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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Essas altas sempre me preocupam

Premiê grego sinalizou que acordo para acabar com crise está próximo.
Mercados asiáticos fecharam em alta, tendência altista para hoje.


As negociações da Grécia com seus credores privados têm sido lentas, mas Papademos disse que houve "progresso significativo", com o objetivo de ter um acordo definitivo até o fim da semana. Indicadores econômicos dos EUA também contribuíram para as altas. E por falar em altas, esses gaps de abertura sempre me preocupam, pois geralmente estão mais relacionados à euforia do que à confiança. As chances do mercado retroceder no dia seguinte na mesma proporção é muito grande.

Imagine que em razão de uma série de problemas financeiros você precisou fazer um acordo com o banco; eles lhe pediram dez dias para avaliar sua situação e dar o parecer. Durante esses dez dias qual é sua postura? Logicamente você está tenso e apreensivo, evitando gastos desnecessários. Passado o prazo, o banco te liga pedindo mais cinco dias. Após esses cinco dias o banco liga dizendo que até o fim da semana eles certamente terão a resposta. Obviamente seu nível de tensão está nas alturas, já não dorme direito, se alimenta mal e etc.
Na manhã do prazo combinado o banco finalmente informa que o acordo foi aprovado, entretanto eles fazem uma série de exigências, dentre elas, a mais importante: " - O senhor não poderá mais fazer dívidas até quitar seu débito conosco!"

Qual será sua reação ao longo daquele dia?

Não sou um eterno pessimista, pelo contrário, tendo a ser um eterno realista. Achei muito estranho que os mercados não refletiram negativamente o rendimento do bônus português de 10 anos, que superou 17% na segunda-feira, maior nível desde a introdução do euro, gerando temores de que Lisboa possa se tornar a próxima Atenas na necessidade de um segundo programa de ajuda externa para evitar a bancarrota. Portugal tem de rolar € 25 bilhões só em 2012 e está com mais de 90% do PIB de dívida e 10% de déficit público, uma situação muito difícil de sustentar.


Mas voltando a Grécia:


As reformas da Grécia, por exemplo, são inaceitáveis. Os líderes da zona do euro querem nomear alguém para controlar o orçamento grego. Isso é perda total de soberania e democracia, e a Grécia não aceita.


Isso está virando uma salada grega!

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