 7,963 bi de euros em bônus do governo


Foram vendidos títulos com quatro diferentes vencimentos, dois deles ofereceram yield mais alto do que no leilão anterior é verdade, mas ainda assim foi uma excelente captação:

Outubro 2021 yield 3,29%
Outubro 2023 3,50%
Outubro 2035 3,96%
Abril 2041 yield 3,97%

Relembrando a Itália:

Abril 2015 yield 7,42%
Setembro 2021 yield 6,70%
Março 2022 yield 6,98%


As bolsas asiáticas, que fecharam em queda nesta quinta-feira, principalmente pela expectativa sobre o leilão de bônus que ocorreria na França, podem de preferência, abrir em alta nessa sexta-feira, movidas pela boa absorção do mercado nos papéis franceses. Alguns analistas viram o leilão de modo negativo, pois as yields foram maiores em comparação com o último realizado, entretanto, dada a atual conjuntura econômica da região, foi como se na primeira prova eu houvesse tirado 8 e agora tirei 6, deu pra passar de ano do mesmo jeito!

A Europa não vai surpreender ninguém, não por enquanto!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Muita calma nessa hora

Dados positivos dos EUA continuam impulsionando os mercados, mas hoje, em especial, a Europa também resolveu ajudar:


- PMI composto da zona do euro atinge melhor nível em três meses (é uma medida da atividade tanto da indústria quanto do setor de serviços)


- Inflação na zona do euro é de 2,8% em dezembro (o número representa desaceleração)

- Juro de bônus português é o menor desde abril (melhora na opinião dos investidores sobre o país)
A austeridade começa enfim a fazer efeito


Está tudo muito prematuro, ainda não é possível prever quando terminará o pesadelo europeu, que teria seu ápice com o fim do euro, entretanto, algumas economias começam a apresentar indicadores positivos, muitos deles reflexo das medidas adotadas no segundo semestre de 2011, fato que, apenas ontem, o dólar já caiu 2,01%, com as demais bolsas fechando em alta. Por exemplo, desde o começo do ano o Ibovespa já subiu 4,38%, ontem o Dow Jones fechou em alta de 1,47%, as bolsas asiáticas e europeias também asseguraram bons ganhos. Nossa PTAX agradece!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mais sobre PETR e OGX

No mercado não é preciso que a notícia efetivamente se torne um fato, muitas vezes, os rumores são mais do que suficientes para causar um estrago e tanto no preço das commodities. O conflito no estreito de Ormuz pode até não dar em nada, mas enquanto isso, "a expectativa de"..., gera uma oscilação muito interessante de se trabalhar, principalmente para os especuladores.

PETR4 vem  apresentando nos últimos meses uma alta muito boa, por exemplo, no dia 4 de outubro de 2011, a ação fechou cotada à 18,55. Hoje, apenas 3 meses depois, o papel está sendo negociado à 22,05, alta de 18,87%. Em qualquer cenário, sendo considerado os níveis históricos de preços é claro, a PETR4 sempre se mostra uma ótima compra.



OGXP3 apresenta ótima rentabilidade também, por exemplo, no dia 4 de outubro de 2011, a ação fechou cotada à 10,80. Hoje, o papel está sendo negociado à 14, alta de 29,63%

De olho em PETR e OGX

A China aparenta estar disposta a pagar por rotas alternativas de petróleo bruto para manter a pressão sobre o Irã.


A China aparenta estar disposta a pagar por rotas alternativas de petróleo bruto para manter a pressão sobre o Irã. Ela vem comprando carregamentos do Oriente Médio, África e Rússia depois de cortar sua aquisição do Irã em janeiro em cerca de 285.000 bpd, mais de metade dos quase 550.000 bpd que comprou através de um contrato de 2011.

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou uma lei no sábado aprovando novas sanções que podem prejudicar as exportações de petróleo de Teerã ao proibir as refinarias de pagar pelo produto. A União Europeia deve considerar medidas similares assim que as potências ocidentais buscarem isolar Teerã por seu controvertido programa nuclear. Teerã advertiu que poderia fechar o estreito de Ormuz, um canal pelo qual passam mais de 40% do petróleo mundial, se as sanções forem impostas sobre suas exportações de petróleo.




O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e o Litoral de Omã e dos Emirados Árabes Unidos,
e é a única saída pelo Golfo Pérsico para a produção de petróleo da Arábia Saudita, do
Kuwait e do Iraque. Por ali passa um terço das exportações mundiais!
Irã testa mísseis de longo alcance no Estreito de Ormuz.


As ameaças foram interpretadas por analistas como uma resposta às sanções econômicas impostas pelos EUA e países europeus por causa do programa nuclear iraniano.
A marinha americana advertiu que não vai permitir o fechamento do Estreito de Ormuz. Até aí, grande coisa?
O governo da França também condenou a ameaça de impedir a navegação no Golfo, enquanto a UE estuda adotar novas sanções contra os iranianos.


Vamos ficar de olho principalmente em PETR e OGX, pode ser um ótimo momento para entrar nesses papéis!

Fôlego renovado, primeira de 2012

EUA continua impulsionando os mercados globais ao mostrar sinais, cada vez mais fortes, de sua recuperação econômica
Algumas coisas mudam, outras não...

EUA: forte alta dos gastos em construção em novembro, cerca de 1,2% (estimativa era de 0,5%)
Indústria nos EUA tem em dezembro maior alta em 6 meses


Conclusão:

Bolsas europeias fecham em alta, com destaque para Londres
Bolsas asiáticas fecham em alta

Indicadores das economias locais devem ser levados em consideração também; nesta terça feira, dados mais fortes que o esperado sobre o setor manufatureiro na China e indicadores vindos da Alemanha ajudaram nas altas dos mercados.
O mercado embora global, ainda é muito local, pois o investidor ainda é o mesmo, por trás de sistemas complexos de negociação, a ordem final de compra e venda, passa pela decisão de um ser humano. Por mais que um país apresente bons dados, se os principais países também não apresentarem, o mercado não anda como deveria. A confiança, repito, a confiança move os investidores. Por que vocês acham que as yields longas estavam maiores que as curtas na  Itália? Já disse aqui, medo do futuro!

Na Ásia, o foco é  voltado principalmente para a China, Índia, Japão e Hong Kong. Na Europa temos, Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália. Não descarto a importância dos demais países na composição dos mercados, mas devemos sim, ponderar seu peso. Esses países citados seriam como a Petro, Vale e OGX na composição do Ibovespa, tem maior influência.

A Europa verdadeiramente passa por uma recessão, mas só ela!