Um tanto quanto surpreendente a atitude do Bacen. Fato que a curva de juros já estava precificada, entretanto, o movimento do Banco Central, embora correto, foi extremamente anti-político, ainda mais em ano de eleição. Conforme disse, o mais acertado teria sido aguardar o rolar dos indicadores ou até mesmo agir com parcimônia e agradar gregos e troianos subindo em 0,25% a Selic.
Claro que entre juros e inflação, eu fico com os juros, creio que os demais também!
A questão toda é que as medidas não giram em torno de um plano maior, a longo prazo, estruturado, transparente e correto, aliás, muito pelo contrário, nossa política econômica só vai até a página dois, ela só enxerga que José está na prisão e que isso está errado, ela não consegue ver que lá na frente ele irá se tornar governador e estar na prisão é necessário (rápido comparativo bíblico).
No caso da política monetária os fins sim, justificam os meios. Lá atrás deveriam ter pensado nos efeitos de curto e médio prazo ao reduzir para 7,25% a Selic, era óbvio que iria estourar na inflação, mas com o viés do crescimento ratificando as ações estava tudo certo. O problema é que esse crescimento não veio em 2012, não veio em 2013 e ao que parece, também não virá em 2014, caso contrário não haveria aumento dos juros, que além de [tentar] controlar a inflação, coloca um freio na economia, e não esqueçamos do aumento do IPI, mas isso também é assunto para outro tópico.
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