Estatal enviou comunicado à CVM por conta de notícias sobre reajuste. Segundo jornal, governo e estatal preveem uma nova alta neste ano.
O texto foi uma resplosta da empresa a quesionamento da CVM em relação à existência de um acordo entre o governo e a estatal para reajuste dos combustíveis entre 4% e 8% em junho próximo, relatada pelo jornal Folha de S. Paulo na última quarta-feira (16).
Segundo a reportagem do jornal, o calendário de reajuste, que não foi divulgado pela Petrobras, faz parte dos pontos do mecanismo aprovado em dezembro passado pelo conselho de administração da empresa, que é presidido pelo Ministério da Fazenda. Esse mecanismo não foi detalhado pela estatal, diferente do que o mercado esperava.
"Por razões comerciais os parâmetros da metodologia de precificação do diesel e da gasolina são estritamente internos à companhia", diz a nota desta sexta. A empresa afirma ainda que "procura não comentar sobre rumores e especulações".
A Petrobras trata suas coisas como se não fosse uma empresa de capital aberto. Era óbvio até para uma criança de cinco anos que o mercado iria punir severamente as ações após a divulgação ou melhor dizendo, a não divulgação da nova metodologia de precificação de combustíveis. Quer tratar isso internamente? É um direito que qualquer empresa tem, exceto aquelas com ações na bolsa de valores. Claro que pesa sobre a cotação também o cenário fiscal, câmbio, risco de rebaixamento de rating, transparência do governo e etc. Mas o fato é que dia 18 de novembro de 2013, a ação fechou na máxima do ano, cotada a 21,44. Ontem, dia 17 de janeiro de 2014 ela fechou a 15,51, queda de 38,23%. Ainda estou tentando entender que questões comerciais são essas.
Particularmente, para bolsa de valores, acredito que esse seja o ano de realizar financiamentos, dado o viés de baixa e de lateralidade do mercado e de montar estratégias short.
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