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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Precisamos correr atrás SIM

A economia mundial vai crescer 3,2% em 2014, estabilizando nos 3,4% e 3,5% nos dois anos seguintes – aumento de cerca de 1 ponto percentual em relação aos 2,4% de 2013, prevê o Banco Mundial em seu relatório bianual Perspectivas Econômicas Globais. De acordo com o documento, divulgado hoje dia 15 em Washington, a economia mundial deverá se fortalecer em 2014, e os países desenvolvidos devem conseguir se recuperar da crise financeira mundial, ao fim de cinco anos.

A estabilização do crescimento acima dos 3% neste e nos próximos dois anos terá como base não só a produção de riqueza nos países em desenvolvimento e o forte crescimento chinês, mas também a aceleração econômica dos países desenvolvidos, segundo o relatório. Porém, o documento aponta risco para esse resultado otimista, entre os quais, o aumento das taxas de juros e as consequências do fim do estímulo à economia nos Estados Unidos.

Por aqui já estamos sentindo isso, nossa Selic, ex 7,25%, nos atuais 10,50% não só é um reflexo da clara intenção do governo de frear a inflação, tão importante em ano de eleição e calejada dos brasileiros, mas também é reflexo justamente do fim gradual de estímulos da economia norte-americana, que colocará um fim à enxurrada de dólares colocados à mesa, muitos dos quais vinham encontrar destino nos mercados emergentes, mas também da intenção do governo de criar um ambiente (mesmo que altamente especulador) porém, mais atrativo para o capital estrangeiro, óbvio que cairá por terra caso o Brasil sofra um rebaixamento de rating, mas por enquanto essa é uma possibilidade apenas rascunhada.

Outro ponto delicado desse "viés" de crescimento econômico é justamente atribuir bom peso à economia chinesa, pois qualquer mudança, por menor que seja, cria efeitos drásticos em nossos mercados, principalmente de curto prazo no que diz respeito à bolsa de valores. Continuo afirmando que o Brasil possui demanda interna para minimizar os efeitos dos mercados externos.
 



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