Após consideráveis altas nessa primeira semana de 2012, era de se esperar uma natural correção dos mercados, correção que não precisa necessariamente de algo firme para se apoiar, muitas vezes são especuladores simplesmente desfazendo-se de suas posições, como sempre dizemos, um mercado em alta ou em baixa é composto de dias bons e ruins. A única diferença no dia de hoje, é que essa correção, esse digamos, ajuste nos índices, vem acompanhado dos receios dos investidores, principalmente na "zona" do euro. A preocupação gira em torno da capacidade dos países em rolarem suas dívidas e em relação à atual fragilidade dos bancos.
O que mais temos visto nos últimos dias são países como a Alemanha, Itália, Espanha e França por exemplo, captarem recursos no mercado à custa de títulos públicos que estão pagando juros altíssimos. Hoje em particular foi um dia no qual nem os rotineiros dados positivos da economia norte-americana conseguiram salvar os mercados (o setor privado criou 325 mil vagas de trabalho em dezembro).
Fico receoso quando penso se o dia de hoje foi atípico ou não, pois a Europa em sua tentativa de se salvar, está na verdade se afogando cada vez mais, os juros da dívida italiana superaram os 7%, o espanhol ficou acima de 5%, na França as taxas, como já havíamos mencionado subiram acima de 3%, apenas a Alemanha, maior economia da zona do euro, conseguiu rendimento a 1,8%. O FME emitiu 3 bilhões de euros da dívida a três anos para ajudar Irlanda e Portugal.
A tentativa para sair da crise precisa sempre mensurar duas vertentes, geralmente opostas entre si, os riscos e a imagem. A Europa parece ter se esquecido da segunda.
Diante de tudo isso, o Dólar o que faz? SOBE!

Dólar sobe a 0,76% e fecha a R$ 1,841.
Ibovespa cai 1,38%, aos 58.546 pontos.
Londres, FTSE100 perdeu 0,78%
Paris, o CAC40 caiu 1,53%
Frankfurt, o DAX recuou 0,24%
Milão, o FTSE MIB caiu 3,65%
Japão, o Nikkei caiu 0,83%
Seul, baixa de 0,13%
Xangai perdeu 0,97%
Nenhum comentário:
Postar um comentário